Sea-Doo entra no mercado de pontoons e adiciona novos modelos de jet à linha Fish Pro 2022

Por: Redação -
13/08/2021

A Sea-Doo está entrando em uma nova era com o lançamento do Sea-Doo Switch 2022, um pontoon totalmente novo que combina o espírito e a diversão da Sea-Doo com a versatilidade e estabilidade de uma plataforma de pontoon.

“Ao longo dos anos, provamos que a BRP é capaz de desestabilizar o setor criando novos segmentos. Nossa equipe fez isso mais uma vez com o Sea-Doo Switch, que vai revolucionar o mercado de pontoons. O Switch está posicionado de forma única para atrair novos participantes e uma geração mais jovem”, mencionou José Boisjoli, presidente e CEO da BRP.

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De acordo com a marca, o Switch é diferente de tudo o que já foi lançado e foi construído especificamente para mudar a realidade do que a vida na água pode ser. A plataforma inovadora e adaptável fornece a flexibilidade para atender aos sonhos de todos os tipos de amantes da água recreativa com um design totalmente novo e modular, facilidade de passeio e preço acessível.

“É um pontoon dinâmico com o coração de uma Sea-Doo, e seu design de convés de mudança rápida pode ser completamente reconfigurado para se adequar a uma viagem de pesca pela manhã, a um piquenique em família ao meio-dia e uma sessão de wakeboard à noite”, disse Annick Lauzon, diretor de marketing global Sea-Doo e Ski-Doo da BRP.

Talvez seu maior diferencial – além do sistema de propulsão a jato Rotax e do sistema de direção do guidão inspirado na Sea-Doo – é que todo o convés é feito de ladrilhos configuráveis. Apenas o comando é estacionário e o resto do layout pode ser alterado em segundos para acomodar qualquer aventura com os ladrilhos de fixação rápida LinQ fáceis de colocar e tirar. Existem quase 100 opções disponíveis, permitindo que as pessoas adicionem ou removam assentos, mudem a localização das mesas e muito mais.

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Em sua essência, o Sea-Doo Switch permanece inegavelmente Sea-Doo, tanto acima quanto abaixo da linha d’água. Um casco triplo garante que a diversão esteja no centro da experiência, com estabilidade e agilidade, permitindo que as pessoas se inclinem nas curvas e abram caminho na água. Ele também adiciona aquela onda de empolgação e um comportamento dinâmico, além de apresentar o aclamado Sea-Doo iBR (freio e ré inteligente) – tornando-o o primeiro pontoon com freios – o que lhe confere um dos as experiências de encaixe mais intuitivas do setor.

Já disponível para pré-venda, o Sea-Doo Switch começa em US$ 17 999 e também vem em duas opções de pacote de upgrade: o Cruise e o Sport, com comprimentos que variam de 13 a 21 pés. Cada um possui opções de potência ROTAX jet-drive de 100 a 230 hp. Uma visão geral completa da programação pode ser encontrada no site oficial da marca.

Além do lançamento do Sea-Doo Switch, a BRP também está adicionando dois novos modelos de motos aquáticas FISH PRO à sua linha, expandindo ainda mais o segmento de rápido crescimento da pesca de motos aquáticas. O FishPro Trophy 170 totalmente carregado baseia-se no popular e comprovado FishPro 170, adicionando um poço vivo de conexão rápida e sistema de lavagem integrado, assento de pesca giratório modular, sistema de ancoragem, sistema de bateria avançado, localizador de peixes com tela de toque Garmin 7 ”e sistema de navegação.

Também se juntando à linha Sea-Doo Fish Pro está o FishPro Scout 130. O Scout 130, que é baseado na versátil plataforma Sea-Doo GTI, vai além para criar uma opção acessível para o pescador ocasional ou mulher que busca recreação lúdica e um grande experiência de pesca. Inclui o essencial para a pesca, como um refrigerador de pesca LinQ 51l redesenhado, suportes de haste ajustáveis ​​no refrigerador e nas montagens dianteiras, sistema Garmin de 6 ”e acessórios de armazenamento adicionais.

Além de todas as novidades da BRP para 2022, o aplicativo BRP GO! estará disponível para uso na água, aprimorando esta experiência, e em breve será oferecido nas lojas de aplicativos para download. Ele permitirá a visualização e o controle de aplicativos relevantes para smartphones diretamente no medidor usando o teclado de controle montado no guidão enquanto o telefone está guardado. Incluirá um mapeamento interativo na água, e os pilotos poderão criar e compartilhar rotas, convidar amigos para cavalgar e seguir outras pessoas no mapa.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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