A mais bonita do mundo? Nota de mil rúpias das Maldivas destaca a vida marinha

Cédula tem tartaruga-verde no anverso e tubarão-baleia no reverso, que reforçam a biodiversidade da região

07/04/2026
O tubarão-baleia pode ser visto quase o ano todo em algumas regiões das Maldivas. Foto: Instagram @2travell / Reprodução

Cada vez mais raras nos bolsos, as cédulas de dinheiro seguem tendo o seu valor. Embora os meios de pagamento digitais as tenham ofuscado, elas vão além do poder de compra e ajudam a contar histórias. Nas Maldivas, uma delas chama atenção pela beleza: a nota de mil Rufiyaa (ou rúpias), a cédula de maior valor do país.

O charme da nota se dá pelo destaque à vida marinha. Enquanto uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) se apresenta no anverso, um belo tubarão-baleia (Rhincodon typus), o maior peixe do mundo, é destaque no reverso, em tons de azul e verde. O animal é comum nas águas das Maldivas — especialmente no sul do arquipélago, onde pode ser visto quase o ano todo — e símbolo protegido do ecoturismo do país. Veja em detalhes:

 


A nota, aliás, atua como uma espécie de “branding nacional”, uma vez que sua estampa foi pensada para reforçar o turismo de mergulho da região, ao passo que valoriza a biodiversidade e posiciona as Maldivas como destino ecológico.

Foto: International Bank Note Society / Reprodução

Produzida em polímero, a cédula não rasga fácil, além de ter maior resistência a água. Assim como nas notas brasileiras, ela traz áreas transparentes, desenhos ocultos e microdetalhes — estes, inspirados em ondas e corais.


A nota de mil rúpias equivale a pouco mais que R$ 330, com base em conversão feita em março de 2026. Além da tartaruga-verde e do tubarão-baleia, outras notas maldivas dão ênfase aos animais marinhos, como o peixe recifal na nota de 10 rúpias; os peixes de recife coloridos, na nota de 20; o ambiente de recife, na nota de 50; as tartarugas-marinhas nas cédulas de 100; e os golfinhos nas de 500 rúpias.

Animais marinhos também são destaque nas cédulas brasileiras

O Brasil também reforça a sua fauna por meio de suas cédulas. Um pouco do Cerrado brasileiro, por exemplo, pode ser observado na mais recente delas, a de R$ 200, com o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus).

Foto: Banco Central do Brasil / Divulgação

A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), por sua vez, também conhecida como tartaruga-legítima — espécie criticamente ameaçada de extinção devido à caça indiscriminada — , é uma figura bastante conhecida da nota de R$ 2.

Foto: Banco Central do Brasil / Divulgação

Já a cédula de R$ 5 estampa uma bela garça-branca-grande (Ardea alba), ave comum em áreas alagadas, rios e manguezais de todo o país, ao passo que a de R$ 10 também explora outra ave: a arara-vermelha-grande (Ara chloroptera), típica da fauna brasileira e símbolo da biodiversidade amazônica.

Foto: Banco Central do Brasil / Divulgação

Nossos R$ 20 são representados pelo mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), um primata nativo da Mata Atlântica brasileira. Já a poderosa onça-pintada (Panthera onca) da nota de R$ 50 tem até nome: Gabi. O animal, nascido em 2002 no zoológico do Rio de Janeiro, foi fotografado durante três meses para servir de modelo para a nova família de cédulas do real.

Foto: Banco Central do Brasil / Divulgação

Fechando a lista, a garoupa-verdadeira (Epinephelus marginatus) é o peixe que estampa o verso da nota de R$ 100, simbolizando a biodiversidade marinha e alertando para a conservação da espécie, que também enfrenta riscos de extinção devido à pesca excessiva.

 

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