Pesquisadores acreditam ter identificado destroços de navio holandês naufragado há 170 anos
Trata-se do veleiro Koning Willem de Tweede. Resultado chegou após três anos de pesquisa


Em apenas três anos de pesquisa, arqueólogos marinhos acreditam ter identificado um navio mercante holandês que naufragou há quase 170 anos. Trata-se do veleiro Koning Willem de Tweede, cujos destroços foram encontrados ao sul da Austrália, próximos à cidade costeira de Robe, na Baía de Guichen.
Mais de 8 mil armas: navio naufragado há quase 500 anos entra para o Guinness Book
Relógio de vítima do Titanic vai a leilão e pode ser arrematado por R$ 385 mil
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
A investigação foi liderada pela Silentworld Foundation e pelo Museu Marítimo Nacional da Austrália, com apoio da Universidade Flinders e colaboração de agências governamentais do estado de South Australia. As buscas começaram em abril de 2022 e culminaram com a descoberta em março de 2025, após uma série de mergulhos e análises em laboratório.
Sobre o navio holandês
Koning Willem de Tweede era um veleiro de cerca de 140 pés de comprimento e 800 toneladas. Em sua última viagem, em junho de 1857, transportou mais de 400 mineradores chineses, que desembarcaram em Robe para então seguir uma longa jornada a pé até as minas de ouro em Victoria.
Após deixar os passageiros, a embarcação foi surpreendida por uma forte tempestade enquanto ainda estava ancorada. O capitão Hindrik Remmelt Giezen decidiu encalhar o navio em Long Beach, mas a estrutura não resistiu às ondas. A situação resultou na morte de 16 dos 25 tripulantes, embora o capitão tenha sobrevivido.
Pesquisa aponta nova descoberta
Os pesquisadores afirmam estar confiantes de que encontraram o Koning Willem de Tweede, com base em diversos fatores, como a localização do achado e a análise de materiais coletados.


Entre os artefatos identificados estão partes de um molinete de ferro e uma tábua de madeira bem preservada — o que indica que parte do casco ainda pode estar enterrada sob a areia. A tese, inclusive, é de James Hunter, gerente de arqueologia marítima do museu.


Hunter acredita que a maior parte da estrutura do casco do navio esteja praticamente intacta sob uma generosa camada de areia.


A área de busca apresentava baixa visibilidade devido à grande quantidade de areia. Por isso, os pesquisadores utilizaram detectores de metal dentro e fora d’água, que ajudaram a localizar peças que formam uma estrutura de aproximadamente 140 pés — o mesmo tamanho do navio mercante.


Além de seu valor arqueológico, a possível descoberta tem um forte papel na história da corrida do ouro australiana e representa um dos naufrágios mais significativos já documentados na região.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Decisão veio de Eddie Smith Jr., dono da Grady-White Boats, para manter a cultura da empresa viva mesmo fora do seu controle
Peça foi retirada da água a cerca de 1,7 mil km da costa brasileira durante uma expedição do navio de pesquisa Schmidt Ocean Institute
Lançado neste domingo (2), no bairro Espinheiros, atracadouro conta com estruturas flutuantes para receber embarcações de até 100 pés de comprimento
Italiano acompanhou a America’s Cup desde 1983 e construiu um dos acervos mais importantes da fotografia náutica internacional
Contratos foram firmados ao final de julho. Estaleiro de luxo começou a apostar na vela em 2023, com o primeiro patrocínio ao velejador olímpico




