Semana de Vela: vento volta a soprar em Ilhabela e aperta disputa pelo título da competição

25/07/2024

As regatas de abertura da 51ª Semana de Vela de Ilhabela (SIVI) ficaram marcadas pela falta de vento na ilha do litoral norte de São Paulo. Mas o terceiro dia de provas, celebrado nesta quarta-feira (24), mostrou que ainda há muito o que acontecer na maior disputa da modalidade na América do Sul.

A virada de chave nos rumos da competição se deu, principalmente, quando a organização do evento decidiu levar a raia para a região da Ponta das Canas, um dos cartões-postais de Ilhabela. Por lá, os ventos de até 8 nós na direção leste viabilizaram a disputa de 11 regatas: três para os monotipos C-30 e duas para as demais classes, que usam o rating (ORC, BRA-RGS, Clássicos e RGS Cruiser).

Cuca Sodré, organizador técnico da SIVI. Foto: Vandrei Stephani | FOTOP / Divulgação

Com mais disputas, a busca pelo título ficou mais acirrada. Confira a seguir os resultados de cada classe.

Resultados do terceiro dia da 51ª SIVI

ORC

Após duas vitórias nas regatas de abertura (Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil e Regata Mitsubishi Eduardo Souza Ramos), o +Bravíssimo, de Luciano Secchin, viu sua vantagem diminuir.

Foto: Vandrei Stephani | FOTOP / Divulgação

Quem deu as caras na busca pelo primeiro lugar no pódio foi um dos grandes nomes da competição, o Phoenix, de Mario Dottori e Fábio Cotrim. Junto, veio o atual bicampeão da SIVI, o Crioula, de Eduardo Plass.

As regatas com menos vento favoreceram os barcos pequenos e agora os maiores e mais rápidos como o Phoenix subiram na classificação– Luciano Secchin, comandante do +Bravíssimo

Na ORC, a classificação ficou assim: +Bravíssimo em primeiro, seguido por três argentinos e um uruguaio: Mago, de José Bartolucci; Sandokan, de Carlos Costa; America del Sur, de Pablo Maffei, e Albariño, de Marcelo Cipolina. São 18 barcos inscritos na categoria, que também vale pontos para o Brasileiro de Oceano da ABVO.

BRA-RGS

Para os resultados da BRA-RGS, é importante saber que a categoria reúne 27 barcos, de diferentes tamanhos e área vélica. Somadas as três divisões, quem toma a ponta geral da categoria é o catarinense Pangea, de Jorge Carneiro.

Foto: Vandrei Stephani | FOTOP / Divulgação

Aqui vale um outro contexto, que traz boas expectativas para o desenrolar da SIVI: a equipe do Pangea vem de dois vice-campeonatos, em 2022 e 2023. Depois de bater na trave duas vezes, os velejadores estão determinados a levar o troféu da modalidade para o Iate Clube de Santa Catarina.


Quem certamente não vai facilitar esse desfecho são os adversários que chegam logo na cola do Pangea: Tanuki, de Rafael Torentin e Orion, de Victor Fonseca, que estão acelerando para tomar a liderança.

Ganhamos no detalhe as duas no corrigido, sempre no planejamento. Vamos sempre com humildade para quebrar esse tabu de ter batido na trave duas vezes– contou Luciano Blauth

Clássicos

Nos Clássicos, o Vendetta, de André Gick, confirmou a liderança com 62,50 pontos. Logo atrás vem o Kamehameha, de Alberto Kunath, com 61, e o homenageado da 51ª SIVI, Morgazek, de Michele D’Ippolito, com 51,50.

Foi muito bom ter feito duas regatas no dia. Parabéns ao Cuca Sodré e à comissão, pois nós viemos para velejar em Ilhabela– destacou André Gick, do Vendetta

RGS Cruiser

O Pegasus, de Lucas Azambuja, está na ponta da RGS Cruiser, após quatro regatas no evento. A diferença, contudo, é quase mínima para o veleiro da ilha BL3 Urca, de Clauberto Andrade e o argentino Nautico II.

C-30

Já na classe C-30 — a única one design do calendário da 51ª SIVI –, a comissão fez três provas. O barco Relaxa, de Tomas Mangabeira, está na ponta, seguido pelo Loyalt, de Alex Leal e o Tonka, de Demian Pons, que conta com Robert Scheidt na equipe.

Foto: Vandrei Stephani | FOTOP / Divulgação

51ª edição da Semana de Vela de Ilhabela

A Semana Internacional de Vela de Ilhabela é tida como a maior da modalidade na América do Sul. O evento reúne os principais nomes do esporte no país, divididos em barcos de diferentes tamanhos e classes.

Foto: Vinicius Branca / Divulgação

Neste ano, as regatas contarão com 100 veleiros de diversos estados do país, como Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte, além de estrangeiros da Argentina e Uruguai.


Serão mais de 20 regatas programadas em raias tradicionais como o Canal de São Sebastião, Ponta das Canas, Alcatrazes, Farol dos Moleques e Ponta das Selas.

 

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