Astro do cinema celebra 45 anos de casamento em megaiate que custa R$ 3,3 milhões por semana
Samuel L. Jackson e LaTanya Richardson festejaram bodas de rubi a bordo do Titania, um verdadeiro parque aquático flutuante. Conheça!


Se você completasse 45 anos de casamento, como gostaria de celebrar? O astro do cinema Samuel L. Jackson levou sua amada para curtir em grande estilo as bodas de rubi: em um megaiate na Riviera Francesa. Jackson e LaTanya Richardson subiram a bordo do Titania, um verdadeiro parque aquático flutuante, e navegaram por Cannes.
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Foi nesse mesmo destino que Jackson conquistou, em 1991, o primeiro prêmio de Melhor Atuação Coadjuvante já concedido pelo consagrado Festival de Cannes. Aproveitando o cenário romântico do lugar, o casal hollywoodiano publicou nas redes sociais, no último dia 18 de agosto, as imagens da comemoração da duradoura união.
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Ao que tudo indica, o casal estava a bordo do Titania, um megaiate de 73 metros construído pelo estaleiro alemão Lurssen, em 2006. O que sustenta essa tese foi uma pista deixada por LaTanya, que registrou, dois dias depois, um momento com seu “Clube do Livro Iate de LaTanya”, em que uma das fotos publicadas é, justamente, do Titania.


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Samuel L. Jackson e LaTanya Richardson se conheceram quando ainda estavam na faculdade, em Atlanta, na Geórgia (EUA). Eles começaram a namorar e chegaram a se apresentar juntos em um grupo de teatro da universidade antes de se casarem, em 1980. Inclusive, os dois entraram para trend do momento e compartilharam os anos juntos. Veja:
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Em 2023, o casal aproveitou as férias com nomes como Michael Jordan e Magic Johnson em um megaiate de R$ 600 milhões. Logo, a celebração das mais de quatro décadas de união merecia uma embarcação à altura — e o Titania parece ter cumprido bem o seu papel nesse romance. Afinal, como define a marca, o megaiate é um “conto de fadas moderno”.


O título se deve ao projeto da embarcação, que volta olhares a um estilo de vida tranquilo, sustentado por amplos espaços de entretenimento, acomodações que abraçam e comodidades de última geração.
No exterior, os deques proporcionam vistas panorâmicas, assentos elevados para banhos de sol, uma academia completa e o conforto necessário para curtir dias ensolarados das mais variadas formas.




Um desses espaços, aliás, é um verdadeiro oásis. O “pool deck” dispõe de spa com direito a terapeutas qualificados, que oferecem de massagens a tratamentos capilares. Há ainda piscina, bar molhado, amplo espaço para o preparo de refeições e mesa para até 14 convidados.






Na popa, o beach club traz sauna, bar e área de estar relaxante. À noite, o mesmo espaço se transforma em uma espécie de boate, com luzes e sistema de som de última geração. A diversão também está mais do que garantida com os brinquedos aquáticos disponíveis a bordo, que transformam o barco em um verdadeiro parque aquático.


Se prepare para a lista: são dois veleiros, três jets, dois caiaques, dois submersíveis SeaBob, equipamento de mergulho, pranchas de stand up paddle, wakeboards, esquis aquáticos, reboques infláveis, flyboard, wingfoil, wakesurf, duas bicicletas de surf e até um drone para registrar a diversão — mas ainda não acabou.


O Titania dispõe de um toboágua inflável de 12,7 m e um amplo parque aquático completo, com direito a cama elástica e estrutura de escalada.


Depois de aproveitar um dia de diversão nas áreas externas do megaiate, os hóspedes podem relaxar no interior do barco, que não deixa a desejar. São inúmeras as áreas de estar, todas com estofados confortáveis dispostos em ambientes com detalhes pensados milimetricamente.




Ao todo, são sete cabines, que acomodam até 12 hóspedes (a tripulação total é de 21 pessoas). Nesse total estão duas suítes master: uma no convés principal, na proa, com 130 m² e banheira de hidromassagem; e outra no convés superior, também à proa, com vista privilegiada para o horizonte.


Uma cabine vip fica no convés principal do barco, enquanto outras quatro cabines duplas estão no convés inferior, com camas king size.


Toda essa estrutura é movida por dois motores Caterpillar 3512B Dita, de 1850 hp cada. Juntos, eles proporcionam uma velocidade de cruzeiro de 12 nós (22 km/h), além de 16 nós (29 km/h) de máxima e alcance de 5 mil milhas náuticas.
O mesmo Titania alugado por Samuel L. Jackson está disponível para charter pela operadora Breeze Yachts. De acordo com a empresa, o custo semanal do barco é de 525 mil euros semanais, o equivalente a mais de R$ 3,3 milhões na conversão de agosto de 2025.
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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