Primeira balsa movida a hidrogênio do mundo é entregue para operação


A operadora norueguesa de balsas Norled recebeu a primeira balsa movida a hidrogênio líquido do mundo, a MF Hydra. A incrível novidade foi projetada pela empresa de design e engenharia, também norueguesa, LMG Marin, e construída no estaleiro Westcon.
Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações
A balsa, de 82,4 metros de comprimento, tem capacidade para até 300 passageiros e 80 carros. A velocidade prometida é de 9 nós, e o desempenho se dá graças à duas células de combustível de 200 kW, além da dupla de geradores de 440 kW. Ela alimentarão propulsores Shottel, de acordo com a empresa.
A primeira balsa movida a hidrogênio entregue no mundo está equipada com um tanque de 80 cbm (ou 80 metros cúbicos) para armazenamento do combustível e, de acordo com a LMG Marin, estará pronto para partir “assim que o abastecimento estiver disponível — esperançosamente nos próximos meses”.
Leia também
» Projeto realizará ação de limpeza na Ilha do Mel, no Paraná. Confira
» Fabricante sueco lança motor elétrico que promete menos ruído e mais durabilidade. Veja
» Família flagra baleias durante passeio de lancha em Santa Catarina. Confira as imagens
A operadora Norled já selecionou a empresa de gás industrial e energia Linde para fornecer hidrogênio líquido à embarcação. A expectativa, agora, é de que a balsa movida a célula de combustível reduza suas emissões anuais de carbono em até 95%, de acordo com a empresa.
O hidrogênio líquido será fornecido pelo novo eletrolisador de 24 MW da Linde, no Complexo Químico Leuna, na Alemanha, que usará a tecnologia de membrana de troca de prótons (PEM) para produzir hidrogênio verde.
A balsa está programada para navegar na rota triangular entre Hjelmeland Skipavik e Nesvik, na Noruega.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão a jornalista Maristella Pereira.
Não perca nada! Clique aqui para receber notícias do mundo náutico no seu WhatsApp
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Novo acesso, próximo à Baía de Babitonga, foi entregue no último sábado (18). Objetivo é ampliar o fluxo de embarcações de pesca e lazer
Dois wakesurfers profissionais acoplaram um patinete elétrico à moto aquática, que agora consegue acelerar no asfalto
Trajeto de 7,5 km é feito dentro da água, costeando a lagoa em uma experiência imersiva que envolve belas paisagens e a presença de animais nativos
Batizada de Cangarda, embarcação de 125 anos de história já serviu à Marinha Real Canadense na 2ª Guerra Mundial e foi afundada em 1999
Única equipe brasileira na regata de volta ao mundo, o veleiro comandado por José Guilherme e Luiz Bolina venceu a categoria Sharp e terminou em 3º lugar na classificação geral




