SailGP: etapa da Nova Zelândia é marcada por grave acidente e 11º lugar do Brasil

“Fórmula 1 da Vela” teve fim de semana com fortes ventos e incidente que feriu dois atletas; assista ao vídeo

18/02/2026
Colisão entre o barco da França e da Nova Zelândia deixou dois feridos na 2ª etapa do SailGP. Foto: Instagram @sailgp/ Reprodução

Intensidade. Essa palavra resume muito bem a etapa de Auckland do SailGP, que terminou neste domingo (15). A disputa foi marcada por ventos fortes e pelo acidente chocante entre os catamarãs da Nova Zelândia (anfitriã) e da França. O Mubadala Brazil SailGP Team, por sua vez, terminou o circuito neozelandês na 11ª colocação.

A segunda etapa da temporada 2026 realmente não foi nada tranquila: logo no primeiro dia de disputas, os times da Nova Zelândia (Black Foils) e da França (DS Team France) entraram em colisão em alta velocidade, o que causou danos severos aos barcos e deixou dois atletas feridos. Os competidores foram prontamente atendidos e encaminhados para avaliação médica. Veja o momento:

 

 

No vídeo, é possível notar que barco francês passou por cima do veleiro da equipe da casa, causando danos graves em ambas as embarcações, que ficaram presas uma a outra — uma imagem realmente assustadora. Em comunicado oficial, a organização do SailGP informou que os dois países não participarão da próxima etapa, marcada para o próximo fim de semana (27 de fevereiro a 1º de março), em Sydney, na Austrália.

Momento exato do acidente entre os barcos da Nova Zelândia e da França. Foto: SailGP/ Divulgação

A equipe neozelandesa informou que Louis Sinclair, grinder da Nova Zelândia, recebeu tratamento para fraturas expostas em ambas as pernas, mas segue estável, já em casa. Já Manon Audinet, marinheira francesa, sofreu uma contusão abdominal e permanece em observação médica por precaução. Ela está se recuperando bem, segundo o mesmo comunicado.

Condições de vento extremas

Mesmo na segunda etapa da temporada, já dá para afirmar que Auckland não sairá tão cedo da memória dos competidores, sendo marcada como uma das mais intensas do SailGP — não apenas pelo acidente. Os ventos com rajadas a 55 km/h e velocidades ultrapassando os 100 km/h na água são prova disso.

Mubadala Brazil ficou em 11º na etapa da Nova Zelândia no SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

Sob condições extremas, foi mais difícil domar o catamarã F50, veleiro padrão da competição. A vitória ficou com a Austrália (BONDS Flying Roos), seguida pela Emirates Great Britain (Grã-Bretanha) e pela equipe espanhola Los Gallos. Já o Mudabala Brazil ficou na 11ª posição, à frente apenas dos times suíço e italiano. Na colocação geral, a flotilha verde e amarela está em penúltimo lugar (12º).

Em uma raia técnica e com ventos intensos, o time liderado pela bicampeã olímpica Martine Grael evoluiu ao longo das regatas. No primeiro dia, o Brasil conquistou a 7ª colocação na primeira corrida e encerrou o segundo circuito na 11ª posição, enfrentando condições desafiadoras.

Barco brasileiro em Auckland. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

No segundo dia, disputado sob ventos ainda mais fortes e com a introdução do novo formato de flotilha dividida (“split fleet”), o Mubadala Brazil SailGP Team apresentou um desempenho sólido, terminando ambas as regatas em 5º lugar em seu grupo.

Foi um fim de semana muito intenso em todos os sentidos– declarou Martine Grael

Martine Grael durante etapa na Nova Zelândia do SailGP. Foto: Instagram @mubadalabrasailgp/ Reprodução

“Primeiro, ficamos muito sensibilizados com o acidente e torcendo pela rápida recuperação de todos os envolvidos. Dentro d’água, tivemos condições bastante desafiadoras, mas conseguimos dar passos importantes na evolução do time”, apontou a capitã da equipe brasileira.

Os resultados do segundo dia mostram que estamos no caminho certo, ganhando mais consistência e confiança– completou a brasileira

A etapa marcou também a presença da paulista Marina Arndt como atleta reserva, somando mais uma brasileira ao time.

Próxima parada: Austrália!

Com exceção da França e da Nova Zelândia, todas as equipes têm um próximo destino relativamente próximo no SailGP: Sydney, cidade da Austrália. A etapa ocorrerá entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março, no último GP da perna da Oceania.

Opção mais tradicional de ingressos para a etapa Rio do SailGP 2026 é a Waterfront Grandstands. Foto: Gary Oakley / SailGP

Na sequência, o campeonato desembarca no Rio de Janeiro, no Brasil, para um momento histórico: o Enel Rio Sail Grand Prix, que será disputado nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara. Essa será a estreia do SailGP na América do Sul e a primeira vez que o time brasileiro competirá em casa diante de sua torcida. Os ingressos já estão disponíveis.

 

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