“Esta manhã, estou extremamente triste em informar, que um dos nossos velejadores, John Fisher, da equipe Sun Hung Kai / Scallywag, se encontra presumivelmente perdido no mar.
Isto é de partir o coração a todos nós. Como velejadores e organizadores de regatas, perder um tripulante no mar é uma tragédia que nunca queremos imaginar. Estamos arrasados e os nossos pensamentos estão com a família do John, amigos e companheiros da sua equipe.
Ontem, pouco depois das 13:00 UTC, a Direção da Regata da Volvo Ocean Race foi informada de uma situação de homem ao mar pela equipe Sun Hung Kai / Scallywag.
Imediatamente coordenamos com a equipe, bem como com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo, que localizou um navio e desviou para a zona do acidente. Mas, com a velocidade atual, ainda permanece a mais de um dia de distância.
Com o resto da flotilha da Volvo Ocean Race a cerca de 320 km e a favor do vento, enviá-los para trás contra o vento e com ventos fortes, não era uma opção viável.
A equipe Sun Hung Kai / Scallywag realizou uma busca exaustiva por várias horas em condições meteorológicas extremamente difíceis, mas não conseguiu recuperar seu companheiro de equipe.
Dada a temperatura da água fria e o estado extremo do mar, juntamente com o tempo que passou desde que ele caiu ao mar, devemos presumir que John foi perdido no mar.
Todos nós na organização Volvo Ocean Race enviamos nossas sinceras condolências à família do John, dos seus amigos e dos seus companheiros de equipe. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiá-los neste momento tão difícil.
O Team Sun Hung Kai / Scallywag retomou a direção nordeste.
Na verdade, a equipe está atualmente em uma posição difícil – as condições estão a deteriorar-se e a previsão é de que o dia de hoje seja seja bastante severo.
A tripulação está, naturalmente, emocionalmente e fisicamente exausta após o que acabaram de passar.
Agora, o nosso único objectivo é fornecer todo o apoio e assistência possível à equipe.
Temos a certeza de que haverá muitas dúvidas sobre como um de nossos velejadores foi perdido no mar ontem.
Poderemos esclarecer isto mais tarde, quando a equipe nos passar toda a informação.
Hoje, nossos os pensamentos e orações vão para a família do John e toda a equipa do Scallywag”.
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Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
O Race Control da Volvo Ocean Race foi informado, na tarde desta segunda-feira (26), pela tripulação do Sun Hung Kai / Scallywag de um incidente com um tripulante da equipe que caiu no mar. O fato ocorreu às 13:42 UTC.
A equipe, juntamente com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC), estão realizando uma operação de busca e resgate para recuperar o tripulante desaparecido, John Fisher (Reino Unido). O velejador usava equipamento de sobrevivência quando foi ao mar.
O restante da tripulação está em segurança.
O incidente ocorreu aproximadamente a 1.400 milhas a oeste do Cabo Horn.
O vento na área de busca é de forte intensidade, 35 nós, e o mar está pesado. A temperatura da água é de 9 graus Celsius. Há luz do dia, mas as condições meteorológicas devem se deteriorar nas próximas horas.
Dadas as condições da força de vendaval, não é uma opção desviar qualquer um dos outros seis concorrentes da Volvo Ocean Race, que estão a pelo menos 320 km mais a leste e a favor do vento para auxiliar na operação de busca.
O MRCC identificou um navio a aproximadamente 400 milhas náuticas de distância e foi desviado para o local.
Naturalmente, estamos profundamente preocupados, especialmente dadas as condições meteorológicas, e o Race Control em Alicante, na Espanha, está apoiando a equipe Scallywag e o MRCC durante toda a operação. .
Nós teremos mais informações assim que estiverem disponíveis.
A Volvo Ocean Race é uma regata de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo. As equipes estão atualmente no nono dia da sétima etapa. O percurso de Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (Brasil) tem 7,600 milhas náuticas
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
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A Equinautic, distribuidora de equipamentos náuticos, inaugurou sua mais nova loja em Porto Alegre. Em atividade desde 1987, sob o comando de Marcio Lima, velejador apaixonado e entusiasta dos esportes náuticos, a empresa oferece peças e produtos para equipar lanchas e veleiros de lazer, assim como equipamento pesado para embarcações de trabalho. Os produtos provenientes do mercado externo perfazem 65% da linha e são importados pela própria empresa, que conta com um estoque de mais de 12 mil itens. A Equinautic fica na rua Ernesto Paiva, 139, na área comercial do Clube dos Jangadeiros.
Foto: Claudio Luiz Oliveira
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O frio é um dos principais adversários dos velejadores que disputam a sétima etapa da Volvo Ocean Race, regata que tem como destino Itajaí, no Brasil. Passando pelos mares do sul, as sete equipes que disputam a Volta ao Mundo precisam lidar com muitos fatores, incluindo as temperaturas baixas, durante quase todo os 7 600 milhas náuticas de percurso.
A brasileira Martine Grael, integrante do team AkzoNobel, relatou, nesta segunda-feira (26), que a navegação ocorre com neve! Os barcos estão beirando o limite de gelo, que a organização impôs para evitar contatos com icebergs.
“Nós estamos aqui se aproximando do Cabo Horn. As condições estão ficando cada vez mais extremas. Nós tivemos neve, pelo lado de fora. Várias tempestades de chuvas, então vento aumenta e nós temos que nos preparar, e cada um faz mais uma função. Com isso, fica até mais fácil de entreter. Realmente, estamos enfrentando ventos muito fortes e tem que se preparar para não quebrar o barco, pois precisamos seguir depois do Cabo Horn”, disse a atleta.
A campeã olímpica teve uma pequena lesão após bater o cóccix durante a velejada. Mas nada sério. O team AkzoNobel ocupa a sexta colocação por enquanto, mais de 60 milhas náuticas atrás do líder Team Brunel.
“Como brasileira, eu nunca vou conseguir me acostumar com esse frio. Está frio demais. Minha mão está congelada. No frio é mais difícil de lidar com lesão, então tudo está mais doloroso. Mas, hoje foi um dia incrível lá fora, com o sol. Nos outros dias estava chovendo”, disse Martine Grael.
Faltam menos de 1.400 milhas para chegar ao lendário Cabo Horn, que dará um ponto de bônus para quem o contornar primeiro. Os ventos estão acima de 40 nós, com ondas cada vez maiores e até neve, como citado acima pela campeã olímpica.
E assim continuará a ser pelas próximas 24 horas antes de uma nova pausa. Mas, à medida que os barcos se aproximam do Horn, as condições irão se deteriorar significativamente novamente, com previsão de ventos ainda mais fortes e ondas enormes.
O Team Brunel continua a liderar sob a batuta dos veteranos Bouwe Bekking e Andrew Cape, que já passaram pelo Cabo Horn algumas vezes.
“As pessoas mais jovens ajudam a tornar o barco mais rápido, mas nunca sofreram um sério revés e não queremos que experimentem isso”, disse Bouwe Bekking. “As coisas podem piorar rapidamente aqui. Em apenas um piscar de olhos, 30 nós podem se tornar mais de 40, e então qualquer coisa pode acontecer”.
A sétima etapa premia os barcos com pontuação dobrada! Os barcos partiram de Auckland no domingo (18) e devem chegar ao Brasil entre 4 a 6 de abril.
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Fazendo parte das comemorações dos 345 anos da capital catarinense, a Regata Cidade de Florianópolis foi realizada nesse sábado, na Baía Norte, consagrando a tripulação do Zeus Team como a grande vencedora do final de semana. A equipe conquistou o troféu Fita Azul, destinado a primeira embarcação a cruzar a linha de chegada, em um belo sábado com ventos nordeste de 12 nós, contando com o reforço do velejador Marcelo Gusmão em sua tripulação.
Comandante do Itajaí Sailing Team, Gusmão foi convidado para ser o timoneiro do Zeus Team na Regata Cidade de Florianópolis ajudando a equipe a vencer no geral e na classe IRC. Velejador olímpico e com vasta experiência em vela oceânica, Gusmão é considerado um dos principais nomes da Vela de Oceano no país e o reforço contribuiu para o bom resultado do Zeus Team.
“Foi muito bacana poder contribuir como timoneiro do Zeus. Um barco repleto de ótimos velejadores e que tornou a experiência ainda mais engrandecedora”, comenta Gusmão. “Esse intercâmbio de experiências é ótimo, pois consigo passar um pouco do que sei para a tripulação e ao mesmo tempo aprendo com outros velejadores’, concluiu o Comandante do Itajaí Sailing Team.
A segunda etapa da temporada contou com aproximadamente vinte embarcações e com dois tipos de percursos na Baía Norte. As classes IRC, ORC, C30, RGS A e Hpe-25 cumpriram um percurso barla-sota com seis pernas, enquanto as classes RGS Cruzeiro A e B, Multicascos e Bico de Proa realizaram um percurso triangular. Fita azul da competição, o Zeus Team faturou o título geral da etapa e levou a melhor na IRC, terminando a frente de Absoluto, vice-campeão, e Argonauta 4, terceiro colocado.
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O estaleiro italiano Sanlorenzo acaba de lançar a segunda unidade do seu modelo de iate 52Steel. A embarcação, construída na fábrica da marca em La Spezia, foi projetado pela Officina Italiana Design e traz como um de seus destaques uma grande piscina com fundo de vidro no convés principal, que ilumina o beach clube, localizado abaixo, e é espaçoso e arejado, com terraço e plataforma de natação. O clube de praia também pode ser usado para armazenar barco de apoio.
O modelo conta com três camarotes para hóspedes, duas suítes VIP e uma suíte no convés principal. A embarcação conta com layout que agrada por promover o bom uso de todos os seus espaços. O iate segue os passos de seu antecessor, Seven Sins, lançado em janeiro de 2017 e utilizado para charter no Mediterrâneo e no Caribe.
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O título da 6ª Porto Alegre Match Cup foi conquistado pela equipe Marinha do Brasil/VDS, formada por Geison Mendes/Gustavo Thiesen e Martin Rump neste domingo no Veleiros do Sul. Os gaúchos derrotaram na fase final a Arrivederci, do Iate Clube do RJ, com Victor Demaison/Fábio Pillar/Guilherme Hamelmann (RJ) por 3 a 0 numa série de melhor de cinco regatas. Na disputa pelo terceiro lugar, o time de Philipp Grochtmann/ Vilnei Goldmeier/ Rodolfo Streibel (Veleiros do Sul) venceu o trio Renata Decnop/ Fernanda Decnop e Tatiana Ribeiro, da Check Mate/Marinha/RJ por 2 a 1 na melhor de três regatas.
No último dia da Match Cup tensos duelos marcaram a competição no rio Guaíba. Nas três regatas da final, o time de Victor Demaison não completou nenhum dos matches por ter sofrido três pênaltis, em cada prova, dos árbitros que acompanhavam de um bote os confrontos. Foi uma final singular para a Arrivederci que tinha terminado em primeiro lugar na fase de classificação, mas isso faz parte do jogo. Após comemorarem a vitória, o timoneiro Geison Mendes falou sobre a participação na Porto Alegre Match Cup.
“A competição começou com vento fraco, mas a chegada da frente fria neste domingo criou-se uma situação muito boa para os matches. Os confrontos de barco contra barco ficaram mais intensos. Para nós valeu também para nos atualizarmos sobre as mudanças das novas regras para o match race”, disse Geison.
A semifinal foi difícil para os campeões. A equipe de Philipp Grotchmann teve boa atuação. Com o placar de 1 a 1 eles foram para o último match e venceram em cima da linha de chegada. A série final também foi de confrontos radicais antes mesmo da regata. Na primeira regata, o barco da Arrivederci prendeu a quilha no cabo da CR, conseguiu se desvencilhar, mas depois tomou mais dois pênaltis e bandeira preta. Os outros matches também seriam uma repetição de penalidades.
“Nos posicionamos bem em todas as pré-largadas e isso nos deu sempre vantagem na regata, porém não imaginávamos de vencer a fase final dessa forma, com nossos adversários desclassificados nas três regatas”, comentou o sargento Geison. Os campeões da Porto Alegre Match Cup também ficaram com o título brasileiro de Match Race 2018 da primeira etapa do circuito Sul-americano de Match Race.
A dupla da Marinha do Brasil/VDS segue nesta segunda-feira para Palma de Mallorca, onde disputarão o 49º Troféu Princesa Sofia na classe 470. Geison e Gustavo integram a Equipe Brasileira Olímpica da CBVela e estão em campanha olímpica para Tóquio 2020.
A 6ª Porto Alegre Match Cup contou com oito equipes do RS, DF, RJ e BA. A Copa foi o primeiro evento do circuito International da Match Race Super League, composto por 17 torneios em 14 países. A Super League está atrelada a Match Racing Association Inc que promove a modalidade de competição em todo o mundo.
No final do evento teve a entrega de prêmios no salão do Veleiros do Sul. O comodoro Eduardo Ribas saudou os presentes e destacou a presença dos comandantes da Marinha: Vice-almirante José Renato de Oliveira, comandante do 5º Distrito Naval, em Rio Grande, o Contra-almirante Cláudio Henrique Mello de Almeida, Diretor de Aeronáutica da Marinha e o Capitão de mar e guerra Amaury Marcial Jr. capitão dos portos em Porto Alegre.
O comodoro Ribas falou sobre a Porto Alegre Match Cup e o atual papel da Marinha no esporte olímpico brasileiro, destacando a vela e as tripulações que participaram da POA Match Cup. Ribas agradeceu aos árbitros do evento, em especial ao Nelson Ilha. “Sem participação do Nelson não teríamos conseguido realizar a Copa”, disse Ribas.
Como presidente da Associação Brasileira de Match Race (Abramatch), Nelson falou aos presentes sobre a participação da Super League no match race internacional e agradeceu o apoio e dedicação da equipe do Veleiros do Sul para a realização da Match Cup. O chefe dos árbitros, o argentino Flávio Naveira também falou aos presentes e convidou para a próxima etapa do Sul-americano de match em Buenos Aires.
Também estavam presentes na premiação o vice-presidente do Conselho Deliberativo Eduardo Scheidegger Jr., Geraldo Sperb, presidente da Soamar Porto Alegre e Maria Conceição Nogueira Pires, presidente da Federaclubes.
Classificação final
1º Geison Mendes – Marinha/VDS
2º Victor Demaison – Arrivederci
3º Philipp Grochtmann – Veleiros do Sul
4º Renata Decnop Check – Mate/Marinha
5º Felipe Rondina – Antigos/ICB
6º Juliana Duque – YC Bahia
7º Nicholas Grael – Marinha/ICRJ
8º Mauro Leite – YCPE
Match Races
Final
Geison Mendes (Marinha do Brasil/VDS) 3 X 0 Victor Demaison (Arrivederci)
Semifinal
Renata Decnop (Check Mate/Marinha) 1 X 2 Victor Demaison (Arrivederci)
Philipp Grochtmann (VDS) 1 X 2 Geison Mendes (Marinha do Brasil/VDS)
Disputa da terceira colocação
Philipp Grochtmann (VDS) 2 X 0 Renata Decnop (Check Mate/Marinha)
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A sétima etapa da Volvo Ocean Race completou uma semana e a regata segue com bastante equilíbrio rumo ao Brasil pelos mares do sul.
O Team Brunel aproveitou as melhores escolhas e assumiu a liderança com mais de 20 milhas de vantagem para o segundo colocado Turn The Tide on Plastic, que é seguido de perto por Dongfeng Race Team e Vestas 11th Hour Racing.
”Tivemos dias incríveis, mas também momentos muito estressantes”, escreveu Bouwe Bekking no seu blog da Volvo Ocean Race. A opção para o norte reduziu o número de manobras em comparação com a maioria da flotilha.
O Brunel liderava a regata quando passou pelo Ponto Nemo, a área mais remota do mundo. O Point Nemo está a quase 1.400 milhas náuticas da terra mais próxima, o que significa que as pessoas mais próximas dos tripulantes, além das outras equipes, são os astronautas da Estação Espacial Internacional, cerca de 220 milhas náuticas acima deles.
A etapa tem ao todo 7.600 milhas náuticas e teve início no domingo (18) em Auckland, na Nova Zelândia. Os barcos já percorreram mais de 4 mil milhas náuticas. Neste domingo (25), os ventos foram moderados de 20 a 25 nós. A previsão é mais um ‘vendaval’ nos próximos dias.
”Pegamos de 40 a 45 nós, o que não é nada divertido, na verdade é puro modo de sobrevivência. Mesmo assim ninguém tá aliviando”, contou o líder do Team Brunel.
Carolijn Brouwer sobre uma semana da sétima etapa
”A primeira semana não foi tão mal assim! As condições normalmente não são assim, mas o vento está aumentando – entre 30 e 40 nós. As condições estão piorando, inclusive com ondas grandes, e está difícil de controlar o barco”, revelou a holandesa Carolijn Brouwer, integrante do Dongfeng Race Team.
A velejadora, que morou no Brasil e fala português fluente, está em sua terceira Volvo Ocean Race e sua experiência pelos mares do sul pode fazer a diferença para a equipe chinesa. O Dongfeng ocupa a segunda colocação no campeonato.
Sobre os próximos dias, Carolijn Brouwer prevê mais ventos e dificuldades nos mares do sul. ”Temos que passar por uma área de baixa pressão nessa próxima semana. Estamos mais ao sul e o frio certamente vai nos tirar mais energia, pois trabalhamos com muita roupas, luvas, etc…Isso dificulta nessa mobilidade”.
”Temos que ser um pouco malucos pra fazer isso! Se eu tivesse medo para fazer isso eu não estaria aí. Temos momentos de muita tensão a bordo, mas ao mesmo tempo é um desafio. Quando passar pelo Cabo Horn em seis dias, a gente vai olhar pra trás e ver que tudo passou!”, contou Carolijn Brouwer.
Os barcos devem chegar de 4 a 6 de abril e Itajaí, Santa Catarina. A etapa vale pontuação dobrada e o primeiro barco a contornar o Cabo Horn leva um ponto de bônus.
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O presidente da Confederação Brasileira de Vela Marco Aurélio de Sá Ribeiro foi eleito para ocupar uma das vagas do novo Conselho de Administração do Comitê Olímpico do Brasil. A votação que elegeu os conselheiros foi realizada nesta sexta-feira, dia 23, em Assembleia Geral Extraordinária na sede do COB, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
“O Comitê Olímpico do Brasil deu hoje mais um importante passo rumo à cidadania e à boa governança. O Conselho de Administração, o Conselho de Ética e o novo vice-presidente do COB foram eleitos depois de um processo transparente e democrático, com participação livre de atletas e confederações. Gostaria de parabenizar todos os eleitos e agradecer a todos os que apoiaram a candidatura da CBVela. Nós todos somos um só”, afirmou Marco Aurélio.
O colégio eleitoral foi formado por 12 esportistas da Comissão de Atletas do COB, 35 representantes das Confederações Brasileiras Olímpicas e o membro brasileiro do COI, Bernard Rajzman.
Para o Conselho de Administração, foram escolhidos dez membros efetivos, sendo oito presidentes de Confederações Brasileiras Olímpicas e dois membros independentes. O presidente Marco Aurélio de Sá Ribeiro teve 30 votos, ficando em quarto lugar entre os 13 candidatos elegíveis.
A criação dos conselhos de Administração e de Ética descentraliza as decisões do Comitê. O Conselho de Administração atuará auxiliando na análise e tomada de decisões de temas diretamente ligados à gestão do COB.
“Agora cabe a nós, que fomos escolhidos, levar o esporte brasileiro a um novo patamar”, acrescentou o presidente Marco Aurélio de Sá Ribeiro.
Na mesma Assembleia, foi eleito o novo vice-presidente do COB, Marco La Porta, presidente da Confederação Brasileira de Triatlo, com 44 votos.
Confira os candidatos eleitos:
Vice-presidente
Marco La Porta – 44 votos
Conselho de Administração (Membros Independentes)
Sergio Rodrigues – 36 votos
Carlos Osso – 23 votos
Conselho de Administração (Membros das Confederações)
Judô – Silvio Acácio Borges – 39 votos
Golfe – Euclides Antônio Gusi – 33 votos
Desportos no Gelo – Matheus Bacelo de Figueiredo – 32 votos
Vela – Marco Aurélio de Sá Ribeiro – 30 votos
Boxe – Mauro José da Silva – 29 votos
Canoagem – João Tomasini Schwertner – 28 votos
Esgrima – Ricardo Pacheco Machado – 24 votos
Karatê – Luiz Carlos Cardoso do Nascimento – 21 votos (24 a 22 no desempate com o Levantamento de Pesos)
Conselho de Ética
Alberto Murray – 35 votos (membro independente)
Caputo Bastos – 26 votos (membro independente)
Ney Bello – 26 votos (membro independente)
Sami Arap – 24 votos (membro não independente)
Bernardino Santi – 23 votos (membro não independente)
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A Volvo Ocean Race, considerada a “Fórmula 1 dos mares”, roda o planeta com um objetivo que vai muito além das práticas esportivas. O evento possui grande vocação ao estímulo de atividades sociais em prol da educação e sustentabilidade. O tema da edição 2017/2018 é o cuidado com os oceanos. Durante a sua passagem pelo Brasil, mais de 20 ações serão realizadas no Itajaí Stopover, entre os dias 5 e 22 de abril, para conscientizar a sociedade, empresas e governantes.
Uma das principais ações será a realização do Seminário Técnico Científico “O futuro dos oceanos: Combate ao lixo no mar” no auditório do Centreventos, em 18 de abril. Organizado pela Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai), Prefeitura de Itajaí, UFSC e com apoio da ONU, o evento contará com grandes nomes como o Procurador-Chefe do Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC), Darlan Airton Dias, a representante da ONU Meio Ambiente, Fernanda Daltro, o Professor Doutor da Universidade de Aveiro (Portugal), Armando da Costa Duarte, o Coordenador de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Régis Pinto Lima, entre outros.
No seminário será assinado um protocolo de intenções do município com a campanha global “Clean Seas”, em português: “Mares limpos”. Proposta pela ONU Meio Ambiente, alerta sobre a poluição dos oceanos, atividades poluidoras e orienta para o destino correto dos lixos. O Itajaí Stopover terá ações como projeções da campanha no ‘The Globe’, orientação aos visitantes, abordagem entre barcos de lazer e turismo e apoio de outras ações. A atividade da ONU Meio Ambiente conta ainda com o Team Clean Seas, um dos sete veleiros participantes da regata, que compete na Volvo Ocean Race com objetivo de recolher os lixos marinhos encontrados pelos quatro oceanos e cinco continentes.
Na Vila da Regata em Itajaí ainda há uma série de programação em favor do meio ambiente. Serão distribuídas sementes de árvores nativas e realizadas oficinas de sustentabilidade em que as crianças poderão transformar e dar reuso a materiais. Além disso, através das visitas guiadas, mais de 7 mil estudantes participarão de estações educacionais que manterão informações sobre práticas sustentáveis como o “Planetário”, o “Turn the Tide on Plastics Team Base”, entre outros. Outro grande foco das ações sustentáveis no local será a apresentação do Veleiro ECO, primeiro do Brasil desenvolvido para expedições e pesquisas oceanográficas que estará aberto para visitação a partir de 15 de abril.
Com propósito de promover um evento sem utensílios plásticos, a Vila da Regata em Itajaí terá apenas copos reutilizáveis em que os visitantes deixarão o valor caução de R$ 5 para retirada do material. Ao final da visita à Vila da Regata, a pessoa pode ficar com o copo ou devolver o objeto e pegar o dinheiro de volta. Já os pratos dos restaurantes serão biodegradáveis para que entrem em decomposição em menos de 30 dias, número bem menor se comparado com os plásticos que trazem 200 anos de agressão ao meio ambiente. No local ainda serão instalados bebedouros com fontes de água potável para que os frequentadores possam se refrescar sem a necessidade de comprar a bebida, evitando assim a utilização de garrafas plásticas.
A Volvo Ocean Race no Brasil ainda apoiará diversas atividades de conscientização como o “Encontro de Jovens pelos Oceanos”, que será realizado na tarde de 6 de abril no auditório, a limpeza da praia do Atalaia em 15 de abril, com a participação da comunidade, e o Campeonato de Surfe realizado no mesmo dia, em que os participantes utilizarão pranchas confeccionadas com garrafas plásticas. Serão promovidas visitas monitoradas ao Parque do Atalaia, que possui mais de 19 mil metros quadrados de área de preservação e é moradia de 200 tipos de árvores e cerca de 100 animais nativos.
Seleção e destino correto
Todos os dejetos gerados na Vila da Regata ganharão um destino correto. Durante os 18 dias de evento, uma cooperativa atuará ativamente dentro da Vila da Regata para seleção do lixo produzido. Tudo que poderá ser reciclado será levado até a sede do grupo que transformará os objetos. A conscientização ambiental se manterá até mesmo após o dia 22 de abril, quando a Volvo Ocean Race se despedirá do Brasil. Todos os materiais utilizados no evento, como bandeiras e objetos de divulgação, serão doados para entidades assistenciais que farão a transformação das peças para objetos de decoração, acessórios, entre outros, para obter lucro com a venda dos utensílios.
Antes da Volvo Ocean Race
Meses antes da chegada dos barcos ao Brasil, a região passou a respirar as propostas sustentáveis do evento. Desde a segunda quinzena de março são realizadas apresentações teatrais nas escolas de Itajaí e distribuídas cartilhas para conscientização ambiental em escolas e creches e são promovidas ações de engajamento social, como o mutirão “Juntos pelo Rio” que surgiu em 2012 e já retirou mais de 75 toneladas de lixo do Rio Itajaí-açu. A edição de 2018 está agendada para o sábado (24/3).
Programação Seminário Técnico Científico:
12h30min – Credenciamento
13h30min – Abertura Oficial
14h40min – “O lixo nos mares do Brasil” com Régis Pinto Lima, Ministério do Meio Ambiente
15h10min – Campanha “Mares Limpos” com Fernanda Daltro, ONU Meio Ambiente
15h30min – Projeto “Menos1Lixo” com Fe Cortez, YouTuber e criadora do projeto de redução de lixo
16h – Coffee Break
16h20min – Case: “Paraty sem descartáveis” com Anderson Terra da Associação Com. e Ind. de Paraty
16h50min – Case “Instituto Ecosurf e Projeto Route: ações de limpeza de praia,combate a poluição e métodos de mobilização social” com João Malavolta, Instituto Ecosurf
17h20min – “Plástico, o vilão dos oceanos” com Prof. Dr. Armando da Costa Duarte, Professor da Universidade de Aveiro (Portugal)
17h50min – Estratégias do Ministério Público Federal no combate ao lixo marinho com Dr. Darlan Airton Dias, Procurador Chefe da Procuradoria da República em Santa Catarina
Horário: De segunda-feira a sexta-feira das 12h às 24h, exceto a abertura, no dia 5 de abril que será a partir das 19h;
Fim de semana das 10h às 24h
Local: Vila da Regata – Centreventos Itajaí
Entrada gratuita
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Campeã olímpica, a velejadora brasileira Martine Grael integra o team AkzoNobel, ganhador da sexta etapa da Volvo Ocean Race que a TV Brasil mostra em formato de documentário especial neste sábado (24), às 13h.
O percurso entre Hong Kong e Auckland, na Nova Zelândia, teve uma disputa acirrada da equipe vencedora com a Scallywag até a linha de chegada, com diferença de apenas 2 minutos entre elas.
Com cobertura exclusiva na televisão aberta, a emissora pública acompanha o desafio das equipes na travessia de 6.100 milhas náuticas que incluiu o sul da China e o norte das Filipinas. A perna começou no dia 7 de fevereiro e terminou no dia 27 daquele mês.
A TV Brasil apresenta os melhores momentos dessa etapa da principal e maior regata oceânica do planeta. Essa perna foi a última antes da flotilha se dirigir ao Brasil. Agora, os barcos já estão no percurso entre a Nova Zelândia e a cidade de Itajaí, em Santa Catarina.
A vitória do barco Team AkzoNobel foi um dos resultados mais apertados de todas as edições do evento. Também foi histórico para a vela nacional, já que a campeã olímpica da Rio 2016 se tornou a primeira brasileira a vencer uma etapa da regata de volta ao mundo.
Foto: Brian Carlin
Velejadora brasileira celebra a conquista
“Sentimento incrível de ganhar uma perna em Auckland”, comemorou Martine Grael. “Foi um clima muito tenso antes da chegada na Nova Zelândia. Teve vento fraco, todo mundo se aproximando por trás com mais vento e foi muito tenso nas últimas 24 horas. Parecia uma pulga que não queria sair”, conta a velejadora.
Martine Grael, também a primeira brasileira a se tornar campeã olímpica, disse que a emoção no esporte sempre está ao seu lado. A regata responsável pelo ouro olímpico na Rio 2016 na classe 49er FX, ao lado de Kahena Kunze, foi decidida na última boia, com uma ultrapassagem histórica na Baía de Guanabara. Na sexta etapa da Volvo Ocean Race a história se repetiu, com dois minutos de diferença para o segundo colocado, o SHK Scallywag.
“Eu sempre quis uma chegada monótona e fácil. Mas infelizmente isso não está sendo possível, na Olimpíada e aqui sempre com emoção. Foi um clima muito intenso a bordo nas últimas 24 horas. Agora é comemorar, descansar e preparar para a próxima perna”.
A próxima etapa da Volvo Ocean Race terá como destino final o Brasil. Os barcos partiram no dia 18 de março de Auckland rumo a Santa Catarina, na cidade de Itajaí. A etapa vale pontuação dobrada e terá desafios pelos mares do sul como os limites de gelo, ondas gigantes e ventos fortes. A primeiro equipe a contornar o Cabo Horn ganhará uma pontuação extra.
Foto: Ugo Fonolla
Mais sobre a sexta etapa
A equipe holandesa do AkzoNobel fez o percurso entre Hong Kong e Auckland em 20 dias, 9 horas e 17 minutos. Diferença de apenas 2 minutos para o Scallywag, time segundo colocado. Em terceiro chegou o MAPFRE, 22 minutos depois.
A etapa foi uma das que teve chegada mais próximas da história, com o Dongfeng Race Team e Turn the Tide On Plastic terminando a prova 25 e 27 minutos, respectivamente, atrás do AkzoNobel. O sexto colocado foi o holandês Team Brunel, que terminou a pena 1 hora após o vencedor.
“Foi um match race de 7 mil milhas náutica, algo irreal”, afirmou Simeon Tienpont, comandante do AkzoNobel. “Nunca fiz uma regata como essa em toda a minha vida. Sempre tinha alguém no nosso visual”.
O segundo colocado valorizou a vitória do AkzoNobel. “Nossa equipe nunca se deu por vencida”, contou o skipper do Scallywag, David Witt. “Dessa vez não deu! Mas tivemos nossas oportunidades, mas eles foram melhores”.
O resultado em Auckland leva o team AkzoNobel do sexto para o quarto lugar na classificação geral da Volvo Ocean Race 2017-18. A equipe somou sete pontos mais um extra e agora tem ao todo 23 pontos.
O bronze na sexta etapa ampliou a vantagem do espanhol MAPFRE na liderança do campeonato com 39 pontos. Em segundo está o chinês Dongfeng Race Team, com 34, e em terceiro o SHK Scallywag, de Hong Kong, com 26 pontos.
Foto: Jesus Renedo
Vitórias brasileiras na Volvo Ocean Race
Martine Grael repete o feito do pai, Torben Grael, o primeiro a conquistar uma vitória para o País na Volvo Ocean Race. Na edição 2005-06, o barco Brasil 1 venceu a perna até Rotterdam, na Holanda.
“É um sentimento incrível de ganhar uma perna da Volvo Ocean Race, a gente chegou aqui em Auckland, uma cidade muito expressiva com uma cultura forte de vela”, disse Martine Grael.
Outros velejadores brasileiros também venceram etapas da maior regata oceânica do mundo como o próprio Torben Grael com o Ericsson 4 em 2008-09, Joca Signorini (Brasil 1 – Ericson 4 e Telefônica), Horácio Carabelli (Brasil 1 e Ericson 4), André ‘Bochecha’ Fonseca (Brasil 1 e MAPFRE) e Kiko Pelicano (Brasil 1).
Foto: Jesus Renedo
Transmissões na emissora pública
Ao todo, a TV Brasil vai exibir onze produções especiais sempre aos sábados, em média uma por mês. As próximas edições têm 30 minutos de duração enquanto a final será apresentada em uma hora.
A emissora pública apresenta boletins diários sobre a Volvo Ocean Race no Stadium, de segunda a sábado, às 19h30. O programa acompanha a competição com informações atualizadas sobre as novidades de cada perna da disputa em alto-mar. Os telejornais do canal também fazem cobertura jornalística da competição.
A décima terceira edição do Volvo Ocean Race reúne sete embarcações que percorrem cerca de 45 mil milhas náuticas – o que equivale a mais de 80 mil quilômetros – em dez etapas. São 12 pontos de escala durante a rota.
A cidade catarinense de Itajaí recebe o evento pela terceira vez e será a única parada da regata na América Latina, a nona desta edição, prevista para abril de 2018. O término da competição deve ocorrer no mês de junho em Haia, na Holanda.
Serviço
Documentários mensais sobre a Volvo Ocean Race
24 de março (sábado), às 13h, na TV Brasil
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A palavra “odisseia” significa uma longa viagem cheia de aventuras, peripécias e eventos inesperados. O termo baseia-se na Odisseia, nome de um poema épico da Grécia Antiga, atribuído a Homero e que narra a história de Ulisses, rei da Ilha de Ítaca, segundo a mitologia grega. Depois de passar 10 anos da Guerra de Troia (e vencê-la), Ulisses só queria voltar para casa. No entanto, a flotilha comandada por ele perdeu-se no mar revolto, levando o herói e seus marujos a visitar lugares estranhos, onde os mais diversos imprevistos (e desafios) se desenrolaram.
Duas piscinas (uma delas semicoberta), 12 jacuzzis, solários, e sofás fazem a alegria de quem quer curtir as delícias do sol ao longo da navegação
Hoje, quase 30 séculos depois, outro Ulysses (grafado com “y”) também pode percorrer os mais longínquos caminhos mar adentro, com autonomia de 8,5 mil milhas. E, se não é antigo como o original, remete à Antiguidade Clássica, dado seu aspecto grandioso, digno das narrativas homéricas. Falamos de Ulysses, embarcação que, à primeira vista, combina as características de um navio de expedição com as de um navio de carga — ou até de guerra! —, mas, por dentro, não deixa dúvida de que se trata de um superiate de luxo, com tudo o que se espera de um colosso de 107 m (ou 351 pés) de comprimento, 18 m de boca e sete conveses. É, a um tempo, robusto e sofisticado.
O proprietário tem um deque inteirinho exclusivo, onde há um amplo camarote que dá para um lounge externo, de onde é possível apreciar a vista sem barreiras
Primeiro superiate feito pelo estaleiro norueguês Kleven, especializado em navios comerciais, Ulysses atende a um pedido do executivo neozelandês Graeme Hart, e está preparado para receber 30 seletos convidados, devidamente acomodados em 15 confortáveis suítes e ciceroneados por 30 tripulantes. A bordo, os convivas podem usufruir atrativos variados, como piscinas, home theater, bar e até um vigoroso barco de apoio para explorações locais, que fica no convés superior frontal e vai para a água graças a dois guindastes. Porém, acredite você, Hart — que recebeu a encomenda há pouco e realizou um único cruzeiro pelo Mar Meditarrâneo (sendo que tem um deque só para ele e poderia cruzar até o Oceano Antártico com Ulysses) —, já solicitou ao estaleiro outro superiate, ainda maior, de 116 m, pondo este mimo colossal à venda, por US$ 195 milhões (o equivalente a R$ 625 milhões). Nesta e nas demais páginas, rendemos tributo a Ulysses.
Uma visão aérea revela um pouco do que Ulysses tem: um vigoroso barco de apoio no convés (e até uma lancha no mesmo deque!), heliponto, piscinas e muito, muito mais…
O posto de comando mais lembra o de uma nave espacial, em razão do design clean, com ares futuristas, e do uso de tecnologia de última geração
Se, por fora, o Ulysses parece um navio bruto, como tantos outros, o interior (aqui, vemos a sala de jantar) não deixa dúvida de que se trata de um superiate exclusivo
Próximo à sala de jantar, há uma adega com alguns dos rótulos mais desejados do mundo, selecionados por um experiente sommelier, que, detalhe, faz parte da tripulação
Um dos banheiros a bordo do Ulysses: com detalhes em mármore, espelhos e, naturalmente, bastante espaço
Não tem problema, porque a embarcação tem outros ambientes para relaxar, como esta sauna ao lado, tão boa quanto a de um hotel
Entre um e outro agito, camas de spa também estão à disposição dos convidados
Assistir a um bom filme no telão, tendo sobre a cabeça um teto que simula o céu estrelado, é outra das experiências possíveis a bordo
Do bar com mesa de bilhar de design exclusivo à garagem com motocicletas e outros brinquedos, não faltam atrativos a bordo do Ulysses
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Muitos produtos desenvolvidos para automóveis também podem ser usados em barcos. É claro que os carros não ficam em contato constante com a água e com o sal, como os barcos, mas os raios do sol têm ação tanto na água como em terra. Além disso, alguns carros têm fibra e plástico na composição da carroceria. Daí ser relativamente comum o uso de produtos automotivos no casco de lanchas e veleiros.
Um desses itens é a luva polidora Clay Bar, da Kers, empresa especializada em material para polimento automotivo. Encontrada nas casas especializadas em material automotivo a um preço que varia entre R$ 80 e R$ 100, essa luva tem um lado de borracha preta (lado polidor) com pequenos vincos e outro bem macio, composto de microfibra. Para avaliá-la, lavamos o convés branco de um barco de fibra de vidro com poucos meses de uso, mas com pequenas manchas junto à borda, o que é comum.
Usamos a luva Clay Bar com xampu náutico na superfície testada, fazendo movimentos circulares com um pouco de força. Grande parte das manchas saiu, mas não todas. Assim, as manchas mais resistentes tiveram de ser extraídas com o uso de uma cera polidora, junto com um xampu náutico, um processo mais demorado. Mas gostamos de como a superfície do convés do barco de fibra ficou lisa, tirando a rugosidade do gelcoat. Para veleiros de competição, com casco de fibra, o fundo do casco bem liso é uma vantagem nas competições.
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O estaleiro espanhol Astondoa acaba de lançar a segunda unidade da série 110 Century. Segundo a marca, o iate vai para um proprietário europeu e navegará pelo Mediterrâneo. Com 33,5 m de comprimento, o modelo tem design exterior e interior assinados por Cristiano Gatto Design e foi personalizado para se adequar ao gosto de seu proprietário. A decoração é descrita como moderna, arriscada e equilibrada.
Astondoa 110 Century traz acomodações para até 10 pessoas, em cinco camarotes, incluindo a suíte principal, dois camarotes VIPS e dois camarotes de hóspedes. O modelo tem calado máximo de 1,8 m – tornando-o uma escolha ideal para cruzeiros em águas rasas. A potência vem de um par de motores a diesel MTU 16V2000 M84 de 2 030 hp. O terceiro Astondoa 110 Century deve ser concluído antes do fim do ano.
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A edição de 2018 do Palm Beach International Boat Show começou nesta quinta-feira (22) e vai até o domingo (25), na Flórida. O evento apresenta os mais variados modelos de embarcações, desde infláveis, barcos de pesca, lanchas de passeio e iates, além de eletrônicos, acessórios e atividades para toda a família, como seminários e clínicas de pesca para as crianças.
Entre os expositores do evento, está o representante americano da catarinense Schaefer Yachts, além de Amels, Century Boats, Heesen Yachts, Leopard Catamarans, Numarine USA, Oceanco, Overmarine, Perini Navi, Prestige Yachts, Sanlorenzo Americas, Vanquish Boats, Cummins, Furuno, Garmin USA, Lowrance – Navico, entre outros grandes nomes do mercado internacional.
Os ingressos custam US$ 14 (crianças entre 6 e 15 anos), US$ 24 (adultos), US$ 45 (adultos para dois dias), US$ 125 (VIP para um dia) e US$ 200 (VIP para dois dias). Crianças com menos de 6 anos acompanhadas de adulto pagante têm ingresso gratuito.
Fotos: Forest Johnson
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A 6ª edição da Porto Alegre Match Cup começa nesta sexta-feira (23), no Veleiros do Sul, em Porto Alegre. A competição contará com oito times: dois do RS, três do RJ, um do Distrito Federal, um da Bahia e um do Uruguai. Os timoneiros que estarão na competição são nomes conhecidos da vela nacional com vários títulos em diferentes classes de barcos.
O evento contará com regatas até o domingo (25). O Match Race é uma modalidade de regata de barco contra barco e somente as equipes vão sendo trocadas a cada disputa. Na primeira fase – round robin – todas as tripulações se enfrentam entre si para a apuração dos semifinalistas (mata-mata) e a final.
A sexta edição da Porto Alegre Match Cup será o primeiro evento do circuito de 2018 da International Match Race Super League, composto por 17 torneios em 14 países. A Super League está atrelada a Match Racing Association Inc que promove a modalidade de competição em todo o mundo. A Copa também será válida como Campeonato Brasileiro de Match Race de 2018 e primeira etapa Sul-americana.
Os barcos para as regatas serão os da classe Elliott 6m, com três tripulantes, todos idênticos e que serão fornecidos pelo Veleiros do Sul. O Elliott já foi classe olímpica em Londres 2012 e foi um projeto pensado para disputas de match race: barco contra barco, onde manobras rápidas e táticas apuradas são pontos fortes da regata.
O Porto Alegre Match Cup será o grande evento da modalidade de match race de 2018 no Brasil. Ele valerá pontos, Grau 3, para o ranking da World Sailing. O Veleiros do Sul conta com experiência em campeonatos internacionais e colocará sua estrutura náutica e em terra para a realização da Copa, além de sua tradicional hospitalidade.
Confira os timoneiros participantes:
Nº Timoneiros Equipes
1 Victor Hector Demaison Arrivederci
2 Geison Mendes Dzioubanov Marinha do Brasil/VDS
3 Philipp Grochtmann Veleiros do Sul
4 Felipe Rondina Antigos
5 Renata Decnop Check Mate Match Racing
6 Juliana Duque Yacht Clube da Bahia
7 Nicolas Pelicano Grael Marinha do Brasil/ICRJ
8 Mauro Leite Yacht Club Punta del Este
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A New HD Boats acaba de colocar na água seu primeiro modelo, a lancha NHD 270 Open. Com 8,35 m de comprimento, esta embarcação possui amplos assentos de proa projetados para maior segurança e conforto. Conta com amplo bainheiro e paiol, com opção de móvel para microondas e armazenamento de acessórios, além de porta-copos por toda a embarcação. Também possui de série amplo espaço gourmet com pia e um sistema batizado de Open Deck – uma plataforma lateral que aumenta a área útil da popa. NHD 270 pode acomodar até 10 passageiros, além do piloto.
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Um incêndio de grandes proporções atingiu na tarde desta quinta-feira, 22, a Marina do Bonfim, localizada na rua Arthur Matos, na Cidade Baixa, em Salvador. Segundo o Centro de Comunicação Integrada da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (Cicom-SSP), o fogo teria começado por volta das 13h30 e as chamas chegaram a alcançar algumas das embarcações que estão no local. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar estão no local, mas ainda não se sabe o que causou o incêndio nem se há vítimas.
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A flotilha da Volvo Ocean Race continua sua incansável velejada no sentido leste pela sétima etapa da regata. Nesta quinta-feira (22), os barcos aproveitam todas as opções que os mares do sul oferecem para acelerar rumo a Itajaí (SC), destino final da prova. As equipes lidam com ventos fortes – variando de 20 a 25 nós – o que dá em média 500 milhas náuticas por dia de navegação.
Mas essa situação está prestes a mudar. E para pior! Navegando pelos mares do sul, os velejadores vão se deparar com uma frente fria de ventos soprando de oeste-sudoeste. A velocidade das rajadas deve ultrapassar 40 nós. Os termômetros, que estão em 8 graus, devem cair consideravelmente nos próximos dias.
“Até agora tem sido difícil, mas rápido”, disse Rob Greenhalgh, do MAPFRE. ”Tivemos de 20 a 25 nós, o que é perfeito. Mas em 24 horas esperamos um aumento para 35 nós”.
”Serão condições pesadas durante três ou quatro dias, 35 a 45 nós, talvez mais”, disse Charles Caudrelier, líder do Dongfeng Race Team. “Também vamos pegar um mar enorme, talvez 10 metros”.
Os atletas precisam avaliar algumas opções: continuar a beirar o limite extremo sul perto da zona de exclusão do gelo ou vir mais para o norte, o que os tiraria das condições mais fortes, mas aumentaria as milhas velejadas até o Brasil. É um equilíbrio delicado de velocidade versus segurança, dada a previsão de tempo pesada.
Chris Nicholson, do AkzoNobel, é um veterano da Volvo Ocean Race. Por conhecer os mares do sul, o velejador australiano sabe que o que vem pela frente é complicado.
”Nosso objetivo aqui no AkzoNobel é atravessar com segurança e com o barco inteiro. Teremos pelo menos uma semana andado de 30 a 40 nós nos mares do sul. Será um esforço e tanto”.
O team AkzoNobel de Chris Nicholson e da brasileira Martine Grael segue na liderança provisória da etapa, de acordo com o placar da Volvo Ocean Race. Estão sendo seguidos de perto por outros quatro barcos, incluindo o MAPFRE, que está mais próximo.
A sétima etapa da Volvo Ocean Race tem ao todo 7.600 milhas náuticas e após cinco dias de regata rumo ao Brasil, os barcos já percorreram 2.600 milhas náuticas desde Auckland, na Nova Zelândia.
O vencedor da perna ganhará pontuação dobrada. Outra bonificação extra vai para o primeiro barco que contornar o Cabo Horn.
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Entre os dias 29 e 31 de março, o Iate Clube Armação de Búzios vai sediar a tradicional Búzios Sailing Week. E a grande atração da competição será o veleiro FelciUno, idealizado por Raimundo Nascimento e projetado pelo italiano Umberto Felci, que virá tripulado pela experiente equipe gaúcha do San Chico. Sob o comando do skipper Francisco (Xico) Freitas, o time do Clube dos Jangadeiros contará ainda com Ferndo Cavalli (vela mestra), Damien Bercht (trimmer), Rene Garrafielo (trimmer), Felipe Loss (secretaria), Regis Fernando da Silva (mastro) e João Pedro Tatch (proa).
“Nós vencemos a Búzios Sailing Week em 2010, 2011 e 2012 e depois disso disputamos este evento apenas mais uma vez, em 2013, com o San Chico 3. A vontade de velejar em Búzios novamente é grande, ainda mais em um barco nacional tão especial quanto o FelciUno”, disse Xico.
O veleiro, modelo Felci 315 idealizado por Raimundo Nascimento e projetado pelo italiano Umberto Felci, é produzido em Gravataí, no Rio Grande do Sul, e atende tanto quem gosta de correr regatas, quanto quem gosta de passear com a família. Seu casco é todo feito em fibra de vidro, possui mastro e retranca em alumínio e uma quilha em formato de T com bulbo de chumbo, o que dá ainda mais performance e estabilidade ao barco. O FelciUno tem como base o Píer 26, em Santos, no litoral paulista.
“Conheci o Umberto em uma feira internacional na Alemanha e ele se mostrou bastante interessado em projetar um veleiro que pudesse atender os dois mundos da vela ao mesmo tempo: regata e cruzeiro. Após algumas conversas por telefone e uma viagem à Itália, surgia o Felci 315, um barco de pequeno porte, rápido nas competições, mas forte e de fácil manejo, que pode ser velejado por um casal ou por uma equipe completa. Depois de alguns ajustes no casco número um, já estamos em produção dos números dois e três”, disse Raimundo.
A competição em Búzios está marcada para começar às 12h30, no dia 29, e às 12h, nos dias 30 e 31. São esperados 25 barcos nas categorias IRC, ORC, RGS e Bico de Proa.
SOBRE O FELCIUNO (FELCI 315):
Comprimento: 31,5 pés (9,5m)
Linha d’água: 8,5 m
Boca máxima: 3,25m
Deslocamento: 2.950 kg
Calado: 1,95m
Tanque de diesel: 45l
Tanque de água: 110l
Motor: Yanmar 15hp rabeta
Área vélica: 34m² (mestra) + 25m² (genoa) + 94m² (gennaker)
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A Azimut Yachts irá exibir pela primeira vez no Rio Boat Show a Azimut 74. Desenhada por Sthefano Righini, a embarcação conta com grande superestrutura feita com a leve e resistente fibra de carbono, o que favorece a performance e a estabilidade deste quase iate, de 22,64 m de comprimento. Targa e hardtop também são laminados com carbono.
Um de seus destaques é o flybridge, que chama atenção pelo tamanho, com 40 m² de área útil. O nível mais alto da Azimut 74 conta com móvel gourmet e churrasqueira elétrica, bancada, pia e geladeira, além do icemaker — sem esquecer da praça de popa, outra gostosa área de convívio deste barco. Na cabine, há muito mais atrativos, como um enorme salão, iluminado por fartas janelas de vidro laminado, onde salta aos olhos a decoração de Carlo Galeassi. A cozinha fica a bombordo, no meio do salão.
O modelo conta com uma suíte principal, com grandes janelas de vidro nos dois bordos, além de três suítes para hóspedes no convés inferior – uma na proa e duas entre a proa e o camarote principal à meia-nau. Todas servidas por bons armários e banheiros ainda melhores. Já as acomodações para os dois tripulantes ficam na popa, entre a plataforma e a sala de máquinas. A motorização fica por conta se dois MAN V12, de 1 400 hp cada, a diesel).
O Rio Boat Show acontece de 14 a 22 de abril, chegando em sua 21ª edição em 2018 consolidado como o maior salão náutico outdoor da América Latina. Serão nove dias de evento com reunindo fabricantes, distribuidores e revendedores do setor na Marina da Glória. Com barcos na água e a encantadora vista da Baía de Guanabara, os visitantes contarão com diversas atrações.
Os ingressos já estão a venda e podem ser comprados no site oficial do evento pelo valor de R$ 70, com validade para um dia de salão. A compra pode ser efetuada por boleto bancário e pelos cartões de crédito Visa ou Mastercard – a opção de compra com o American Express estará disponível na bilheteria do evento. Pontos de venda em todo o Rio de Janeiro também estão disponibilizando ingressos.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2018
Quando? De 14 a 22 de abril Onde? Marina da Glória Horário?14/04 (primeiro dia) – Das 13h às 22h Dias de semana – Das 15h às 22h Fim de semana – Das 12h às 22h 22/04 (último dia) – Das 12h às 21h
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Lars Grael será o grande homenageado da noite na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, marcada para a próxima quarta-feira, dia 28 de março, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. O velejador, dono de duas medalhas olímpicas e dos títulos mundiais das classes Snipe e Star, receberá o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, que celebra grandes nomes que representem os valores positivos do esporte.
“Fico extremamente emocionado e lisonjeado com a homenagem, porque é a maior honraria do esporte olímpico brasileiro e leva o nome do primeiro grande herói do esporte olímpico brasileiro, a quem tive o prazer de conhecer e ter como amigo. Essa associação com o Adhemar Ferreira da Silva vem desde a minha infância. É uma pessoa que aprendi a respeitar e admirar. Ser homenageado justo em um momento de transição, de mudança do sistema de governança do esporte brasileiro, carrega um simbolismo muito grande”, afirma o velejador paulista, de 54 anos.
Lars é o segundo representante da vela a ser agraciado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, junto com o irmão Torben, homenageado em 2013. Em Jogos Olímpicos, foi na classe Tornado que conquistou as suas duas medalhas: bronze em Seul-1988 e em Atlanta-1996. Esteve presente como atleta também em Los Angeles-1984 e Barcelona-1992, ficando em sétimo e oitavo lugares, respectivamente; e foi coordenador técnico da equipe de vela nos Jogos de Sydney-2000 e Atenas-2004.
Outros títulos importantes de sua carreira foram o Campeonato Mundial da classe Snipe, em 1983, em Portugal, ao lado de Torben; e o Mundial de Star em 2015, na Argentina, ao lado do proeiro Samuel Gonçalves. Seu vasto currículo de troféus traz ainda 10 títulos continentais e 29 títulos nacionais, além de vários outros resultados de expressão obtidos desde a estreia em 1972.
“É um orgulho muito grande representar toda uma quantidade de velejadores, do meu esporte, que deu ao Brasil tantas medalhas olímpicas para o Brasil. Nessas horas eu paro para pensar nos quatro Jogos Olímpicos que participei como atleta, nas duas medalhas olímpicas que conquistei e nas duas vezes que fui como coordenador técnico da equipe de vela. Esse prêmio representa tudo que venho fazendo em favor do Movimento Olímpico como um todo. Só tenho a agradecer”, celebrou.
Lars vem de uma família de velejadores. Seu irmão Torben é o maior medalhista olímpico da história do Brasil ao lado de Robert Scheidt. Seus tios Axel e Erik Schmidt foram os primeiros brasileiros a conquistarem um título mundial de iatismo. A tradição veio do avô dinamarquês, Preben Schmidt, e chegou aos meninos por meio da mãe, Ingrid.
Em 1998, Lars sofreu um trágico acidente quando velejava em Vitória, Espírito Santo, que resultou na amputação de sua perna direita. Com o apoio da família e graças à sua postura de superação, reconstruiu a jornada esportiva, em cargos de gestão e como palestrante. Ocupou em 2001 a Secretaria Nacional de Esporte. Entre 2003 e 2006, foi secretário de Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo. Continua atuando na política esportiva, através do Conselho Nacional do Esporte e da Comissão Nacional de Atletas, da qual é vice-presidente. Nesta comissão, em que foi presidente até junho de 2017, teve papel decisivo para a elaboração dos projetos que ajudaram a criar a Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte.
Além disso, a fim de retribuir à sociedade tudo o que recebeu com o esporte, criou o Projeto Grael (Instituto Rumo Náutico), ao lado dos irmãos Axel e Torben, em Niterói (RJ), oferecendo assistência e desenvolvimento social para crianças e adolescentes por meio do esporte.
Criado em 2001, o Troféu Adhemar Ferreira da Silva tem como objetivo homenagear atletas e ex-atletas que representem os valores que marcaram a carreira e a vida de Adhemar, bicampeão olímpico no salto triplo, tais como ética, eficiência técnica e física, esportividade, respeito ao próximo, companheirismo e espírito coletivo.
Relação completa de homenageados com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva:
2001 – Nelson Prudêncio – Atletismo
2002 – João Gonçalves Filho – Natação e Polo Aquático
Considerada a única do tipo no planeta, raia-manta batizada em homenagem a desenho animado foi fotografada em 2020 por Kristian Laine. Entenda a coloração do animal!
Ela foi de Florianópolis (SC) ao continente antártico em uma jornada de ida e volta sem escalas possivelmente inédita no mundo. A história será contada ao vivo no NÁUTICA Talks
Atracado no cais do Porto de Santos, pronto para um teste de pouco mais de sete horas nas águas da região, o submarino S33 Tapajó — um dos cinco que integram a Força de Submarinos da Marinha do Brasil — expõe sua silhueta escura e impressiona ao primeiro olhar. Afinal, um submarino é um navio completamente diferente dos outros. Sim, navio. Só que, enquanto os convencionais navegam na superfície, submarinos se deslocam debaixo d’água. E é lá que ficam o tempo todo. Subir, só para trocar o ar de bordo, o que, inclusive, pode ser feito sem a necessidade de emergir totalmente. Além disso, navios convencionais têm uma grande superestrutura, montada num casco igualmente volumoso.
Já os submarinos são feitos para não chamar a atenção. O casco, esguio e baixo, assemelha-se a um grande charuto negro. Periscópios, antenas, algumas aletas e sensores, além da torre (chamada de vela e que abriga uma das duas escotilhas da embarcação), eram os únicos itens do grande barco de aço fora d’água. Não era para chamar a atenção, mas chama. Assim, era impossível desviar os olhos daquele enorme corpo metálico escuro.
Um submarino lembra muito a silhueta afilada de um peixe ou de uma baleia cachalote. Tal como algumas espécies de peixes, nosso S33 Tapajó pode passar dos 200 m de profundidade, num ambiente onde a pressão é mais de 20 vezes maior que a existente no nível do mar — some-se a isso o fato de que, distante duas centenas de metros da superfície, cada cm² do casco recebe uma força de 21 kgf!
Com a largura de um Boeing, mas sem nenhuma janelinha, o navio Tapajó é um dos cinco submarinos da Marinha do Brasil, a maior frota da América do Sul
Para suportar a pressão, o casco cilíndrico de 61,2 m de comprimento por 6,2 m de boca tem 1 polegada de espessura de puro aço. O convés e boa parte da vela são feitos de fibra (também pintada de preto), material que, além de deixar o navio mais leve, contribui substancialmente para melhorar suas características hidrodinâmicas, evitando, assim, a produção de ruídos que poderiam ocasionar a detecção desta embarcação — a qual, não podemos esquecer, é de ataque. Até porque, salvo eventuais pesquisas científicas, não haveria outra razão, que não o combate, para um navio navegar sob a água. Até por isso, também, submarinos têm propulsão diesel-elétrica, já que um motor barulhento denunciaria sua presença ao inimigo.
Incorporado à Marinha no fim dos anos 1990, o Tapajó, um dos quatro submarinos brasileiros da classe Tupi, desloca 1 400 toneladas na superfície e 1 550 submerso, podendo alcançar mais de 20 nós sob a água (e só 11 nós na tona). A tripulação do Tapajó tem nove oficiais e 35 praças, e a autonomia é para incríveis 50 dias de operação! Inclusive, consta no diário de bordo uma viagem de 25 dias submerso, entre o Brasil e a África do Sul, na qual foi mantida a profundidade de 13 m. Já imaginou passar quase um mês submerso enclausurado e, ainda, sem poder ver a luz do sol? Submarinos não têm janelinhas. São hermeticamente lacrados, como cofres, e a única maneira de ver alguma coisa é através do periscópio. Em dia de mau tempo, a pilotagem é feita por instrumentos, como num avião. O que é, de fato, um tanto decepcionante.
A primeira lição é como entrar em um submarino, descendo por um tubo de 10 m de altura. Um gordinho entalaria. Um medroso, nem tentaria
Entrar em um submarino (ou seja, se enfiar por uma escotilha lá em cima e descer, degrau por degrau, através de um tubo metálico estreito) é tarefa que exige algum preparo físico e, também, confiança. Assim que descemos pela escotilha da proa do Tapajó (existe apenas mais uma, na vela), recebemos instruções de como proceder em caso de abandonar o navio, em virtude de alguma avaria, estando submersos. Vestimentas especiais, como máscaras para respirarmos ar comprimido engarrafado (com duração máxima de seis dias), em caso de contaminação do ar ambiente, devido, por exemplo, a vazamento do líquido ácido das baterias. Uma situação como essa pode ocorrer, caso o Tapajó incline mais de 45 graus em qualquer direção. Não por acaso, a Marinha mantém um navio de resgate de submarinos, o único em operação na América do Sul.
A bordo, não existe desperdício de espaço. A começar pelos corredores, estreitos e com paredes recheadas de válvulas, manômetros e tubos salientes. Um submarino não se preocupa com a estética, mas sim com a eficiência. Dois adultos têm de “se virar” ao cruzar um com o outro, pois não há como duas pessoas se movimentarem lado a lado. As camas (algumas delas quádruplas, montadas na vertical) têm a privacidade garantida apenas por uma cortina — exceto nos pequenos camarotes do comandante e do imediato. Há apenas um banheiro para os oficiais e outro para os praças e, em submarinos da Marinha, dada a economia de água doce, é permitido deixar o rosto com a barba por fazer.
Em mar aberto e sentindo o movimento das ondas, a missão é manter o submarino operando e observar tudo ao redor. A presença de qualquer embarcação é marcada em um papel quadriculado.
Ao soar do alarme, o submarino mergulha, como nos filmes
E, assim, a navegação foi feita sempre desviando de barcos em prováveis rumos de colisão. O sonar também é usado e, enquanto uns navegam, outros tripulantes preparam o navio para a parte mais interessante, o mergulho. E aqui cabe outra curiosidade: submarinos não afundam, eles mergulham! Afundar, tecnicamente, significaria uma tragédia. Os motores a diesel impulsionam os geradores para carregar as baterias ao máximo, e os compressores trabalham de forma a manter os reservatórios cheios. Afinal, logo mais, a energia das baterias seria usada na navegação submersa. E, para fazer o navio mergulhar, é preciso alagar os tanques de lastro, expulsando, depois, a água destas câmaras para alterar a densidade do Tapajó e, assim, poder voltar à superfície. A operação deve ser bem controlada para manter o submarino em um ângulo ideal de descida, pois, se a velocidade de mergulho ultrapassar o valor programado, o submarino pode tocar o fundo do mar antes de conseguir estabilizar o Tapajó.
Como um submarino não nuclear, o Tapajó usa propulsão diesel-elétrica, com quatro motores MTU de 12 cilindros em V e 600 hp cada, acoplados a quatro geradores de 405 kW. Para efeito de comparação, o gerador de uma lancha na faixa dos 40 pés usa, em média, um de 9 kW. Os geradores alimentam um banco imenso de baterias de chumbo ácido (as mesmas usadas nos automóveis), capaz de fornecer 960 V. Estas baterias são substituídas a cada seis anos, período em que os submarinos desta classe passam por uma manutenção apurada.
Sobram tubos e válvulas por todos os lados. Além de desempenhar mais de uma função a bordo, para economizar tripulantes, o submarinista precisa conhecer cada detalhe do navio
Navegando, com as duas escotilhas fechadas, longe do continente, o comandante deu uma última olhada no periscópio, 360 graus ao nosso redor, para certificar-se de que não havia outra embarcação por perto. Neste momento, com os motores a diesel desligados, navegávamos silenciosamente, usando os propulsores elétricos. A operação é complexa. Até a água dos escapamentos dos quatro motores a diesel precisa ser drenada, para evitar que o líquido salgado, depois, volte, adentrando aos cilindros. O momento do mergulho é sempre uma situação delicada, pois tudo deve estar funcionando para evitar o aborto da imersão. Um som forte, avisando que o mergulho está iminente, foi soado. A partir dali, o navio inclinou a proa e, lentamente, observamos a profundidade aumentar no manômetro. O ar saiu dos tanques de lastro e a água ocupou seu lugar, tornando nosso navio mais denso. Ao menor sinal de entrada de água, teríamos de voltar imediatamente à superfície. No entanto, tudo transcorreu normalmente e, logo, atingimos a profundidade de 13 m.
Navegávamos bem devagar, a 3 ou 4 nós, velocidade na qual o sonar tem alta capacidade de detecção de alvos. Todos os grandes navios ao nosso redor foram devidamente catalogados, com nome, rumo e velocidade. Parecíamos estar numa guerra, de fato. Depois de um período submerso, a tripulação injetou ar para tirar a água dos tanques de lastro, voltando suavemente à superfície, de volta ao porto. Nas proximidades do canal balizado, começamos a ser assediados por muitas lanchas, navegando ao redor.
Acompanhei de perto a manobra de parar o Tapajó no mesmo local da partida. Como este submarino, a exemplo de tantos outros, tem um hélice e lemes posicionados à frente (e não atrás) do propulsor, a manobra, principalmente em baixa velocidade, é muito difícil. Por prudência, o comandante solicitou o apoio de dois rebocadores.
O Tapajó pode ultrapassar os 200 metros de profundidade
E, a uma grande distância, maior que 10 m, os marinheiros, tanto dos rebocadores quanto do Tapajó, conseguiram lançar as retinidas de maneira certeira. Estas retinidas são cabos finos que, presos às espias (cabos usados nas amarrações de navios), possibilitam puxar estes cabos grossos até os respectivos cabeços, que são os pontos de amarração (os quais, em nossos barcos, seriam os cunhos). Detalhe: estes cabeços no Tapajó, ao contrário dos cabeços dos navios, ficam embutidos, para não causar nenhum tipo de turbulência e não denunciar a presença do submarino e sua consequente detecção pelo inimigo. Navegar de maneira invisível é um item levado muito a sério. Até os uniformes da tripulação são escuros e, mesmo navegando à noite, raras vezes o radar é ligado, evitando, assim, mostrar a posição do Tapajó para outros navios.
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O team AkzoNobel assumiu provisoriamente a liderança da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. Nesta quarta-feira (21), a equipe da brasileira Martine Grael conseguiu ultrapassar o Vestas 11th Hour Racing na descida para os mares do sul.
A regata está em seu quarto dia e tem ao todo 7.600 milhas náuticas de Auckland, Nova Zelândia, para Itajaí (SC), no Brasil. Já foram percorridas quase 2 mil milhas náuticas desde a largada, no último sábado (17).
O vento de nordeste de 20 a 30 nós garante condições de navegação rápidas e velocidades similares os Volvo 65s. A rota mais curta e, portanto, tecnicamente mais rápida, irá beirar a zona de exclusão de gelo, marcada pela direção da regata para manter as equipes longe dos icebergs do sul.
“Ainda está tudo muito próximo – nós temos o Dongfeng e o MAPFRE aproximando muito rapidamente, e podemos ver a luz de Brunel a barlavento”, explicou o navegador do Akzonobel, Jules Salter.
”Estamos todos andando a 23 nós, por isso estamos apenas a 10 ou 15 minutos de distância uns do outros. O estado do mar e o vento estão mudando constantemente”.
O próximo desafio a ser enfrentado pelas equipes serão ventos de 40 nós. “Definitivamente há mais vento lá na frente”, acrescentou Jules Salter. “Nós também teremos que começar a fazer algumas manobras de bordo e vai ser bastante complicado com aqueles ventos e enormes ondas. O mais difícil ainda está por vir”.
A tempestade iminente também está na mente de Charles Caudrelier, skipper do Dongfeng Race Team. “Haverá cinco dias difíceis para chegar ao Cabo Horn. Cinco longos dias nessas condições, quando estamos perto do limite de gelo, na zona mais fria, com muitas manobras – realmente vai ser muito duro. Nós vamos ter que cuidar do barco e dos tripulantes, porque o mar estará muito grande”.
Os barcos devem contornar o Cabo Horn entre 28 e 30 de março. O primeiro que conseguir esse feito leva pontuação extra. A regata também vale pontos em dobro.
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O Clube dos Jangadeiros dominou os resultados da Copa Cidade de Porto Alegre de Vela, realizada no último fim de semana (17 e 18). Com as velas coloridas pintando uma paisagem que pôde ser vista da orla, o barco San Chico 3 , de Francisco Freitas, conquistou o prêmio Barco Fita Azul, o principal da prova, após uma recuperação empolgante em que largou atrás, mas ultrapassou todos os adversários. Na Orc Internacional , a principal entre os grandes barcos da classe Oceano, Ayrton Schneider, comandante do Hobart, confirmou ser o maior vencedor da competição, conquistando seu quinto título.
Antes das regatas, o velejador e cirurgião Ayrton Schneider tinha a expectativa de um feito. Campeão em 2008, 2009, 2010 e 2013, venceu novamente, confirmando ser o maior vencedor da Copa na importante classe ORC Internacional – ele também ganhou o Prêmio Rotativo. Dez anos depois de começar a disputar regatas, ele se considera quase um velejador por acidente. “Eu não era um cara de regatas. Foi meu filho (Artur, 22 anos) que começou a pressionar para disputar”.
Neste domingo, Schneider deu uma prova do quanto o filho estava certo. Depois de terminar as regatas de sábado na liderança, viu o primeiro lugar em risco, mas conseguiu se recuperar. “Fomos passar só na última prova”. Os cinco títulos consagram um velejador disciplinado e que, apesar da profissão, não descuida de corrigir defeitos e treinar. Médico nos hospitais da PUC e da Ulbra, costuma tirar as tardes de sexta-feira para velejar. “Não marco cirurgia à tarde. Saio às 3 e meia e volto às 7 e meia, não importa o tempo”.
Ser campeão não é apenas largar na frente, mas saber se recuperar e neste quesito o comandante Francisco Freitas e a tripulação do San Chico 3 tiveram um desempenho empolgante. O barco encalhou na largada, provocando tensão em quem estava a bordo. Foram 12 minutos de tentativas até a embarcação finalmente sair do lugar. “Tivemos vontade de retornar, mas decidimos seguir e foi uma corrida de recuperação”, explicou Freitas. Estar muito atrás dos demais não impediu que, com um vento de sete nós, fossem atrás dos adversários. “Fomos contando quem ultrapassávamos: 1, 2, 3… Acabamos mais de cinco minutos à frente dos demais”.
Hobart recebe o prêmio na 24ª Copa Cidade de Porto Alegre
Com a regata de recuperação, além do prêmio Barco Fita Azul, o San Chico 3 também terminou em terceiro lugar na classe ORC. O próximo desafio do comandante e tripulação é a tradicional Búzios Sailing Week, que será disputada entre os dias 29 e 31 no famoso balneário da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.
Além do San Chico 3, outros barcos do Jangadeiros conquistaram títulos neste domingo: o C’est La Vie, do comandante Nelson Fontoura, foi o campeão na Cruzeiro 23; o Stromboli, de Pedro Chiesa, na Cruzeiro 30; o Manatee, comandado por Roberto Bins Ely, na Cruzeiro 35; e o Tibirro, de Rubens Girardi, na Multicasco.
Na RGS, outra classe importante entre os veleiros de Oceano, o barco Drakkar, do comandante Leonardo Santanna, foi o grande vencedor. Santanna também ficou em primeiro no Prêmio Rotativo, cujo troféu troca de mãos a cada ano.Outras duas embarcações do Jangadeiros também brilharam nas provas: o Caulimaran, comandado por Emilio Strassbuger, foi vice-campeão, enquanto o Conquista III, do comandante Rodrigo Baldino, ficou em terceiro. “Fiquei muito feliz”, disse Santanna, ao lado de Gustavo Cestari, um dos tripulantes. Os dois são amigos de infância e competiram junto com Eduardo Dipp, Guilherme Lengler e Vitor Paim. “É uma equipe unida e que navega e se diverte. Se o clima esquentar na água, o desentendimento fica no trapiche”. Ele também citou o apoio do pai, Danilo Santanna, que não só cede o barco para a equipe como o adaptou para competições.
Marcelo Bernd, do Clube dos Jangadeiros, foi o primeiro campeão do final de semana, conquistando a XI Regata em Solitário. Pilotando o barco Boa Vida IV, um Wind 44, um dos veleiros mais modernos da atualidade, Bernd, que também é campeão estadual de Kite Hydrofoil e disputou na classe Força Livre, superou outros 15 competidores para ficar com o título.
San Chico recebe o prêmio na 24ª Copa Cidade de Porto Alegre
“Foi a Regata em Solitário mais disputada da história”, disse Bernd. “Já participo desde 2005. Esta edição foi a mais numerosa e com competidores de alto nível técnico. O vento fraco facilitou para os barcos pequenos e mais leves. Consegui me manter perto deles até a montagem da boia em frente ao Parque Marinha do Brasil e, na volta, aos poucos consegui recuperar bem e passar dois fortes competidores que estavam na frente”.
O Jangadeiros também foi o vencedor na Regata Dupla Mista, com o barco Pazzo per Te, de Josiene e Fabrício Paim.
No Velejaço, que encerrou a Copa Cidade de Porto Alegre, o barco Yuca, de Flavio Hanke, levou o primeiro lugar e também ficou com o título na categoria Cruzeiro 23. Felipe Carvalho e a tripulação do Marina 4 ficaram com o título no Cruzeiro 35. Já na Delta 36, o vencedor foi João Pedro Wolff, com o barco Lampejo. Rubens Girardi, com seu Tibirro, foi o campeão na Multicasco.
Realizada no Clube dos Jangadeiros, a 24ª Copa Cidade faz parte das comemorações do aniversário de 246 anos de Porto Alegre, reunindo mais de 50 barcos de grande porte no Guaíba.
Drakkar recebe o prêmio na 24ª Copa Cidade de Porto Alegre
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A Marinha do Brasil receberá, entre os dias 25 de março e 1º de abril, no Porto do Rio de Janeiro, a etapa brasileira do evento Velas Latinoamérica 2018. O evento reunirá navios veleiros estrangeiros e o navio veleiro Cisne Branco, que estarão atracados entre os armazéns 1 e 7 do Cais do Píer Mauá. O público poderá visitar gratuitamente os grandes veleiros todos os dias, das 13h às 17h30.
Os veleiros participante são Fragata Libertad (Argentina), Dr Bernardo Houssay (Argentina), Esmeralda (Chile), Guayas (Equador), Juan Sebastián de Elcano (Espanha), Gloria (Colômbia), Unión (Peru), Capitán Miranda (Uruguai), Cuauhtémoc (México), Simón Bolivar (Venezuela), Sagres (Portugal), além do brasileiro Cisne Branco.
Cisne Branco
Unión
Simón Bolivar
Sagres
Capitán Miranda
Fragata Libertad
Juan Sebastián de Elcano
Guayas
Gloria
Esmeralda
Cuauhtémoc
Dr Bernardo Houssay
Com 76 metros de comprimento e 31 velas, o Cisne Branco foi construído em Amsterdã, na Holanda, para a comemoração dos 500 anos do Brasil. A embarcação representa a Marinha em grandes eventos náuticos e contribui na formação de marinheiros. Apesar de ter sistema de tecnologia avançada, o modelo faz as manobras de convés e vela exatamente como ocorriam no século 19.
Após a passagem pelo Brasil, que abre o itinerário do Velas Latinoamérica 2018, o evento percorrerá Punta del Este, Montevidéu, Buenos Aires, Ushuaia, Cabo de Hornos, Punta Arenas, Talcahuano, Valparaíso, Antofagasta, Callao, Guayaquil, Balboa, Curaçao, Cartagena de Indias, La Guaira, Santo Domingo, Cozumel e Veracruz, em setembro, quando será finalizado.
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A Triton Yachts divulgou as primeiras imagens da Triton 300 Sport que está em fase de finalização para estreia no Rio Boat Show 2018. O modelo conta com design mais moderno e esportivo comparando-se à embarcação de mesmo tamanho já lançada pela marca, a Triton 300 Classic. Acompanhando as mudanças do design exterior da lancha estão os estofamentos que também trarão um estilo diferenciado. Desempenho, otimização dos espaços externos e internos, podendo acomodar até 10 pessoas durante o dia e 4 para pernoite, são algumas das características prometidas pela marca no lançamento.
O Rio Boat Show acontece de 14 a 22 de abril, chegando em sua 21ª edição em 2018 consolidado como o maior salão náutico outdoor da América Latina. Serão nove dias de evento com reunindo fabricantes, distribuidores e revendedores do setor na Marina da Glória. Com barcos na água e a encantadora vista da Baía de Guanabara, os visitantes contarão com diversas atrações.
Os ingressos já estão a venda e podem ser comprados no site oficial do evento pelo valor de R$ 70, com validade para um dia de salão. A compra pode ser efetuada por boleto bancário e pelos cartões de crédito Visa ou Mastercard – a opção de compra com o American Express estará disponível na bilheteria do evento. Pontos de venda em todo o Rio de Janeiro também estão disponibilizando ingressos.
Anote aí!
RIO BOAT SHOW 2018
Quando? De 14 a 22 de abril Onde? Marina da Glória Horário?14/04 (primeiro dia) – Das 13h às 22h Dias de semana – Das 15h às 22h Fim de semana – Das 12h às 22h 22/04 (último dia) – Das 12h às 21h
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As temperaturas já começam a cair durante a sétima etapa da Volvo Ocean Race, percurso entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí (SC), no Brasil. As sete equipes que partiram no fim de semana da Oceania descem a todo vapor para o sul. A partir daí a situação deve ficar cada vez mais complicada, com termômetros beirando zero e ventos fortes!
“Já está muito molhado”, disse a brasileira Martine Grael, do team AkzoNobel. “Vai ficar muito mais frio também. Vamos ver como lidar com uma semana inteira molhada. Não vai ser fácil, mas estou ansiosa para entrar na ‘avenida’ que nos leva até a América do Sul”.
Segundo o Race Control, os termômetros já batem 10 graus na descida pelos mares da Oceania.
A equipe do AkzoNobel estava em segundo lugar na atualização da tarde desta terça-feira (20). O Vestas 11th Hour Racing lidera a prova de 7.600 milhas náuticas náuticas, mas os outros barcos estão tão rápidos quanto, velejando as últimas 24 horas mais de 500 milhas náuticas.
À medida que os barcos se aproximam das zonas de alta pressão, a direção do vento e o estado do mar ficam fora de alinhamento, de modo que o melhor timoneiro vai levar vantagem.
“Nós notamos que está começando a esfriar, especialmente a água”, disse Carolijn Brouwer, do Dongfeng Race Team. “Estamos indo direto para o sul de maneira bastante rápida – cerca de 20 nós. Há muito para avançar – isso é apenas um aquecimento, ou um resfriamento”.
A etapa é marcada por muito frio e passagem próxima à zona de exclusão do gelo. O vencedor pelos mares do sul ganhará pontuação dobrada quando cruzar a linha de chegada em Itajaí (SC).
“Essa perna provavelmente é a coisa mais gratificante e mais estressante que nós vamos pegar. É uma pressão geral. Sobre os patrocinadores, sobre mim, sobre relacionamentos … É muito difícil”, disse Dave Witt, líder do Sun Hung Kai / Scallywag, que está na lanterninha por enquanto da etapa.
Com a zona de exclusão de gelo situada abaixo de 50 graus sul, as equipes estão efetivamente reduzindo a distância que terão para navegar. Eles enfrentarão então uma semana desafiadora de tempo pesado com ventos entre 30 e 40 nós.
Os barcos devem chegar até 6 de abril ao Brasil.
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O Grupo Ferretti acaba de divulgar os detalhes de seu próximo iate Custom Line 106, que deve ser lançado ainda este ano. Na sequência do recente Custom Line 120, este modelo de 32,3 metros é resultado da parceria entre o Departamento de Engenharia da Ferretti e o estúdio Francesco Paszkowski Design.
“O Custom Line 106 marca mais um passo a frente para formar uma gama abrangente para os proprietários que querem espaços consideráveis, soluções tecnológicas de vanguarda, estilo e conforto”, afirmou Alberto Galassi, CEO do Grupo Ferretti.
O Custom Line 106 traz 220 m² de espaço interior e oferece espaço de armazenamento para jet. Outras áreas importantes incluem um terraço de 53 m² com hardtop integrado. “Como é fácil de ver no layout, nos esforçamos para quebrar as fronteiras entre o exterior e o interior”, disse Francesco Paszkowski. “As novas soluções técnicas e todos os aspectos das linhas externas e internas estão intimamente interligados, pois são partes de um único arranjo arquitetônico, com perfeito equilíbrio entre as formas e funções”, finalizou.
A embarcação conta com acomodações para até 12 pessoas, divididas em cinco camarotes, incluindo uma suíte master no convés principal que mede 6,5 m de largura (boca) e vem com uma varanda dobrável opcional. No convés inferior, dois camarotes VIP e dois duplos com camas Pullman completam o layout para hóspedes. A decoração interior visa equilibrar a formalidade com contrastes de cores distintas, enquanto o sistema de entretenimento pode ser controlado via iPad.
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Enquanto os sete veleiros participantes da Volvo Ocean Race, a maior regata da volta ao mundo, enfrentam percurso de 7,6 mil milhas náuticas de Auckland, na Nova Zelândia, até o Brasil, a cidade que receberá o evento entre 5 e 22 de abril já inicia os preparativos para a montagem oficial da estrutura. Começaram a ser instalados em Itajaí, no Litoral-Norte de Santa Catarina, o pavilhão gastronômico e cultural e a base do centro de eventos e área comercial do Itajaí Stopover, local que será a sede oficial da “fórmula 1 dos mares” em abril.
Nos próximos dias, chegarão os 129 contêineres que trarão os materiais e estrutura oficial da Volvo Ocean Race mundial, de Hong Kong até o litoral brasileiro, com os jogos educacionais, áreas de entretenimento, acolhimento e manutenção das embarcações. Além disso, serão finalizadas as instalações hidráulicas e elétricas da Vila da Regata. Itajaí (SC) representa o Brasil nesta etapa do evento e é a única parada da América Latina. A expectativa é que a Volvo Ocean Race atraia mais de 400 mil pessoas e movimente R$ 82 milhões para o país. Mais do que uma competição esportiva, a “fórmula 1 dos mares” é reconhecida há mais de 50 anos pela sua vocação em conscientização social, educacional e sustentável.
Por onde passa, promove atividades que visam o desenvolvimento das comunidades de maneira simples, através da união de esforços e ações transformadoras. “Limpeza dos rios, aulas especiais em escolas, atividades gratuitas que somam tecnologia, educação e meio ambiente, entre tantas outras iniciativas fazem parte do proposto pela Volvo Ocean Race. Tudo isso deixa uma herança cultural, educacional e social muito grande, alteram o meio como um todo e contribuem positivamente para o desenvolvimento do Brasil”, afirma o presidente do Itajaí Stopover, Evandro Neiva. Além disso, a Volvo Ocean Race no Brasil terá espaço para mais de 80 atrações musicais, artísticas, gastronômicas e de entretenimento.
A previsão é que os primeiros veleiros apareçam no litoral brasileiro a partir de 8 de abril. A maior expectativa é a chegada de Martine Grael, única brasileira a participar desta edição da maior regata à vela do planeta. A medalhista olímpica e campeã mundial, integra a equipe AkzoNobel, é filha do bicampeão olímpico Torben Grael e deve ser recebida pela família na chegada ao Brasil.
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