Do tamanho de um prédio de 6 andares: conheça 5 dos maiores peixes do mundo

Animais que surpreendem pelas dimensões gigantes estão em sua maioria ameaçados de extinção

30/07/2024
Tubarão-baleia. Foto: Envato

O mar abriga grande parte das criaturas mais fascinantes da Terra. Quando se fala nos maiores animais do mundo, então, não é preciso esperar muito para uma grande baleia vir à mente. Mas, além dessas gigantes, os oceanos também abrigam peixes que em nada ficam para trás quando o assunto são as grandes dimensões. Há uma espécie, inclusive, que pode alcançar o tamanho de um prédio de seis andares.

No foco do fascínio de pesquisadores e — infelizmente — na mira da pesca excessiva e da poluição dos mares, esses animais refletem o quão impressionante o fundo do mar pode ser. Para mergulhar nessa ideia, confira, a seguir, cinco dos maiores peixes do mundo.

5 maiores peixes do mundo

Tubarão-baleia

Considerado o maior peixe do mundo, podendo atingir mais de 12 metros de comprimento — o equivalente a um prédio de seis andares — e pesar até 21 toneladas, o tubarão-baleia (Rhincodon typus) é um “filtrador”, uma vez que se alimenta principalmente de plâncton, pequenos peixes e crustáceos. O animal, inclusive, nada com a boca aberta, de forma a filtrar a água e capturar seu alimento.

 


Apesar do tamanho, a espécie que vive em águas tropicais e temperadas quentes surpreende pela tranquilidade e não representa ameaça aos humanos — inclusive, é conhecido por sua curiosidade e interação pacífica com mergulhadores.

 

Atualmente, o tubarão-baleia está listado como espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), devido à pesca excessiva e ao comércio de barbatanas.

Peixe-remo gigante (Regalecus glesne)

Popularmente chamado de ‘peixe do fim do mundo’, o peixe-remo gigante (Regalecus glesne) pode atingir mais de 11 metros de comprimento. É um dos peixes mais longos do mundo, mas é relativamente leve em comparação a sua extensão: 270 kg.

Foto: Wikimedia Commons

Seu apelido popular vem do folclore japonês, que diz que a espécie sobe à superfície sempre que um abalo sísmico está prestes a ocorrer. Seu habitat natural, porém, são as águas profundas, geralmente entre 200 e 1.000 metros de profundidade.


O peixe-remo não está listado como ameaçado, mas poucos são os dados sobre suas populações, uma vez que vive em condições profundas, de difícil acesso. Por enquanto, sabe-se que suas principais ameaças incluem captura acidental em redes de pesca de arrasto e poluição marinha, além das mudanças climáticas.

Esturjão-beluga (Huso huso)

Considerado o maior peixe de água doce do mundo, o Esturjão-beluga (Huso huso) pode atingir até 7,2 metros de comprimento e pesar cerca de 1,5 toneladas. O animal vive principalmente em grandes rios, assim como em áreas costeiras do Mar Cáspio, Mar Negro e Mar de Azov.

A espécie, que surgiu de dinossauros há 200 milhões de anos, atualmente é considerada pela IUCN criticamente ameaçada. Um dos motivos se dá pelo seu método de reprodução, que consiste na desova em rios de água doce.

 

Conhecidos como caviar beluga, os ovos são altamente valorizados e considerados um dos mais luxuosos tipos de caviar.

Esturjão-beluga capturado em 1932. Foto exibida em matéria de João Lara Mesquita, do Mar sem Fim

Peixe-serra gigante

Um peixe-serra gigante (Pristis pristis) pode atingir até 7 metros de comprimento e pesar mais de 600 kg. Seu focinho alongado e achatado traz dentes serrilhados, que se assemelham a, justamente, uma serra (ou rostrum) — característica que pode constituir até 20% do comprimento total do peixe.

Foto: Simon Fraser University – University Communications / Wikimedia Commons / Reprodução

A espécie costuma viver em águas costeiras rasas — tanto salgadas quanto doces — , estuários e rios, muitas vezes em regiões de manguezais. O peixe-serra gigante se alimenta principalmente de peixes e invertebrados bentônicos e usa seu rostrum para escavar no fundo do mar e atordoar presas.

Foto: J. Patrick Fischer / Wikimedia Commons / Reprodução

Um fato curioso sobre a espécie é que os filhotes nascem com o rostrum envolto em uma bainha protetora, para evitar ferimentos à mãe. Atualmente, o peixe é considerado criticamente ameaçado pela IUCN, devido à pesca excessiva e à destruição de seus habitats.

Peixe-lua

O peixe-lua (Mola mola) pode pesar mais de 2 toneladas e atingir cerca de 3 metros de comprimento e 4 metros de altura (incluindo as nadadeiras dorsais e ventrais). Seu chamativo corpo achatado de pele geralmente cinza prateada confere a ele o apelido de “lua”.

Foto: Nol Aders / Wikimedia Commons

A espécie alimenta-se, principalmente, de medusas, mas também consome pequenos peixes, zooplânctons e algas. Entre suas características comportamentais estão o hábito de flutuar perto da superfície para se aquecer ao sol e nadar na vertical.

Peixe-lua oceânico (Mola mola). Foto: Ilse Reijs and Jan-Noud Hutten / Wikimedia Commons / Reprodução

Um peixe-lua fêmea pode liberar até 300 milhões de ovos de uma vez — mais do que qualquer outro vertebrado conhecido. Ainda assim, a espécie está listada como vulnerável pela IUCN.

 

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