Empresa britânica quer levar humanos para morarem no fundo do mar

Projeto quer garantir a presença de pessoas no oceano até 2027, além de viabilizar espaço para pesquisas subaquáticas

05/03/2024
Foto: DEEP / Divulgação

Em um mundo com empresas levando pessoas tanto ao espaço, quanto para morar sobre as águas, fica difícil se sobressair no quesito inovação. Por isso, a britânica DEEP resolveu apostar em um ambiente ainda não explorado pelos multimilionários: o fundo do mar. A ideia da marca é, simplesmente, levar pessoas para morarem nas profundezas do oceano.

A empresa de tecnologia oceânica e exploração DEEP quer, até 2027, garantir a presença humana no fundo do mar. Para isso, a marca britânica criou o projeto Sentinel, que nada mais é que um habitat submersível equipado com quartos, banheiros, espaços de trabalho, áreas sociais, de jantar e até salas para pesquisa.

Foto: DEEP / Divulgação

O projeto prevê que o Sentinel seja construído em uma pedreira de calcário cheia de água a oeste da Inglaterra, que soma 600 m de comprimento, 100 m de largura, 80 m de profundidade e 20 m de visibilidade. “É lá que teremos o primeiro Sentinel implantado. Esperamos ter o primeiro teste em águas profundas até o final de 2026”, mencionou Sean Wolpert, presidente da DEEP, em entrevista à Forbes.

Foto: DEEP / Divulgação

Ainda em entrevista ao veículo, Wolpert afirmou que a empresa quer “trazer a humanidade de volta para o oceano.” “É sobre aumentar a conscientização e destacar a importância do oceano, que é o coração e os pulmões de nosso planeta, responsável pelo oxigênio em pelo menos a cada dois suspiros que você dá”, comentou Wolpert.


Um dos focos do projeto é também criar observatórios versáteis para que cientistas possam pesquisar em baixas profundidades por até 28 dias seguidos, com acesso único às plataformas continentais do mundo e a um ponto mais profundo no oceano.

A exploração e mapeamento do oceano ainda estão no começo, e as potenciais aplicações para a saúde que ele contém são significativas– afirmou Wolpert à Forbes

O presidente da DEEP completou ainda que a empresa pode posicionar o Sentinel “a uma profundidade de até 200 metros.” Assim, a capacidade de explorar as profundezas desconhecidas do oceano oferecerá aos cientistas a chance de o observar mais de perto.

Foto: DEEP / Divulgação
Foto: DEEP / Divulgação

Para que o Sentinel vire realidade até 2027, o cronograma inclui obter aprovações ainda em 2024 e, a partir daí, “começar a derreter metal até o final deste ano”, conforme afirmou Wolpert à Forbes. O projeto, segundo o próprio Wolpert, será destinado a pessoas com “um patrimônio líquido altíssimo.”

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Não é IA: baleia pega onda ao lado de surfista na Austrália; assista!

    O fotógrafo Daniel Cook eternizou o exato momento em que a baleia-de-bryde dá um show nas águas de Byron Bay

    Conheça as programações dos museus navais da Marinha do Brasil

    De entradas gratuitas a ingressos com preço social, espaços guardam e compartilham histórias da Força

    Superiate Bad Company, famoso entre os amantes da pesca oceânica, foi visto em Porto Seguro (BA)

    Embarcação pertence ao bilionário Anthony Hsieh, que percorre o mundo em busca dos maiores marlins-pretos e compartilha jornadas no Instagram

    Festa na lancha termina em barco apreendido por superlotação; saiba os riscos e penalidades da infração

    Além da superlotação, agentes notaram consumo de bebida alcoólica e ausência de cuidados básicos de segurança

    Velejador Bruno Fontes conquista o 8º título nacional da classe ILCA 7 no Rio de Janeiro

    Atleta patrocinado pela Schaefer Yachts venceu três das oito regatas e encerrou o campeonato com dois pontos de vantagem sobre o 2º colocado