Mais de 7 mil quilômetros: de caiaque, homem percorre costa brasileira a remo
Motorista de profissão, Diogo Aguiar iniciou a expedição há um ano partindo do Chuí (RS) até o Oiapoque (AP)


Do Chuí (RS) ao Oiapoque (AP), muita história promete ser contada a bordo de um caiaque. Em uma jornada que percorrerá mais de 7 mil quilômetros, Diogo Aguiar e seu Minerucho carregam uma missão duríssima: remar toda a costa brasileira, do Sul ao Norte do país.
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Natural de Minas Gerais, Diogo começou a viagem em junho do ano passado e segue firme em seu objetivo, já tendo percorrido cerca de 2 mil quilômetros. Motorista de profissão, o aventureiro intercala a expedição com pausas para o trabalho e não conta com patrocínio.


Efetivamente, ele já teve algo próximo de 80 dias de navegação, com uma média diária que varia entre 30 km e 40 km, conforme as condições do mar.
O intuito da minha viagem é conhecer pessoas, lugares, viver experiências e entender um pouco da cultura de cada canto do Brasil– escreveu Diogo em postagem feita nas redes sociais
Durante a trajetória, é comum que o aventureiro acampe em ilhas desertas à noite ou fique em pousadas de parceiros ou pessoas próximas. Porém, onde pernoitar não chega a ser o principal problema nessa jornada, mas, sim, a meteorologia e a imprevisibilidade das águas.
O que mais pega realmente é o vento. Mesmo sem chuva, o vento costuma assustar– disse ao portal Costa Norte Paulista
Um dos principais momentos de apuros nesta jornada ocorreu em sua passagem pela Lagoa dos Patos (RS), conforme contou ao jornal Costa Norte Paulista. Em um dia de clima severo e ondas perigosas, o caiaque, que era emprestado, virou e ele precisou acampar na areia para se aquecer.


Nesta missão, o caiaque é muito mais que uma embarcação. Nele, o mineiro carrega tudo o que precisa para sobreviver e navegar, com itens que vão desde roupas até barracas desmontadas para camping. Sim, tudo isso cabe dentro deste barco. Quer saber como? Assista ao vídeo abaixo:
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Minerucho: seu companheiro de jornada
Para acompanhá-lo na travessia, o caiaque escolhido foi o Inuk 560, adquirido por Diogo e que, posteriormente, recebeu o nome de Minerucho, que homenageia os gaúchos que o ajudaram a comprar a embarcação. E é com este modelo, produzido no Brasil pela Tupi Caiaques, que ele seguirá a viagem do Rio Grande do Sul ao Amapá.


Ele é um caiaque oceânico de performance, projetado para travessias e expedições de longa duração. Em números, são 5,66 metros de comprimentos e apenas 31,1 kg, com capacidade total de até 180 kg entre remador e carga — incluindo todos os pertences.


O modelo possui três compartimentos estanques, onde ele consegue levar os equipamentos necessários para a viagem, além de sistema de leme retrátil controlado pelos pés.


O casco é construído em fibra de carbono com acabamento naval e fibra de carbono no sistema de leme. Sobre a estabilidade, fundamental em uma viagem desse porte, é nível quatro de cinco, para que tenha um equilíbrio entre segurança, controle e desempenho.
Ou seja, não é simplesmente um caiaque. É a minha casa, meu transporte e meu companheiro nessa jornada de Chuí ao Oiapoque– escreveu Aguiar
Em caso de emergência no qual o navegante caia na água, o caiaque possui cordas de emergências nas laterais que o ajudam a se apoiar e voltar ao barco. Mais detalhes do Minerucho podem ser conferidos no vídeo abaixo:
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Inclusive, para quem quiser acompanhar cada detalhe dessa aventura, basta ficar de olho no perfil de Diogo em suas redes sociais. Seus campings, paradas, bastidores de remar o caiaque e as principais dificuldades estão sendo todas registradas por lá.


Haja braço, pois esse contorno na costa brasileira ainda promete muitas histórias pela frente.
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