Agiu certo? Homem em prancha solta baleia presa em rede de pesca em SC; assista
Ibama afirma que a intervenção direta nestes animais deve ser feita por órgãos ambientais competentes e investiga o caso


Imagens aéreas flagraram o momento em que um homem, sobre uma prancha, retira com o remo uma rede de pesca presa em uma baleia-franca-austral. O animal estava acompanhado do filhote, em uma cena comum em Santa Catarina entre junho e novembro, quando acontece o período de reprodução da baleia. O caso aconteceu no último sábado (12), em Palhoça, na Grande Florianópolis.
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O vídeo que registrou a ação do homem foi divulgado nas redes sociais e soma mais de 200 mil visualizações, além de ter superado a marca de mil comentários — muitos deles, parabenizando a atitude. Veja:
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Contudo, embora a iniciativa seja vista popularmente como “heroica”, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirma que a intervenção direta nestes animais deve ser feita por órgãos ambientais competentes e, por isso, investiga a conduta.
A Portaria Conjunta entre Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ibama e ICMBio nº 3/2024, de 8 de janeiro de 2024, regula a atividade de desenredamento de grandes cetáceos nas águas brasileiras. Nela, são enfatizadas a necessidade de:
- Treinamento específico;
- Uso de equipamentos adequados;
- Autorização formal por parte dos órgãos competentes.
A publicação, feita em colaboração entre três fotógrafos, destaca que o grupo acompanhou a baleia presa à rede por três dias e que a retirada foi “feita com muito cuidado, por uma pessoa com conhecimento e treinamento em resgates, priorizando a segurança de todos envolvidos”.
Quem também observava a baleia-franca-austral (Eubalaena australis) desde o dia 10 de julho era a equipe do ProFRANCA, projeto que monitora esses animais no litoral do estado.
O grupo estava ciente de que se tratava de uma fêmea com um filhote, em que a rede estava presa de forma superficial nas calosidades da cabeça da mãe — o que, segundo eles, indicava que ela pode ter passado por uma rede maior e parte dela ficou presa ao corpo. Eduardo Renault-Braga, gerente do projeto, relatou ao g1 que a situação acontece com certa recorrência.
É relativamente comum na região e, na maioria dos casos, as baleias conseguem se livrar sozinhas dos resíduos, pois o atrito com as calosidades costuma romper as redes– explicou
Segundo Paulo Maués, superintendente do Ibama em Santa Catarina, uma avaliação técnica apontou que o enrosco era superficial e não afetava o comportamento da baleia. Por isso, a medida considerada mais segura seria aguardar que se desprendesse naturalmente.
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