Como era estar no Titanic? Passageiro detalha vivência no navio em carta leiloada por R$ 415 mil

Documento escrito por Henry Price revela o que faziam os passageiros poucos dias antes do naufrágio, em 1912

12/08/2026
Foto: Domínio Público e Henry Aldridge & Son / Divulgação

Já se passaram quase 115 anos desde que o Titanic colidiu com um iceberg no Atlântico Norte e afundou, protagonizando uma das maiores tragédias da navegação moderna. Ainda assim, o navio segue aguçando a curiosidade de pessoas do mundo todo — e fazendo o caixa das casas de leilão. Não à toa, uma carta escrita a bordo acaba de ser leiloada por 60 mil libras (cerca de R$ 415 mil na cotação de agosto de 2026).

Tida como um “retrato inestimável” da vida no navio pela casa de leilões britânica Henry Aldridge & Son, responsável pela venda, a carta foi escrita por um passageiro da segunda classe, chamado Henry Price Hodges. No documento, ele dá descrições raras de como os passageiros aproveitavam a viagem poucos dias antes da tragédia.

Foto: Henry Aldridge & Son / Divulgação

Endereçada ao amigo Hector Young, da Associação Conservadora de Newtown em Southampton, no Reino Unido, Hodges descreveu 200 homens “marchando e cantando”, enquanto outros jogavam dominó, cartas, liam ou escreviam no salão.

Tudo é bastante diferente do que se esperaria ver no mar– descreveu Henry Price Hodges na carta

Titanic atracado no porto de Southampton, na Inglaterra, em 9 de abril de 1912. Foto: Wikimedia Commons/ Creative Commons/ Domínio Público

O transatlântico naufragou na madrugada de 15 de abril, ao passo que a carta é datada do dia 10 do mesmo mês — ou seja, apenas cinco dias antes do naufrágio. Hodges embarcou no Titanic com o bilhete número 250643, que custou 13 libras (aproximadamente R$ 89), tendo como destino a casa de parentes, em Boston. A carta tinha o carimbo postal de Queenstown, cidade no condado de Cork, na Irlanda, o último porto de escala do navio — agora chamado Cobh.

Você não vê nada do movimento do navio, mas o tempo está muito bom– detalhou Hodges no documento

Carta escrita no Titanic foi leiloada a preço recorde

Andrew Aldridge, leiloeiro da Henry Aldridge & Son, destacou que a carta escrita a bordo do Titanic foi leiloada por um preço recorde, especialmente levando em conta que tratava-se de um passageiro de segunda classe.

Esta carta nos oferece um retrato historicamente inestimável de como era a vida a bordo do navio mais famoso que já navegou pelos mares– reforçou Aldridge


Junto da carta, foi leiloada também uma nota de um dólar americano “extremamente rara”, recuperada do corpo do passageiro de terceira classe Ernest Tomlin, que alcançou o valor de 37 mil libras (quase R$ 256 mil). A nota estava originalmente costurada em seu colete. Para Aldridge, trata-se de mais um preço recorde, que quase quadruplicou a estimativa.

 

Tanto Hodges quanto Tomlin morreram no naufrágio em 15 de abril de 1912. Ao todo, o naufrágio do Titanic, que levava cerca de 2,2 mil pessoas, ceifou 1,5 mil vidas.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Tags

    Relacionadas

    Como era estar no Titanic? Passageiro detalha vivência no navio em carta leiloada por R$ 415 mil

    Documento escrito por Henry Price revela o que faziam os passageiros poucos dias antes do naufrágio, em 1912

    Lançamento da FS 325 será destaque da FS Yachts no São Paulo Boat Show 2026

    Modelo vem para ocupar lacuna entre 29 e 36 pés e terá passagem pela proa por dentro; evento ocorrerá de 24 a 29 de setembro

    Navio da 2ª Guerra e restos de mamute ressurgem durante seca no Danúbio

    Embarcação teria sido afundada propositalmente pelos nazistas durante o confronto para evitar domínio das forças soviéticas. Entenda

    Morre David King, fundador da Princess Yachts, aos 83 anos

    Pioneiro da indústria europeia de iates a motor, empresário criou a Marine Projects em Plymouth em 1965, origem da atual Princess Yachts

    Tamara Klink volta atrás após pedir que leitores parassem de comprar seu livro: “Errei”

    Navegadora autora do best-seller “Bom dia, inverno” reconheceu que a fala não levou em conta o impacto na cadeia editorial