Marinha aposta em algas brasileiras como superalimento do futuro
Além de sustentarem o equilíbrio do ar atmosférico, as algas marinhas têm alto potencial nutricional: são ricas em proteínas, minerais e compostos bioativos. Não à toa, elas são as protagonistas da vez no centro de pesquisas científicas voltadas à produção de superalimentos do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo (RJ).
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Quem coordena o estudo para o uso das algas marinhas no futuro da alimentação humana é a Pesquisadora Especial III da Marinha do Brasil (MB), doutora Giselle Pinto de Faria Lopes.


O trabalho já revelou que as algas brasileiras, especialmente as do gênero Ulva e Gracilaria, possuem propriedades nutricionais comparáveis às das fontes convencionais de proteína vegetal, como a soja — mas não só isso: as algas ainda apresentam vantagens ambientais significativas.
Além desse produto natural ser considerado nutricionalmente rico, impacta na biodiversidade e diretamente no sequestro de carbono através de sua fotossíntese, reduzindo o efeito negativo das mudanças climáticas– explicou a pesquisadora
De acordo com Giselle, o cultivo das algas demanda pouca água doce e não compete com áreas agrícolas. De quebra, o grupo de pesquisa também avalia os compostos extraídos para aplicações farmacêuticas e cosméticas.
A ideia é ampliar as possibilidades da chamada inovação azul — conceito que relaciona desenvolvimento econômico à preservação dos ecossistemas marinhos. Para isso, o instituto mantém parcerias com universidades e centros de pesquisa civis para aprimorar técnicas de cultivo controlado, extração de biomassa e produção de suplementos ricos em antioxidantes e proteínas.


Conforme detalhou Giselle, a pesquisa se inspira em estudos da NASA, que analisam o uso de microalgas para alimentar astronautas no espaço.
No caso do IEAPM, formulações combinando microalgas, cianobactérias e ingredientes naturais estão sendo testadas inicialmente para reforçar a nutrição de combatentes militares. A próxima fase, prevista para começar no início de 2026, avaliará o impacto desses suplementos no desempenho físico e cognitivo de voluntários, e, futuramente, em pacientes oncológicos.
Embora cheias de recursos, a população ainda conhece pouco sobre as algas marinhas, conforme revelou uma pesquisa conduzida pelo IEAPM e publicada na Revista Pesquisa Naval.
O estudo escutou diferentes grupos da população e revelou que a maioria dos entrevistados as associa apenas ao ambiente marinho ou à culinária oriental, sem reconhecer seu valor nutricional, econômico e ambiental — constatação reforça a importância da divulgação científica.
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