Após ouvir barulhos, dono de veleiro descobre que dividia barco com passageiro inusitado

Episódio aconteceu na Ilha Raymond, na Austrália, com uma criatura típica dessa região

28/11/2023
Foto: Koalas of Raymond Island / Divulgação

Imagine a cena: você está em seu veleiro, curtindo um passeio, quando, de repente, percebe que não está sozinho. Tem alguém a bordo da sua embarcação. Foi o que aconteceu com um velejador próximo à Ilha Raymond, na Austrália. Ele ouviu barulhos estranhos vindos do topo da embarcação e, ao verificar do que se tratava, a surpresa: um coala no barco, agarrado à vela mestra.

Se tratando da Austrália — país conhecido por animais exóticos que aparecem por toda parte –, talvez a cena não tenha surpreendido o dono do veleiro. Apesar disso, ele imediatamente fez contato com um grupo de resgate local, o Coalas da Ilha Raymond, que prontamente atendeu ao seu chamado.

Foto: Koalas of Raymond Island / Divulgação

“Muitos [dos coalas] na Ilha Raymond estão acostumados com as pessoas. Eles vivem nas árvores por toda a pequena área da cidade, nos quintais da frente e de trás, passeiam casualmente em nossos deques, ao longo de nossas cercas”, comentou Shelley Robinson, da Coalas da Ilha Raymond, ao site The Dodo.

 

Apesar de toda essa proximidade, fazer o resgate do animal pode ser estressante. No caso do coala no barco, o processo foi facilitado uma vez que o animal, por conta própria, resolveu descer da vela mestra.

Foto: Koalas of Raymond Island / Divulgação

Cath Winzer, protetora de vida selvagem e integrante da Coalas da Ilha Raymond, logo o colocou em uma caixa de transporte e, posteriormente, o coala passou por uma breve avaliação de saúde e foi solto em um parque. Em pouco tempo, o animalzinho já foi avistado agarrado a um eucalipto.

Libertar qualquer coala é a melhor parte do que fazemos– Shelley Robinson, da Coalas da Ilha Raymond

Desafios enfrentados pelo animal símbolo da Austrália

Nativos da Austrália, os coalas passam por um período conturbado no país, principalmente devido às mudanças climáticas, que têm dificultado a presença do animal em seu habitat natural.

 

Talvez você se lembre que, em 2019, por exemplo, a Austrália passou por incêndios florestais muito sérios, que escancararam os problemas enfrentados pela espécie, quando muitos deles precisaram ser resgatados de árvores em chamas.


Com a perda de seu habitat, a presença dos coalas em meio aos humanos está cada vez mais constante, resultando em situações inusitadas, como a do animal na vela mestra de um veleiro. Pode parecer fofo, mas há algo muito maior por trás disso.

Um dos coalas resgatados pela equipe. Foto: Koalas of Raymond Island / Divulgação

Equipes de resgate, como a Coalas da Ilha Raymond, são dedicadas a proteger esses marsupiais, através de resgates, avaliações de saúde, reintegração e a criação de coalas órfãos, quando necessário.

Saber que fizemos a diferença para aquele coala e que ele viverá livre na natureza é uma sensação incrível– Shelley Robinson, da Coalas da Ilha Raymond

 

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    O São Paulo Boat Show 2026 foi a estreia oficial da Tank Boats. O estaleiro levou para o salão seu primeiro modelo, a T36, uma lancha de 36 pés que combina conforto e desempenho.

    Recém-chegada ao mercado, a Tank Boats foi inaugurada em abril, e escolheu o evento para o lançamento de sua embarcação primogênita, do tipo center console, com referências internacionais.
    É um barco que traz muitas referências internacionais, principalmente no acabamento, que é extremamente fino e difícil de encontrar em embarcações nacionais. Também temos muita tecnologia embarcada, com uma interface própria da Tank Boats - destacou Fábio Bisolatto, fundador da Tank Boats
    [caption id="attachment_210486" align="alignnone" width="920"] Fábio Bisolatto. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] Segundo Inara Bisolatto, gerente de marketing da marca, a T36 pode ser configurada tanto para pescadores quanto para quem busca passeios, lazer e uso familiar.   A lancha  tem casco construído por infusão a vácuo, motorização de popa e uma cabine considerada pelo estaleiro uma das maiores da categoria. Na unidade exposta no salão, a motorização é composta por três motores Mercury de 425 hp, totalizando 1.275 hp. [caption id="attachment_210485" align="alignnone" width="920"] Motores da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Barco conta com ‘caixa-preta’

    De acordo com Victor Tadano, um dos sócios da Tank Boats, a empresa desenvolveu uma interface própria para centralizar informações que normalmente ficam espalhadas entre diferentes equipamentos e telas da embarcação.   A T36 exposta possui sete telas, mas a proposta do sistema é permitir que as informações consideradas essenciais sejam acompanhadas de maneira centralizada. [caption id="attachment_210484" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] O executivo ainda destacou que o software armazena dados sobre o funcionamento da embarcação e acompanha parâmetros dos sistemas ao longo do tempo. Assim, a partir desses registros, é possível identificar desvios em relação ao padrão de funcionamento e indicar possíveis problemas.   Alterações de rotação, temperatura ou consumo do motor podem gerar alertas antes que uma falha efetivamente aconteça.
    Temos muita tecnologia e muitas telas no barco, mas não adianta ter sete telas e não conseguir acompanhar todas. Por isso, é importante ter, em pelo menos uma delas, as informações essenciais da embarcação. Não é apenas uma tela: é um sistema que armazena os dados, como uma espécie de caixa-preta que trouxemos para dentro do barco para ajudar no gerenciamento - afirmou Tadano
    [caption id="attachment_210483" align="alignnone" width="920"] T 36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Manual de instruções

    Fábio Bisolatto e Victor Tadano explicaram que o proprietário receberá, junto com a embarcação, um manual de instruções, projeto elétrico e projeto hidráulico, além das especificações e códigos dos componentes utilizados.   Segundo eles, os itens empregados durante a fabricação são rastreados para facilitar futuras manutenções e substituições.   A empresa também afirma possuir um documento de ensaios de 51 páginas, com os testes realizados durante a fabricação e a entrega da embarcação. [caption id="attachment_210480" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_210479" align="alignnone" width="920"] Canine da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

    Fundo de investimentos

    O estaleiro foi aberto em abril de 2026. Os sócios afirmam que a marca conta com o respaldo de um fundo de investimento e que os recursos previstos permitem sustentar a operação pelos próximos três anos durante a ampliação da linha de produtos, independentemente das vendas. [caption id="attachment_210478" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]

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    O São Paulo Boat Show foi palco da estreia oficial da Tank Boats diante do público, e a empresa montou um estande de aproximadamente 370 m² para apresentar a marca.   Para Inara, a recepção superou as expectativas e a Tank Boats já havia fechado vendas antes mesmo da metade do evento. [caption id="attachment_210481" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

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