Adaga pré-histórica de 3,6 mil anos é encontrada em naufrágio na Turquia

Artefato de bronze com pinos de prata estava em meio aos destroços do barco e tudo indica que pertenceu à civilização minoica

14/09/2024
Foto: Mehmet Ersoy/Ministério da Cultura e Turismo da República da Turquia

Uma adaga pré-histórica de 3,6 mil anos de idade foi encontrada em meio aos destroços de um naufrágio na Turquia. O barco estava a 50 metros de profundidade, na costa do município de Kumluca.

O artefato tem corpo feito de bronze e possui pinos de prata em uma das extremidades. Ao que tudo indica, foi confeccionado pela civilização minoica, que se desenvolveu na Ilha de Creta durante a Idade do Bronze — período da pré-história que começou por volta de 3 mil anos antes de Cristo.

Foto: Mehmet Ersoy/Ministério da Cultura e Turismo da República da Turquia

A descoberta foi feita por arqueólogos subaquáticos da Universidade Akdeniz. O projeto de escavação começou ainda em 2019, sob o comando do arqueólogo Hakan Öniz, em conjunto com o Museu de Antalya e com o Ministério da Cultura e Turismo da Turquia.

Embarcação que transportava a adaga pré-histórica é foco de pesquisadores

Embora saiba-se que os minóicos dominavam as rotas marítimas do Mediterrâneo e comercializavam produtos com regiões próximas — como Egito e Grécia — o estudo do barco naufragado é importante para que os pesquisadores compreendam melhor a dinâmica dessas relações.

 


Além disso, joga a luz sobre as interações entre outras sociedades marítimas da região e como funcionava o comércio da época.

 

“Esse naufrágio não é apenas uma das descobertas mais importantes da Turquia, mas também um candidato a ser uma das descobertas mais importantes na arqueologia subaquática global”, disse o ministro da Cultura e do Turismo, Mehmet Nuri Ersoy, em publicação nas redes sociais.


A hipótese que predomina entre os arqueólogos é de que o barco estava indo para a costa da Lícia, na antiga Ásia Menor. Ele transportava lingotes de cobre dos Troodos, Cordilheira que fica no Chipre.

 

Com informações da Revista Galileu

 

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