Carga bilionária: Colômbia vai extrair tesouros do “Santo Graal dos Naufrágios”

29/02/2024

Aquela velha história de que há tesouros no fundo do mar tem um peso diferente na Colômbia. Isso porque, por lá, não só há um montante valioso escondido debaixo d’água, como o local tem até nome: o “Santo Graal dos Naufrágios”. E não é para menos, já que o equivalente a quase R$ 100 bilhões se escondem nas águas colombianas há mais de 300 anos.

Essa história começa ainda em 1708, quando o galeão espanhol San José partiu da Panamá (na época uma colônia espanhola) rumo à Espanha, carregado com ouro, prata, pedras preciosas e outros itens de valor. Tudo isso somava o equivalente a US$ 20 bilhões (R$ 98,7 bilhões na cotação de fevereiro de 2024), que seriam usados para financiar as batalhas travadas pela Coroa espanhola.

O que não se esperava é que, no meio do percurso, a embarcação seria atacada por uma frota britânica, que levou o galeão ao naufrágio, junto com seu tesouro — daí o apelido de “Santo Graal dos naufrágios.” Jarros, garrafas, taças de porcelana, vasos, potes, moedas e até canhões foram levados para o fundo do mar.

 

Diz a lenda, inclusive, que os próprios tripulantes do barco o afundaram de propósito, para manter o tesouro longe das mãos dos ingleses.

 

Tudo isso culminou em uma nova batalha: a disputa para saber quem era o dono legítimo do tesouro. A embarcação naufragou no mar do Caribe. Em 2015, os restos da embarcação foram encontrados na costa da Colômbia. Atualmente, a Marinha colombiana afirma que o tesouro está a mais de 600 metros de profundidade, próximo às Ilhas Rosário.


Agora, mais de 300 anos depois, o governo da Colômbia anunciou, na última sexta-feira (23), que o início da extração dos tesouros começará no próximo mês de abril.

 

Em uma entrevista à AFP, o ministro colombiano da Cultura, Juan David Correa, explicou que, no estágio inicial, será realizada a remoção de materiais mais superficiais da embarcação, a fim de se entender como eles reagirão à retirada da água.

 

O governo colombiano estima que os gastos para recuperação do tesouro do Santo Graal dos Naufrágios devem chegar aos 4,5 milhões de dólares (cerca de R$ 22,2 milhões).

 

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