Sob ameaça de extinção, filhote de toninha é resgatada com vida na Ilha do Mel
Animal segue recebendo cuidados intensivos e monitoramento constante em tanque de água. Assista o vídeo!


Um filhote de toninha foi resgatado com vida na Ilha do Mel, litoral do Paraná, na última sexta-feira (24), após ser encontrado por um turista e um policial militar. De acordo com especialistas, trata-se de uma fêmea recém-nascida de 61 centímetros de comprimento e 2,85 kg. O feito é de extrema importância para a espécie, criticamente ameaçada de extinção.
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Após ser localizado, o animal passou a receber os cuidados da equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR), executora do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS/LEC-UFPR).


De acordo com Fábio Henrique de Lima, médico-veterinário e responsável técnico do PMP-BS/LEC-UFPR, sinais de fraqueza e instabilidade foram apresentados pela toninha. Embora essas sejam características comuns em filhotes recém-nascidos, trata-se, segundo ele, de um caso “extremamente delicado”, uma vez que “filhotes dessa idade demandam atenção constante e condições específicas para se manterem estáveis”.
Contamos com o apoio de uma rede internacional de especialistas, que compartilha protocolos e experiências sobre o atendimento de toninhas– destacou o veterinário
Após as primeiras avaliações clínicas, o filhote foi encaminhado para o centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise da Saúde da Fauna Marinha (CReD-UFPR), no Centro de Estudos do Mar da UFPR, em Pontal do Sul. Por lá, o animal segue recebendo cuidados intensivos e monitoramento constante.
Extinção silenciosa
Embora tida como inofensiva, a toninha (Pontoporia blainvillei) é a espécie de golfinho mais ameaçada do Atlântico Sul, onde figura, principalmente, no litoral do Brasil, do Uruguai e da Argentina. Seus principais algozes não são seus predadores diretos (tubarões e orcas), mas, sim, as atividades humanas, como a pesca acidental e a poluição.


O animal vive em águas costeiras com até 20 metros de profundidade do Espírito Santo ao Norte de Santa Catarina, enquanto permeia por águas mais profundas, de até 50 metros, no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina.
Tido como o menor golfinho do Brasil, as fêmeas podem atingir até 1,74 metro de comprimento, ao passo que os machos não passam dos 1,58 metro. A espécie amadurece sexualmente entre 2 e 5 anos de idade, e apenas um filhote nasce a cada dois/três anos.


De acordo com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), ações para a preservação das toninhas devem incluir ações como consumo consciente, monitoramento, pesquisa científica, políticas públicas e legislação (leis de proteção).
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