Americano investe mais de R$ 1 milhão para comprar e reformar farol de 123 anos

Rich Cucé quer transformar o espaço em um centro educativo e ambiental com foco na preservação da Baía de Chesapeake

12/07/2025
O Farol da Ilha Hooper foi construído em 1902. Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

Morar a bordo é certamente uma das formas mais fáceis de se manter em meio ao mar — mas não a única. O americano Rich Cucé, por exemplo, fez um investimento alto para comprar nada menos que o Farol da Ilha Hooper, em Maryland, nos Estados Unidos. O local de mais de 100 anos agora ganha por suas mãos o requinte de um lar — mas o objetivo maior vai muito além de acordar olhando para o oceano.

Cucé vem do estado da Pensilvânia e é dono da empresa Blastco, que atua no ramo da limpeza e pintura industrial. Em 2022, com a vida já bem estabelecida, ele decidiu realizar um antigo sonho: restaurar um farol.

 

Para isso, ainda naquele ano, ele vendeu algumas de suas propriedades e arrematou o centenário Farol da Ilha Hooper, na Baía de Chesapeake, em dos leilões da Guarda Costeira dos EUA pelo equivalente a R$1,2 milhões.

Rich Cucé. Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

Os faróis servem principalmente para orientar a navegação marítima, garantindo a segurança de embarcações especialmente à noite ou em condições de baixa visibilidade. Com o avanço da tecnologia (como GPS), eles perderam um pouco da função prática, mas muitos ainda são usados e têm grande valor histórico, cultural e simbólico.

 

O farol adquirido por Cucé está no Registro Nacional de Locais Históricos dos EUA, uma vez que foi construído em 1902 e desabitado em 1961. O americano o encontrou em mau estado de conservação — cenário desafiador, mas perfeito para o seu projeto.

O projeto do Farol da Ilha Hooper

Através de seu Instagram, Cucé compartilha uma espécie de “diário de obra”, para que os seguidores engajados com a proposta possam acompanhar a evolução da reforma do farol.

Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

A princípio, o grande objetivo foi construir um banheiro e estadias mais confortáveis para quem trabalha na restauração, para viabilizar a permanência no local por períodos mais longos. Dessa forma, a obra poderia avançar com mais eficiência.

Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

De 2022 até agora, o americano já conseguiu dar outra cara ao farol, sem modificar seu perfil histórico — que conta, inclusive, com escotilhas originais de mais de 120 anos.

 

O espaço conta com seis níveis, sendo que o último será, literalmente, o ponto alto do projeto. Por lá, a ideia é construir um espaço de observação, onde visitantes possam comer, beber e, principalmente, observar os espetáculos da natureza lá do alto.

Foto: Instagram @the_lighthouse_centers / Reprodução

O processo, contudo, é longo e demorado. Em um barco médio, a chegada ao local leva cerca de 25 minutos, sem contar que tudo o que vai a bordo precisa ser içado para dentro do farol. O custo total do projeto é estimado em R$ 7 milhões e envolve uso de energia renovável, como painéis solares.


Mais faróis à vista!

Logo após adquirir seu primeiro farol, Cucé, criou a The Lighthouse Centers, organização que atualmente trabalha na restauração de três faróis: além da Ilha Hooper, o Craighill Channel Lower Range Front Light, no porto de Baltimore, e o Wolf Trap Lighthouse, na porção inferior da baía de Chesapeake, já no estado de Virgínia.

Nosso objetivo é restaurar esses faróis e dar a eles um novo propósito, transformá-los em centros educativos e ambientais– explicou Cucé em entrevista à Record

Aliado a isso, o americano, que se declara um ambientalista, mira na recuperação da Baía de Chesapeake, o maior estuário dos EUA. Ele conta com o apoio da comunidade local e, como dono do farol, é obrigado a manter sua operação em cooperação com a Guarda Costeira e preservar seu valor histórico.

 

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