Quanto maior, melhor? No Boat Show de Foz, Fibrafort aposta em barco de 42 pés
A Fibrafort escolheu sua maior lancha, a F420 Gran Coupé, para a primeira edição do Foz Internacional Boat Show. A Focker 388 GT e a recém-lançada Focker 300 GT completam a escalação do time atracado no Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI) até 26 de novembro.
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Coordenador de negócios da Fibrafort, Thiago Luís Fagundes conta que, embora algumas pessoas questionem a escolha de um barco de 42 pés para navegar em águas doces, ele já tem a resposta na ponta da língua: “esse paradigma já vem sendo quebrado há muito tempo, em várias regiões do Brasil.”


Thiago ressalta que “o barco não é necessariamente só um meio de transporte, ele é um lazer. Você passa o dia, pernoita… então você tem muita estrutura embarcada. E, quanto maior o barco, mais te estimula a estar nele”, explica.
Aqui no ICLI já comercializamos mais de 15 F420 Gran Coupé . Há um volume grande aqui desse modelo– Thiago Luís Fagundes, coordenador de negócios da Fibrafort


O estaleiro de Itajaí, em Santa Catarina, já soma mais de mais de 30 anos de tradição no mercado náutico. A empresa possui uma variada gama de modelos, que vão de 18 a 42 pés. Atualmente, mais de 18 mil barcos já foram produzidos e comercializados pela Fibrafort, tanto no país quanto para o mercado internacional.
Grande parte do volume de produção da Fibrafort é destinado às pessoas que navegam em águas doces, como em Itaipu– Thiago Luís Fagundes, coordenador de negócios da Fibrafort


Para além da F420, outro modelo que chama atenção no estande da marca é a Focker 300 GT, recém-lançada no São Paulo Boat Show 2023 — e pela primeira vez em exposição na água. Aliás, o visitante que quiser conhecer melhor as embarcações, pode fazer um test-drive dos barcos que fazem sucesso em Itaipu.
Se você andar aqui pelo clube, vai ver que a maioria [das embarcações] é Focker– Thiago Luís Fagundes, coordenador de negócios da Fibrafort
Lanchas Fibrafort no Foz Internacional Boat Show
F420 Gran Coupé
Maior lancha da Fibrafort, a F420 Gran Coupé tem 42 pés e foi projetada para ter uma navegação equilibrada, com ângulo do casco pensado para cortar melhor as ondas e melhorar o tempo de planeio e navegabilidade. Na cabine, um dos pontos altos da embarcação é a vasta entrada de luz natural, além da altura de 1,90 m, que se repete também no banheiro e na suíte do barco.


Com capacidade para até 14 pessoas durante o dia e 4 no pernoite, a embarcação de 12,8 m (3,80 m de boca) tem uma cama de casal na proa e mais duas camas na popa com opção de complemento para casal. A lancha pode navegar com dois motores a diesel de 300 a 380 hp ou a gasolina, de 350 a 380 hp.
Focker 388 Gran Turismo
Com capacidade para 15 pessoas, a Focker 388 GT possui 11,57 m de comprimento, escada com alças para facilitar a volta da água para o barco e plataforma submergível. O espaço gourmet traz churrasqueira e solário rebatível.


Focker 300 Gran Turismo
Grande novidade da Fibrafort, a Focker 300 GT possui um painel composto somente por telas, sem teclas. Através dele, é possível controlar as principais funções do barco de 30 pés, como luzes, tanque de combustível e bomba de porão. O modelo tem 9,10 m de comprimento, 2,80 m de boca e cabine de 1,77 metros de altura.


A embarcação tem espaço gourmet funcional completo na popa e, ao todo, até 12 passageiros podem passear a bordo do barco, sendo que 4 conseguem aproveitar o pernoite. Para navegar, a lancha tem duas opções de motorização: um motor centro-rabeta de 300 a 380 hp ou um motor de popa de 300 a 350 hp.
1º Foz Internacional Boat Show 2023
O mais novo encontro entre nações e barcos já está acontecendo no oeste do Paraná, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina!
O 1º Foz Internacional Boat Show traz embarcações na faixa dos 40 pés — a maioria delas disponível para test-drive — e cerca de 30 marcas para as águas doces do charmoso Lago de Itaipu.


Cerca de 15 mil visitantes devem passar pelo evento que marca o primeiro salão internacional com a chancela Boat Show, em uma parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo, a Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, a usina hidrelétrica Itaipu Binacional, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a Acobar.
O Foz Internacional Boat Show tem apoio também da Adetur (Agência de Desenvolvimento Cultural e Turístico da Região Cataratas do Iguaçu e Caminhos ao Lago de Itaipu).
FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW
Anote aí!
Quando: De 23 a 26 de novembro de 2023
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020, Jardim Porto Dourado, Foz do Iguaçu – PR)
Horário: 16h às 22h
Saiba mais no site oficial do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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