No século 17, maior navio do mundo foi construído no Brasil e batizou o Aeroporto do Galeão

Embarcação de guerra foi feita a pedido da coroa portuguesa, que buscava recuperar terras perdidas para a Espanha

19/07/2024
Foto: Flickr Max Moura Wolosker / Reprodução

Não é novidade que o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, é popularmente conhecido como Aeroporto do Galeão. O que poucos sabem, contudo, é que o nome atribuído de forma popular remonta não só a um navio, mas ao maior do mundo no século 17 — construído em solo brasileiro.

Segundo maior aeroporto do Brasil em movimento internacional, o Galeão, na Ilha do Governador, leva no linguajar popular o nome de uma classe de navios de guerra muito usados no período entre os séculos 16 e 17.

Foto: Portal Brasil 2016 (Olimpíadas) / Governo Federal Brasileiro / Reprodução

Eram embarcações que traziam em suas estruturas quatro mastros e uma popa arredondada que, juntos, conferiam a esses navios velocidade e agilidade nas manobras.

 

Por volta de 1600, com os portugueses já instalados em solo brasileiro, Portugal — ainda como império — sofria com a perda de suas colônias para a Espanha. Como forma de tentar reverter a situação, a coroa portuguesa resolveu fazer uma grande encomenda à sua principal colônia: o Brasil.

Vinha aí o Galeão, maior navio de guerra do mundo

O cenário onde hoje está o aeroporto internacional, na ilha que pertencia ao governador do Rio de Janeiro, foi o escolhido para a construção de um galeão, maior navio de guerra do mundo à época, que viria a auxiliar Portugal em seus objetivos militares.


A partir de mão de obra majoritariamente escravizada, o navio foi produzido durante quatro anos, sob o comando de técnicos náuticos de Lisboa. Batizada de “Padre Eterno”, a embarcação trazia uma estrutura de 56 metros com 180 escotilhas, 144 canhões e tripulação de 4 mil homens.

 

Lançado ao mar em 1664, o Padre Eterno — depois conhecido apenas como “Galeão” (nome da categoria do barco) — participou ainda da descoberta de uma nova rota entre o Oriente a Europa, pelo mar do Ártico.

 

Sem data exata, sabe-se que o Galeão afundou anos depois, quando já havia sido deixado para trás pelos navios a vapor.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Veleiro vira navio dos Targaryen para promover nova temporada de A Casa do Dragão em NY

    Ação promocional transformou o Clipper City, um dos maiores veleiros dos EUA, em uma embarcação digna da Casa Targaryen

    Equipe francesa reformula veleiro de corrida para a disputa da America’s Cup

    Próxima edição da competição mais antiga de vela acontecerá em 2027, na cidade de Nápoles, na Itália

    Novo iate de Neymar e JAQ H1: mesma origem, propostas distintas

    O novo iate de Neymar revela uma tendência que vem transformando o mercado mundial de superiates e que também pode ser vista nos barcos brasileiros JAQ H1 e JAQ H2

    Erik Scheidt é campeão da Classe ILCA 6 (Open) em torneio na Alemanha

    Aos 16 anos, filho de Robert Scheidt termina em primeiro lugar no Kieler Woche Sailing, competição de alto nível que faz parte do Sailing Grand Slam

    Novo iate de Neymar foi construído no Brasil e está entre os maiores barcos de lazer do país

    Segundo apuração da NÁUTICA, embarcação batizada de Enejota é avaliada em cerca de R$ 120 milhões e deve ser entregue ao jogador em Angra dos Reis