Pescadores descobrem navio naufragado há 94 anos no fundo do Rio Paraná


Receba as notícias de NÁUTICA direto no seu celular clicando aqui.
Enquanto procuravam peixes nas margens do Rio Paraná, a 164 quilômetros de Buenos Aires, um grupo de pescadores se surpreendeu com um importante achado trazido na rede de pesca. Além dos animais marinhos, uma grande peça de madeira trabalhada, com cerca de cinco metros de comprimento e 23 centímetros de diâmetro.
Após o achado, decidiram chamar autoridades para identificar o item que, para a surpresa da equipe, tratava-se de um mastro que compunha uma antiga embarcação argentina, chamada Blanca Rosita. De acordo com a agência Télam, o item foi fabricado com um tronco de pinheiro e possui uma escora estrutural de ferro.


Leia Mais
>> Restos de naufrágio que ocorreu há 200 anos são encontrados no México
>> Naufrágio de mais de 150 anos é encontrado em praia na Austrália
>> Arqueólogos descobrem 12 naufrágios a 1,9 km de profundidade no Mediterrâneo Oriental
O diretor do Museu de San Pedro, José Luis Aguilar, explicou a importância da descoberta: “É um objeto que conta uma história de dor como tantas outras ocorridas na vida cotidiana do rio, onde homens se arriscam para cumprir suas tarefas. Até hoje, não havia nada deste navio.
Nenhum elemento. Então, este mastro passou a ser parte importante do patrimônio histórico da região”, afirmou à Agência de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de La Matanza.
O navio foi confeccionado no início do século 20 e participou de operações marítimas até a noite de 24 de outubro de 1926, quando colidiu com o navio a vapor belga Patagonier e afundou, a 141 quilômetros da cidade de San Pedro — banhada pelas margens do Rio Paraná. O Blanca Rosita transportava 100 toneladas de sal e teve apenas uma morte no episódio, sendo de Pablo Rotford, o maquinista.
Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Na hotelaria, o modelo permite aproveitar a estrutura durante o dia sem hospedagem. No setor náutico, a lógica impulsiona embarcações voltadas ao uso por algumas horas
Dupla com forte histórico de competições e regatas nutre relação de amizade mais intensa ainda. Conheça!
Decisão veio de Eddie Smith Jr., dono da Grady-White Boats, para manter a cultura da empresa viva mesmo fora do seu controle
Peça foi retirada da água a cerca de 1,7 mil km da costa brasileira durante uma expedição do navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute
Lançado neste domingo (2), no bairro Espinheiros, atracadouro conta com estruturas flutuantes para receber embarcações de até 100 pés de comprimento




