Mar ficou vermelho na Argentina; entenda o motivo

Apesar de ter assustado moradores e turistas, as águas vermelhas são resultado de um fenômeno natural

27/02/2025
Foto: TikTok @el_baccio / Reprodução

As águas do mar variam de cor, mas não costumam fugir muito dos tons de azul, verde e até cinza. Na Argentina, porém, o mar ficou vermelho. Apesar do susto que levaram moradores e turistas, trata-se de um fenômeno natural, causado pelo acúmulo de algas.

A coloração diferenciada tomou conta das águas de praias turísticas da costa atlântica da província de Buenos Aires, na última sexta-feira (21). Ao O Globo, o biólogo marinho do Instituto Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Pesqueiro (Inidep), Ricardo Silva, explicou que o tom vem de algas que “vivem presas em material rochoso” debaixo d’água, e se desprendem devido a fortes ondas.

 

@el_bacchio #mardelplata #mar #paratiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii ♬ sonido original – bacchi


Ainda segundo Silva, um aumento de “ventos atípicos” do Nordeste produziu as correntes que soltaram as algas e deram o tom de sangue às águas. Esse tipo de acontecimento tem nome: “arribazón”. Trata-se de um fenômeno natural que ocorre, justamente, quando grandes quantidades de algas são desprendidas do fundo do mar e levadas até a superfície por fortes correntes marítimas.

 

Portanto, para o biólogo, não há como afirmar que o mar vermelho da Argentina tenha algum tipo de relação com as mudanças climáticas.


Recentemente, um rio também ficou vermelho no país

Enquanto as águas do mar avermelhadas são frutos de um fenômeno natural, o mesmo não se pode dizer do riacho Sarandí, que recentemente também ficou vermelho na Argentina.

 

 

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O caso foi registrado no início de fevereiro, no distrito de Avellaneda. Por lá, as autoridades coletaram amostras da água e conseguiram confirmar a presença de anilina. Segundo moradores, as destilarias e outras indústrias que operam nas proximidades realizam despejos ilegais nas águas do rio.

 

O município de Sarandí notificou o Ministério do Meio Ambiente da província para intervir. Fontes locais afirmaram que seriam necessárias “avaliações periciais” para decidir sobre as medidas cabíveis.

 

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