Símbolo da Marinha, Navio-Veleiro Cisne Branco completa 25 anos de história
Embarcação recriou a Rota do Descobrimento do Brasil pelos portugueses durante sua viagem inaugural, em 2000


Neste ano, o Navio-Veleiro “Cisne Branco” completa 25 anos. Símbolo da Marinha do Brasil (MB), a embarcação começou sua trajetória em 2000, recriando a Rota do Descobrimento pelos portugueses, liderados por Pedro Álvares Cabral. Não à toa, hoje ela é responsável por representar o Brasil pelo mundo.
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A viagem inaugural do navio, incorporado à Armada em 9 de março de 2000, ocorreu durante as comemorações dos 500 anos do Descobrimento. Nesses 25 anos de história, o barco já navegou por mais de 30 nações, levando as cores do Brasil a regatas, festivais e eventos que celebram a cultura náutica.
Cisne Branco: as características de um ícone
Com toda sua elegância, distribuída em 76 metros de comprimento, 10,5 metros de largura e um calado de 4,8 metros, o Cisne Branco chama atenção por onde passa — seja de navegadores ou da população.


Seu ponto alto são as imponentes 25 velas brancas, que o destacam de longe no horizonte. Entre seus três mastros, estão nada menos que 18 km de cabos (cordas). Quando em plena navegação, o navio pode atingir até 32 km/h, movido, além das velas, por motor diesel de 1001 HP.


Por dentro, o navio carrega itens históricos. Entre eles, candelabros do século 19, lustres que eram preenchidos com óleo de baleia para iluminar o espaço e um vitral central que retrata a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O vitral não fazia parte do projeto original do barco, construído pelo estaleiro Damen Oranjewerf, em Amsterdã, na Holanda, mas foi um presente à Marinha brasileira.
Entre as diversas curiosidades que cercam o Cisne Branco nestes 25 anos, uma das mais intrigantes é a tradição do “lobby da moeda”. Isso porque, durante sua construção, uma moeda foi colocada na base do mastro principal, que possui 46 metros de altura — o equivalente a um prédio de 15 andares.


A ação remonta a Caronte, barqueiro do Submundo e figura da mitologia grega, conhecido por remar as almas dos falecidos através dos rios Estige e Aqueronte até a morada dos mortos, com o preço de uma moeda. Simbolicamente, a moeda assentada no mastro, em 1936, traz proteção aos marinheiros.
Trabalho e aprendizado sempre a bordo
Nem só de aparências vive o Navio-Veleiro Cisne Branco. Sua tripulação fixa é composta por 52 militares que, junto ao navio, promovem a mentalidade marítima e contribuem para a formação dos militares da Força, como aspirantes, alunos do Colégio Naval e aprendizes-marinheiros.


A bordo, os alunos da Marinha recebem um treinamento que trabalha pontos como a disciplina, o trabalho em equipe e o respeito às tradições. Durante as missões, eles participam ativamente das manobras de vela e demais operações do navio, consolidando o aprendizado prático essencial à carreira naval.
O Mestre do navio, Primeiro-Sargento Renato Alves Reis Junior, ressalta que a vida no Cisne Branco ensina muito sobre o trabalho em equipe. “A bordo, cada membro da tripulação tem seu papel fundamental, e isso é imprescindível”, disse.
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