Universidade flutuante: China lança primeiro navio inteligente de pesquisa oceânica
Projetado no país, o Tongji combina autonomia, sustentabilidade e estrutura para navegar como um campus flutuante


A China deu mais um passo estratégico na corrida tecnológica dos mares. Em 13 de julho, foi entregue em Xangai o primeiro navio inteligente de pesquisa oceânica do país. Batizado de Tongji, a embarcação foi projetada e construída em território chinês para funcionar como o campus flutuante de uma universidade, combinando inovação sustentável, inteligência artificial e estrutura de ponta.
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Construído pela China State Shipbuilding Corporation (CSSC), por meio da Huangpu Wenchong Shipbuilding Company, o Tongji é uma iniciativa da Universidade de Tongji e tem números robustos: são 82 metros de comprimento, 15 metros de boca e autonomia para navegar até 8 mil milhas náuticas.


A bordo, a embarcação acomoda até 45 pessoas — sendo 15 tripulantes e 30 pesquisadores — e será usada tanto para pesquisas científicas quanto para o treinamento de engenheiros em alto-mar.


O engenheiro-chefe do projeto, Li Zhenghua, disse à CSSC que o Tongji está equipado com um sistema de comunicação avançado, capaz de integrar diferentes ambientes e realizar conexões entre navios, costa, drones e até robôs submarinos.
Ele é capaz de navegar de forma autônoma em águas abertas, com planejamento inteligente de rotas voltado para a eficiência energética– explicou Li Zhenghua
O interior da embarcação abriga laboratórios de pesquisa, salas de reunião, academia, áreas de lazer, refeitório, cozinha, cabines e banheiros.


Um dos destaques do novo navio de pesquisa chinês é o amplo convés de operações, com 460 m², que permite o transporte de contêineres para diferentes missões. O espaço também pode ser adaptado para operações de instalação e manutenção de cabos submarinos.
O Tongji reforça a presença da China na pesquisa oceânica global, mostrando o investimento em soluções tecnológicas que unem ciência, sustentabilidade e capacitação em alto-mar.
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