Sino centenário é recuperado de navio naufragado em 1908
Objeto estava no Star of Bengal, segundo naufrágio mais mortal da história do Alasca, que deixou 110 mortos


Um artefato que carrega consigo parte da história — e de uma tragédia — foi retirado das profundezas do oceano no último mês de maio. Trata-se do sino do navio Star of Bengal, naufragado em 1908 nas águas do Alasca. A tragédia é considerada o segundo naufrágio mais mortal da região, com 110 vítimas fatais.
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Com mais de 150 anos de idade, o sino foi resgatado durante uma expedição voluntária organizada por moradores locais. O objetivo inicial era mapear e identificar o local do naufrágio, mas a equipe também conseguiu içar o objeto histórico.


Agora, a peça será submetida a um tratamento especializado para evitar a chamada “doença do bronze” — um processo intenso de corrosão causado pelo longo contato com a água salgada. O custo estimado da restauração é de até US$ 10 mil (cerca de R$ 55 mil, na cotação de junho de 2025).
Após o processo de recuperação, o sino será entregue ao Museu Wrangell, no Alasca, onde ficará exposto ao público.
Tragédia marcada na história do Alasca
O naufrágio do Star of Bengal ocorreu em 20 de setembro de 1908, nas proximidades da Ilha Coronation, durante uma forte tempestade. A embarcação estava sendo rebocada em direção a San Francisco quando os ventos violentos causaram seu afundamento.
O episódio se torna ainda mais dramático ao revelar que a maior parte das vítimas eram trabalhadores de uma fábrica de conservas, que eram transportados pelo navio. Segregados da tripulação, eles estavam trancados no porão dianteiro e não conseguiram escapar da embarcação.


Pelo número de mortos e pela gravidade do ocorrido, o naufrágio do Star of Bengal é considerado o segundo pior da história do Alasca, ficando atrás apenas do desastre com o Princess Sophia, em 1918, que resultou na morte de 343 pessoas.
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