Inclusão e diversão: projeto Praia Para Todos leva pessoas com deficiência às águas
Programa gratuito oferece atividades de lazer e esporte e está espalhado por cinco praias no Rio de Janeiro


Embora as praias sejam públicas, o acesso nem sempre é universal. Pessoas com deficiência, por exemplo, enfrentam barreiras de locomoção que dificultam o lazer à beira-mar. Para transformar essa realidade, o projeto Praia Para Todos atua desde 2008 promovendo atividades inclusivas para que todos possam aproveitar o ambiente com igualdade e, acima de tudo, alegria.
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A iniciativa gratuita atua no Rio de Janeiro, nas praias Barra da Tijuca, Copacabana, Ipanema, Recreio dos Bandeirantes e Flamengo. Por lá, é oferecido lazer e esporte para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, para que desfrutem do oceano com segurança e acessibilidade.


O projeto oferece uma infraestrutura mínima composta por vagas reservadas nas vias de acesso à praia, rampas de acesso, esteira na areia para passagem de cadeira de rodas, piso tátil e sinalização sonora para pessoas com deficiência visual e auditiva. Também há sanitários acessíveis e outros itens adaptados, como em cadeiras e tendas.


Uma nova chance
Quem avistar uma tenda amarela em uma dessas 5 praias já sabe: ali tem o Praia Para Todos. Além da oportunidade de aproveitar um banho de sol e de mar com ajuda de instrutores do projeto, a iniciativa proporciona atividades físicas e desportivas, como:
- Vôlei sentado;
- Piscina infantil;
- Surf adaptado;
- Frescobol adaptado;
- Stand up adaptado;
- Handbike;


Por meio dessas atividades, pessoas como a Alice Olívia, que foi beneficiada pelo projeto, podem voltar a ir à praia mesmo com a mobilidade reduzida. Em reportagem da emissora Canção Nova, ela contou que sofreu um acidente que a impedia de visitar o local. Graças à iniciativa, a mulher pôde voltar ao ambiente que mais gostava.
Antes do acidente eu vivia na praia, depois eu fiquei um ano sem praia. Primeira vez que eu vim, eu chorei. É muito bom, muito bom mesmo– declarou Alice


Assim como Alice, quem também já pôde ser ajudado pelo programa é o famoso dançarino e coreógrafo Carlinhos de Jesus, que se recupera de uma doença crônica e utiliza cadeira de rodas para se locomover, embora consiga dar alguns passos — e, como bom dançarino, bailar um pouquinho. Com suporte dos instrutores, ele foi levado até a água e, com o uso de boias, flutuou (como mostra o vídeo abaixo).
Liberdade, possibilidade, acessibilidade, empatia, carinho e essa água maravilhosa. Muito bom– resumiu Carlinhos
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Porque todos merecem
O Instituto Novo Ser é a instituição criadora e promotora do Praia Para Todos. Ela não tem fins lucrativos. Segundo o projeto, são atendidos, em média, 50 pessoas por dia em cada local, com mais de 3.500 atendimentos diretos desde 2008.


“É fundamental reconhecer a ideia de que as pessoas com deficiência apresentam limitações de ordem física, sensorial ou intelectual, mas não em sua capacidade, talento e personalidade, os quais devem ser valorizados”, diz o site oficial do programa.


No mesmo site, inclusive, é possível se candidatar para ser voluntário do projeto, podendo atuar tanto na ajuda com as pessoas quanto como fotógrafo ou em outras iniciativas do Novo Ser. O instituto também aceita doações, com direito a brindes a partir de certo valor.
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