Com novas cores, Sea-Doo exibe modelos de jets da linha 2025 no Boat Show de Foz

Seis motos aquáticas e dois off-road da Can-Am são destaque da marca no evento náutico, que segue até 1º de dezembro

30/11/2024
Daniel Canzian, representante da BRP pela Motonáutica Powersports, ao lado da RXT-X 325. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica

O Lago de Itaipu virou o point dos fãs de jets Sea-Doo durante o Foz Internacional Boat Show. Além da expedição de jet, que contou com diversas motos aquáticas da marca, a empresa exibe em seu estande no salão náutico produtos da BRP, com destaque para itens da linha 2025.

A Motonáutica Powersports, representante BRP na região, foi a responsável por levar os jets Sea-Doo ao Boat Show de Foz — bem como veículos off-road da Can-Am.

Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica

Daniel Canzian, diretor da Motonáutica, contou à NÁUTICA sobre a procura dos clientes por jets na região. Segundo ele, um dos modelos da marca que o público mais compra — seja em eventos ou fora deles — é o GTX 170, presente no salão.

Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica

Canzian diz que os clientes gostam do casco ST3 — um tipo de casco grande. No salão, a Sea-Doo traz outra moto aquática com essa característica: o RXT-X com 325 hp.

RXT-X 325, à esquerda. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica
RXT-X 325. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica

Para Daniel, a demanda pelos jets se dão pelo desempenho, consumo e design do produto. O diretor também comentou sobre o Explorer 230, único da linha 2024 no estande da empresa.

É um jet específico para fazer passeios longos, para expedição. Este é um jet perfeito para ter feito a expedição que veio até aqui no Boat Show de Foz– Daniel Canzian

Novas cores, mesma eficiência

O grande destaque da Sea-Doo no Boat Show de Foz é o RXT-X 325. Segundo Canzian, o motivo criou expectativa até entre as concessionárias: a nova cor. O jet, em sua maioria dourado, possui assentos vermelhos e detalhes em cinza e preto.

RXT-X 325. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica

Ficou uma cor bem diferente, que nunca teve na linha. A expectativa de ver a cor pessoalmente, de todos os nossos clientes da região, era muito grande– Daniel Canzian

Além dos já citados RXT-X 325, GTX 170 (modelo 2025) e Explorer 230, até o dia 1º de dezembro a Motonáutica Powersports exibe no evento o RXP-X 325, Sea-Doo Wake 170 e 230, todos em cores novas para todo o público conhecer — além dos UTV e ATV da Can-Am.

Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica
Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica
RXT-X 325. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica

Aqui na região, é mais procurado o UTV utilitário — no caso, o Defender — e também os quadriciclos, para usar em condomínios e muitas vezes em trilha, também– Daniel Canzian

O representante da Sea-Doo também celebra os resultados da empresa desde o último Boat Show de Foz, em 2023, até agora, principalmente graças à grande visibilidade que os eventos oferecem.

UTV da Can-Am. Foto: Descio Oliveira/ Revista Náutica

Foz Internacional Boat Show 2024

A segunda edição do Foz Internacional Boat Show chegou! Com lanchas, pontoons, jets, motores, equipamentos e acessórios, o salão náutico paranaense atraca de 28 de novembro a 1º de dezembro no Iate Clube Lago de Itaipu, o “mar doce” da região.

Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Realizado no oeste do Paraná, o evento acontece sobre as águas doces de Foz do Iguaçu e conta com a 2ª edição do Congresso Internacional Náutica, test-drive de embarcações, atrações de vela, expedições de jet, campeonato de pesca e milhares de apaixonados pelo universo náutico nas águas navegáveis do Lago de Itaipu.

 

Além disso, o salão ocorre na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, e pertinho das Cataratas do Iguaçu, uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo! O Foz Internacional Boat Show tem apoio do Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Turismo e Viaje Paraná, da Itaipu Binacional e Itaipu Parquetec.

 

Anote aí!
2º FOZ INTERNACIONAL BOAT SHOW

Quando: De 28 de novembro a 1º de dezembro de 2024
Onde: Iate Clube Lago de Itaipu (R. Inacio Reuter Sottomaior, 1020 – Jd Porto Dourado)
Horário: Das 15h às 22h
Mais informações: site oficial do Foz Internacional Boat Show

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Tags

    Relacionadas

    Veleiro de luxo navega no Rio Nilo como nos tempos dos faraós do Egito

    Agência oferece passeio em dahabiyas, tradicional embarcação que remonta a experiência de navegar pelo Egito Antigo

    Iate Custom Line Saetta, de 128 pés, é lançado na Itália

    Embarcação de luxo com casco planante foi construída pelo Grupo Ferretti e lançada ao mar em Ancona

    Conesul e Vale do Ivinhema: o novo horizonte do turismo náutico brasileiro

    Com planejamento e cooperação regional, rios do Mato Grosso do Sul abrem caminho para novos destinos náuticos e oportunidades de desenvolvimento sustentável

    Contagem regressiva! Salvador Boat Show chega à 3ª edição

    Maior evento náutico da Bahia movimenta a Baía de Todos-os-Santos dos dias 5 a 8 de novembro; Saiba o que esperar do salão

    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.