Capacete de bronze usado em batalha há 2 mil anos é encontrado em preservação “extraordinária”
Não é incomum que as águas revelem itens históricos, mas alguns se destacam pela raridade. Recentemente, o governo regional da Sicília anunciou descobertas feitas no mar das Ilhas Égadas, na Itália, em agosto. Entre elas, um capacete de bronze em estado de conservação definido como “extraordinário” chamou a atenção.
Cidade submersa no Egito: grandes peças retiradas do Mar Mediterrâneo revelam mistérios
Povos pré-históricos usavam ossos de baleia para confeccionar ferramentas
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Segundo o comunicado, trata-se de um capacete do tipo Montefortino, encontrado na área onde ocorreu a Batalha das Ilhas Égadas, em 241 a.C., durante a Primeira Guerra Púnica entre Roma e Cartago. Por isso, os arqueólogos acreditam que o artefato tenha sido usado naquele confronto.


O capacete, que ainda preserva os protetores de bochecha, foi descrito como um dos exemplos mais completos já localizados. Pela imagem é possível observar os itens íntegros, apesar de enferrujados — um feito e tanto para objetos estimados em mais de 2 mil anos de idade.
O conselheiro regional para o Patrimônio Cultural da Sicília, Francesco Paolo Scarpinato, destacou ao portal institucional da região a importância de achados como este para a representação da cultura e identidade local.
Esse capacete Montefortino é um dos mais belos e completos já recuperados– disse Scarpinato
Águas guardavam outros segredos
Além do conjunto de proteção em bronze, os mergulhadores recuperaram também cerca de 30 itens metálicos incrustados, que após tomografia revelaram espadas, lanças e dardos. A hipótese é de que também tenham sido utilizados na Batalha das Ilhas Égadas.
Outro objeto retirado do fundo do mar foi uma grande alça de bronze, cuja origem e função ainda estão em estudo. As descobertas reforçam o papel do Mediterrâneo como guardião de relíquias bélicas do passado.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Decisão veio de Eddie Smith Jr., dono da Grady-White Boats, para manter a cultura da empresa viva mesmo fora do seu controle
Peça foi retirada da água a cerca de 1,7 mil km da costa brasileira durante uma expedição do navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute
Lançado neste domingo (2), no bairro Espinheiros, atracadouro conta com estruturas flutuantes para receber embarcações de até 100 pés de comprimento
Italiano acompanhou a America’s Cup desde 1983 e construiu um dos acervos mais importantes da fotografia náutica internacional
Contratos foram firmados ao final de julho. Estaleiro de luxo começou a apostar na vela em 2023, com o primeiro patrocínio ao velejador olímpico




