1ª expedição no mar profundo do litoral brasileiro será ainda em 2025
Pesquisa pode revelar materiais e bioprodutos desconhecidos pela ciência


As montanhas submarinas da Cadeia Vitória-Trindade (CVT) são ricas de uma biodiversidade ainda pouco conhecida. Por isso, uma expedição pretende explorá-las no segundo semestre de 2025, no que será a primeira atividade deste perfil no mar profundo do litoral brasileiro — com direito a um Veículo Operado Remotamente (ROV) e um submarino robótico.
Aguapés formam “campos de futebol” no Rio Tietê e afetam desde turismo náutico até a pesca
A 2 mil metros de profundidade: China terá laboratório submarino
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
Esse alinhamento de relevos submarinos tem origem vulcânica e se estende por 1,2 mil quilômetros no oceano de Vitória, no Espírito Santo, até a ilha de Trindade — um bem federal administrado pela Marinha do Brasil desde 1957. As montanhas submarinas chegam a 3 mil metros de profundidade, com topos de montes a cerca de 40 metros abaixo do nível do mar, que se estendem por 700 km da costa brasileira.


Objetivos da expedição
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, até o momento a ciência mapeou somente 20% do fundo do mar. Desse modo, ao explorar regiões como as montanhas submarinas CVT, os pesquisadores podem encontrar materiais e bioprodutos ainda desconhecidos, que podem servir para aplicação na medicina ou na agricultura, por exemplo.
Segen Estefen, diretor-geral do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), responsável pela expedição, comentou à Galileu que “por serem um espaço ainda inexplorado, [os oceanos] também são onde as espécies se adaptaram ao longo de milhões de anos.”
Você pode encontrar nesses organismos biomoléculas ou compostos que poderão resolver problemas da humanidade– afirmou ao veículo
Para se ter uma ideia, é justamente na Cadeia Vitória-Trindade que está o Monte Davis, local onde pesquisadores descobriram um ambiente marinho diverso, habitado por espécies de corais, batizado de Colinas Coralinas em 2022.
Como pesquisadores vão explorar o mar profundo do litoral brasileiro?
Para chegar ao fundo do mar, a expedição vai contar com o apoio de um Veículo Operado Remotamente (ROV, na sigla em inglês para Remotely Operated Vehicle) e um submarino robótico não-tripulado, controlado a partir de um navio de pesquisa, que poderá filmar e colher amostras do ambiente.


Segundo Estefen, “os navios que vão operar durante essas expedições devem possuir laboratórios para análise das amostras — tanto de fauna, quanto de flora e da biodiversidade em geral”, uma vez que expedições em mar profundo “exigem logística sofisticada”.
Além de revelar matérias úteis para a vida humana, expedições como essa, quando realizadas periodicamente, podem mostrar a evolução da biodiversidade ao longo do tempo, assim como os efeitos das mudanças climáticas. Por isso, outra região litorânea de interesse para expedições desse tipo é a Elevação do Rio Grande (ERG), onde estudos já indicaram a existência de depósitos de minerais nobres, como a platina, além de cobalto, níquel, manganês, entre outros.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Espaço é o ponto de encontro de personalidades do setor durante o salão náutico, que segue até 29 de setembro no São Paulo Expo
No São Paulo Boat Show, marca apresenta três embarcações, incluindo o carro-chefe da linha, que recebeu mudanças na área gourmet, no banheiro e nos acabamentos
Estaleiro pernambucano apresentou barco de 44 pés, que acomoda até 20 passageiros e seis para pernoite; evento segue até dia 29
Embarcação de 39,6 pés aposta em fibra de carbono, baixo peso e dois motores Mercury 500 Racing para tentar reduzir a marca atual em quase 1h
Transmissão acompanha a movimentação do evento neste domingo no São Paulo Expo




