Consultor da Invest/SP destaca o turismo náutico como vetor de desenvolvimento econômico

Luís Antônio Sobrinho, representando Roberto de Lucena, comentou sobre o potencial paulista no 9º Congresso Internacional Náutica

26/09/2024
Luís Antônio Sobrinho, consultor da Invest/SP, no 9º Congresso Internacional Náutica. Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

São Paulo é uma grande potência hídrica. E não estamos falando de seus quase 900 quilômetros de costa e sim das águas interiores. São mais de 4,2 quilômetros de rios navegáveis e mais de 50 lagos e represas. Só o rio Tietê possui cinco mil afluentes. Localizadas no entorno desse mar de água doce, pelo menos 120 cidades têm vocação para o turismo náutico.

Para explorar esse potencial, o governo do estado de São Paulo, através da Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP), criou o Programa de Turismo Náutico, que promete estruturar e fomentar o fluxo de visitantes a esses municípios com a instalação de um modelo padronizado de estruturas.

Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

A padronização dessas estruturas seria composta por píeres de atracação e passarelas, píeres flutuantes de atracação e sistemas de ancoragem construídos pela Metalu, com alumínio naval e madeiramento, além de mirantes e pergolados.

 

Durante o 9º Congresso Internacional Náutica, Luís Antônio Sobrinho, consultor da Invest SP, da Secretaria de Viagens e Turismo (Setur-SP) comentou — representando o secretário da pasta, Roberto de Lucena — sobre o assunto na sua palestra “O impacto Econômico do Turismo no Desenvolvimento Regional”.

O objetivo é estruturar e fomentar o fluxo de visitantes a partir da qualificação da atividade náutica– Luís Antônio Sobrinho

Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

De acordo com o consultor da Invest/SP, na primeira fase do programa 13 cidades estão sendo contempladas com as estruturas, sendo que seis — que movimentam atualmente 1,7 milhão de turistas e excursionistas e geram um movimento de cerca de R$ 646 milhões ao ano em setores como lazer, transportes e compras — já foram atendidas.

 

“Considerando impactos diretos e indiretos, o turismo movimenta atualmente R$ 2,5 bilhões nessas 13 cidades. Com a implantação das estruturas náuticas, a previsão é de aumentar a movimentação econômica em 90% nos próximos 10 anos, com o número de turistas saltando para 6 milhões”, disse Sobrinho.

Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

Segundo ele, o turismo náutico é uma forma sustentável de desenvolver um destino e aproveitar as riquezas naturais que o estado de São Paulo tem, além de promover a consciência ambiental e de gerar emprego e renda para a população das cidades.

Porém, essa hidrografia, apesar de enorme, é pouco conhecida. E as cidades aptas a desenvolver seu potencial não eram contempladas com investimentos públicos. Com isso, esses municípios estavam com as costas viradas para as águas– diagnosticou o consultor da Invest/SP.

A partir do Programa de Turismo Náutico da Setur-SP, esta página está sendo virada. “Por meio de estudos, identificamos os municípios banhados por águas interiores que começaram a enxergar a importância do poder transformador de estruturas náuticas para o desenvolvimento. E foi por eles que demos início ao programa”, disse Sobrinho.

Foto: Jhony Inácio / Revista Náutica

Os 13 primeiros municípios do interior paulista já atendidos ou em vias de serem contemplados são estes: Araçatuba, Avaré, Fartura, Mira Estrela, Pereira Barreto, Pederneiras, Piraju, Presidente Epitácio, Rosana, Rubinéia, Sales, Três Fronteiras e Timburi.

 

Para eles, a chegada desses sistemas de ancoragem representa uma guinada, tendo o turismo náutico como vetor de desenvolvimento econômico.

 

O Congresso Internacional Náutica teve patrocínio da Metalu (maior fabricante de píers de alumínio no mundo) e antecedeu a abertura ao público do São Paulo Boat Show, evento que contou com mais de 170 barcos em exposição, 50 lançamentos gerais, além de uma série de produtos e serviços.

São Paulo Boat Show 2024

Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reuniu, neste ano, mais de 170 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda puderam participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Um novo recomeço: jovem que fez barco aos 15 anos constrói sucessor após tragédia no mar

    Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória

    Fotógrafo registra contraste raro nos Lençóis Maranhenses; veja as imagens

    Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet

    Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

    Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

    Capital do turismo náutico em SC recebe maior salão do setor no Sul em julho

    Itajaí se destaca pelo turismo ligado ao mar e por ser palco de grandes eventos náuticos, como a The Ocean Race e o Marina Itajaí Boat Show

    Mônaco vira vitrine flutuante com megaiates de até 122 metros durante GP de F1

    Pilotos, chefes de equipe e bilionários ligados ao paddock levam ao Principado embarcações que unem luxo, tecnologia e experiências VIP a bordo