Focus Festival, em Madagascar, reúne cultura marítima, esporte e solidariedade; conheça
Barcos tradicionais se unem a kitesurfistas em um espetáculo visual na vila de pescadores de Tsiandamba. Evento ainda leva água potável para comunidades


A cena é de arrepiar: dezenas de “veleiros”, com velas que mais parecem obras de arte, reunidos sobre águas tão cristalinas que desafiam a realidade em tempos de IA. Fechando o cenário, parapentes de kitesurfistas pairam no céu. São esses alguns dos encantos do Focus Festival, um evento de sete dias no sudoeste de Madagascar que reúne arte, cultura marítima, esporte e ação social.
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Os veleiros que colorem a paisagem, na verdade, são pirogas, um tipo de barco de madeira utilizado pela tradicional comunidade Vezo — essa, por sua vez, intrinsecamente ligada ao mar, especialmente pela pesca. As pirogas, grandes símbolos desse povo, ainda representam o ingresso para o festival. Veja o espetáculo visual:
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Isso porque o destino para curtir a programação é a remota vila de pescadores de Tsiandamba, por onde só se chega pela água. Logo, os visitantes precisam escolher entre pacotes que incluem um lugar em uma piroga local; ou optar pelo aluguel ou compra de uma pipa de kitesurf. Os valores partem dos 599 euros e chegam aos 999 euros — de R$ 3,7 mil a R$ 6,1 mil na conversão de fevereiro de 2026.


O investimento, além de viabilizar a experiência de dias regados a música, cocktails ao pôr do sol e até sessões de fotos, promete ajudar a colocar em evidência uma ação social bastante importante para a comunidade local, que participa da festa como parte integrante, e não apenas como espectadora.
Uma plataforma de ação humanitária
Muito além de um evento esportivo ou cultural, o Focus Festival ainda atua como uma plataforma de ação humanitária, mais especificamente voltada ao acesso à água potável nas comunidades locais, que enfrentam uma escassez hídrica severa.


Em parceria com a ONG CWater, o festival mobiliza participantes, patrocinadores e visitantes para financiar e viabilizar soluções para esse problema. Entre as ações estão a doação direta de grandes volumes de água potável e a distribuição de galões reutilizáveis, que permitem o armazenamento seguro e o abastecimento contínuo das famílias.


Os criadores da iniciativa, Wildert Mestdagh e Yenno Tellier, porém, queriam uma forma criativa de utilizar esses galões, que passam por grandes dificuldades logísticas até chegar a Tsiandamba. Assim nasceu um dos símbolos mais marcantes da iniciativa: o uso dos recipientes para formar o logotipo do Focus Festival durante o evento.


Depois de compor a estrutura visual, todos os galões são doados às comunidades, onde passam a ser utilizados no transporte e armazenamento de água potável.
Ao fazer isso, mantivemos uma relação próxima com a comunidade local e respeitamos seu modo de vida, ao mesmo tempo que os apoiamos de forma prática e significativa– ressalta a CWater
Os recursos arrecadados também ajudam a manter unidades móveis de purificação e dessalinização, responsáveis por produzir água potável em regiões sem infraestrutura adequada.


Entre pirogas coloridas, parapentes e pipas que cortam o céu e galões que viram símbolo de esperança, o evento mostra que celebrar o mar também pode significar cuidar de quem depende dele para viver.
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