Capacete de bronze usado em batalha há 2 mil anos é encontrado em preservação “extraordinária”

Arqueólogos acreditam que artefato tenha sido usado na Batalha das Ilhas Égadas, na Itália, em 241 a.C.

Por: Nicole Leslie -
17/09/2025
Capacete Montefortino com proteções de bochechas quase intactas. Foto: Governo regional da Sicília / Divulgação

Não é incomum que as águas revelem itens históricos, mas alguns se destacam pela raridade. Recentemente, o governo regional da Sicília anunciou descobertas feitas no mar das Ilhas Égadas, na Itália, em agosto. Entre elas, um capacete de bronze em estado de conservação definido como “extraordinário” chamou a atenção.

Segundo o comunicado, trata-se de um capacete do tipo Montefortino, encontrado na área onde ocorreu a Batalha das Ilhas Égadas, em 241 a.C., durante a Primeira Guerra Púnica entre Roma e Cartago. Por isso, os arqueólogos acreditam que o artefato tenha sido usado naquele confronto.

Ilustração representa Batalha das Ilhas Égadas. Foto: Henrique Leutemann (1824–1905) / Wikimedia Commons

O capacete, que ainda preserva os protetores de bochecha, foi descrito como um dos exemplos mais completos já localizados. Pela imagem é possível observar os itens íntegros, apesar de enferrujados — um feito e tanto para objetos estimados em mais de 2 mil anos de idade.

 

O conselheiro regional para o Patrimônio Cultural da Sicília, Francesco Paolo Scarpinato, destacou ao portal institucional da região a importância de achados como este para a representação da cultura e identidade local.

Esse capacete Montefortino é um dos mais belos e completos já recuperados– disse Scarpinato

Águas guardavam outros segredos

Além do conjunto de proteção em bronze, os mergulhadores recuperaram também cerca de 30 itens metálicos incrustados, que após tomografia revelaram espadas, lanças e dardos. A hipótese é de que também tenham sido utilizados na Batalha das Ilhas Égadas.


Outro objeto retirado do fundo do mar foi uma grande alça de bronze, cuja origem e função ainda estão em estudo. As descobertas reforçam o papel do Mediterrâneo como guardião de relíquias bélicas do passado.

 

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