Por água, terra e ar: conheça aviões anfíbios que entregam lazer e adrenalina
Aeronaves apelidadas de "barcos voadores" são preparadas tanto para pousos em terra quanto na água


Uma lancha que voa ou uma aeronave que navega? Quem se depara com um avião anfíbio pode ter essa dúvida, mas fato é: essa mistura de terra, água e ar parece ter caído no gosto do universo náutico — seja para lazer ou para combates ambientais e humanitários.
Aeronave anfíbia pode abrir voo por terra ou água: conheça a Beriev Be-200
Um barco que “voa” sobre as águas a mais de 55 km/h: conheça o Pegasus
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Esse tipo de veículo é uma aeronave versátil projetada com uma habilidade especial: pode operar tanto em pistas de pouso convencionais quanto na superfície da água (rios, lagos ou mar, a depender do modelo). Para isso, combina o trem de pouso tradicional (rodas) com um casco reforçado ou flutuadores.
É importante não confundir: hidroavião só pode operar na água e não possui rodas para pousar em terra firme. Já o avião anfíbio é mais “completo” e pode decolar ou pousar tanto em um aeroporto comum quanto numa represa, por exemplo.
Para quem está interessado em desbravar esse mundo dos “barcos voadores” — desde que com as devidas documentações — , NÁUTICA separou alguns modelos que prometem entregar lazer e adrenalina nos céus, nas águas e nas terras. Confira!
Icon A5
Descrito pela fabricante como “fácil de pilotar, leve e com baixos custos operacionais”, o A5 é um prato cheio para quem deseja voar com foco no lazer. O avião anfíbio acomoda duas pessoas e sua cabine não pressurizada o permite ter comandos mais simples.


Esqueça aqueles botões de painéis de controle encontrados em aviões convencionais, pois o Icon A5 aposta na simplicidade e no design arrojado. O modelo conta com apenas um leitor de altitude digital, um tablet acoplado ao cockpit e oito botões.
Diferente de aviões que usam flutuadores (boias separadas), o A5 é, literalmente, um barco voador (flying boat). Patenteado pela marca, o Seawings (plataformas laterais que saem do casco) tem três funções: entregar estabilidade lateral, oferecer um cais flutuante para atracamento e dar uma proteção hidrodinâmica.


Entretanto, ele não foi projetado para enfrentar mar aberto ou ondas grandes, performando melhor em águas abrigadas, lagos e rios. O limite seguro ideal, inclusive, são ondulações de até 30 cm.
Super Petrel XP
Produzido pela Scoda Aeronautica, em Ipeúna, em São Paulo (SP), o novo Super Petrel XP é um avião anfíbio esportivo leve que oferece resistência, eficiência e desempenho, segundo a marca. O casco longo aprimora a hidrodinâmica, tornando a decolagem e o pouso na água mais fáceis.


O sistema de retração do trem de pouso, com acionamento elétrico e hidráulico, foi otimizado para facilidade de operação, baixa manutenção e simplicidade do projeto. Além disso, o modelo lançado comercialmente entre 2024 e 2025 possui uma motorização potente que chega a 210 km/h (115 nós) em velocidade de cruzeiro, com seis horas de autonomia.


A Scoda utiliza materiais e tratamentos anticorrosivos que permitem uma vida útil maior mesmo para quem vive no litoral. No site oficial da empresa é possível agendar um voo de demonstração — um verdadeiro test-drive — em um Super Petrel XP.
SeaMax M22
Fabricado originalmente em São João da Boa Vista, também em SP, o SeaMax foca em velocidade, alcance e visibilidade. Com design aerodinâmico, o novo M22 pode ser pilotado tanto por operadores amadores quanto profissionais, segundo a empresa.


Diferente dos modelos já citados, o M22 é um monoplano de asa alta (ou seja, as alas estão fixadas na parte superior da fuselagem). Isso facilita o atracamento em píeres altos, pois as asas passam por cima dos obstáculos.


Esse veículo pode chegar a 213 km/h (cerca de 120 nós) e é um avião que realmente “viaja”, não servindo apenas para voos locais. O alcance é de 1.000 km — mas pode ser mais, se acoplar tanques auxiliares (o suficiente para atravessar estados inteiros sem abastecer).
Elfly NOEMI
Saindo do cenário brasileiro, um avião anfíbio que começa a ganhar tração lá fora é o projeto Elfly, da empresa norueguesa NOEMI. Além de ser um dos primeiros protótipos do tipo 100% elétrico, ainda promete zero emissões e custos operacionais e de manutenção 50% menores.


Com capacidade para nove passageiros ou uma tonelada de carga, o Elfly NOEMI promete operar de maneira silenciosa, não poluente e versátil, o que o tornaria ideal para centros urbanos, pequenos portos, praias e aeroportos regionais.


Esse modelo de avião anfíbio pode atender a quatro categorias: padrão (modelo mais básico); executivo (configuração premium e acabamentos interiores de luxo); missão especial (configuração adaptável para operações especializadas) e carga (capacidade de carga maximizada).
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Tags
Relacionadas
Nos termos da Lei, a resposta depende do porte da embarcação e do tipo de navegação. Na prática, todavia, o equipamento é recomendado por especialistas
Mais de 40 embarcações de variadas classes e regiões já estão confirmadas para o evento
Aeronaves apelidadas de "barcos voadores" são preparadas tanto para pousos em terra quanto na água
A experiência de compartilhar pontos de ancoragem nasceu da prática ao longo da costa nordeste brasileira. Conheça a história!
Paul Spencer quer bater recorde mundial estabelecido em 2012 utilizando um barco movido a pedal e uma bicicleta



