Baleia-jubarte é flagrada em Ipanema (RJ) batendo as nadadeiras; assista

Registro foi feito próxima à Ilha Rasa, na zona sul do munícipio do Rio; temporada de avistamentos já começou

11/07/2025
Baleia-jubarte avistada em Ipanema, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram @gabriel2584/ Reprodução

Já começou a temporada de avistamentos de baleias-jubarte no litoral do Brasil! Depois de ter sido avistada em Ilhabela, outro animal da espécie foi flagrado nadando tranquilamente e descontraído nas águas de Ipanema, próximo à Ilha Rasa, na Zona Sul do munícipio do Rio de Janeiro.

Nas imagens capturadas por Gabriel Klabin na primeira semana de julho — com uso de drone — , é possível ver o animal “acenando” com a nadadeira. Nas redes sociais, o vídeo já passou de 30 mil visualizações. Confira!

 

 

No vídeo feito em Ipanema, é possível ver que a jubarte bate as nadadeiras na água. Segundo diversos estudos, essa é uma forma dela de se comunicar — seja com outras baleias ou conosco. O significado costuma depender do contexto, mas tende a ser para chamar a atenção, alertar sobre perigos próximos ou coordenar o grupo.

 

Os machos podem usar esse recurso também como uma forma de cortejo para impressionar as fêmeas, principalmente durante a época de reprodução. As fêmeas, por sua vez, também podem bater as nadadeiras para atrair o sexo oposto. Logo, não é simples deduzir o que exatamente o “aceno” quer dizer — mas seja lá o que for, ela estava bem à vontade.

Embora não tenha sido revelado mais informações sobre a jubarte flagrada em Ipanema, a espécie pode chegar a 16 metros de comprimento e pesar até 40 toneladas. Além do tamanho, a aparição da baleia atrai turistas e pesquisadores pelos seus comportamentos curiosos.

Temporada de jubartes

Figurinhas carimbadas, a temporada de passagens das baleias-jubarte no litoral brasileiro é tradição. Geralmente, o início dos avistamentos acontece em maio ou final de abril, com o pico sendo entre junho e julho — ou seja, agora.

Baleia-jubarte avistada em Ipanema, no Rio de Janeiro. Foto: Instagram @gabriel2584/ Reprodução

Numa das maiores migrações do reino animal — e que ocorre anualmente — , a espécie deixa as águas geladas da Antártica, onde se alimentam, e viajam para as águas quentes e protegidas do litoral brasileiro, com o intuito de se reproduzir e criar seus filhotes.

 

Logo, o Rio de Janeiro é uma das rotas dessa jornada. Afinal, as águas quentes do Brasil são propícias para as fêmeas darem à luz e amamentarem os seus filhotes — visto que os pequenos nascem com pouca gordura corporal e precisam do calor. Além disso, os machos competem e acasalam nessa época.

 

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