Banco de Arguim: conheça encontro entre deserto e vida marinha na costa da Mauritânia

Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, área abriga um dos ecossistemas costeiros mais ricos do mundo

19/01/2025
Foto: PNBA / Wikimedia Commons / Reprodução

Ao longo dos anos, o Banco de Arguim, na costa da Mauritânia, foi colecionando os mais belos títulos: sítio Ramsar, em 1982; Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1989; e Dádiva à Terra pela WWF, em 2000. Apesar disso, muitos ainda o desconhecem.

O local, a noroeste da África, é uma das áreas mais importantes do Oceano Atlântico em termos ecológicos. Suas águas, que raramente ultrapassam os 10 metros de profundidade, abrigam uma ampla biodiversidade marinha logo ao lado das remotas condições do deserto, já que está situado na zona de transição entre o Saara e o oceano.

Foto: União Europeia / Copernicus Sentinel-2 / Wikimedia Commons / Reprodução

Esse clima singular, diferentemente do que se possa imaginar, faz do Banco de Arguim um dos ecossistemas costeiros mais ricos do mundo, com áreas de reprodução e alimentação para, principalmente, espécies de aves migratórias — do norte da Europa, Sibéria e Groenlândia, incluindo flamingos, maçaricos-de-bico-largo, pelicanos e andorinhas-do-mar — e animais marinhos.

Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução

Em suas águas vivem peixes, tartarugas e até mamíferos, como os golfinhos, além de recifes de coral únicos e bancos de algas marinhas, cruciais para a saúde do oceano e para espécies comerciais de peixes. Trata-se, também, de um refúgio para espécies ameaçadas, como tartarugas marinhas e peixes-boi.


As condições climáticas particulares ainda permitem uma mistura contínua de águas frias e ricas em nutrientes, facilitando a proliferação persistente de fitoplâncton — responsáveis por uma série de funções vitais no ecossistema aquático — ao longo do ano.

Foto: Kokopelado / Wikimedia Commons / Reprodução

O Banco de Arguim é uma área protegida. Apesar disso, uma comunidade vive por lá: os imraguen — uma palavra berbere que significa “pescador”. Fazendo jus ao significado de seu nome, os imraguen praticam a pesca sustentável e têm uma relação íntima com o ecossistema, que carrega regras rígidas para limitar a pesca industrial, o turismo e outras atividades que possam o impactar negativamente.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Saiba como avistar baleias no Farol da Barra, em Salvador, a partir de R$ 10

    Ponto Fixo de Observação do Projeto Baleia Jubarte fica no Museu Náutico da Bahia, ponto privilegiado de onde cerca de 1,4 mil baleias foram vistas em 2025

    Mude transforma orlas brasileiras em polos gratuitos de esporte e bem-estar

    Com projetos em cidades como Rio de Janeiro, Fortaleza e Florianópolis, iniciativa leva aulas, academias ao ar livre e experiências gratuitas para espaços públicos à beira-mar

    Crioula confirma tetracampeonato na Semana de Vela de Ilhabela com campanha perfeita

    Atual tricampeão da classe ORC, TP52 venceu as nove regatas que disputou na 53ª SIVI e fechou a semana com mais um título em Ilhabela

    “Barco escola”: à frente do Bossa Nova, Valéria Ravani abre espaço aos jovens na 53ª SIVI

    Comandante alia competitividade e ensino ao levar jovens da Escola de Vela de Ilhabela para a maior competição oceânica da América Latina

    Veleiro argentino encarou travessia de 9 dias para disputar a Semana de Vela de Ilhabela

    Der Bekannte 2 partiu do Puerto Petunia, em Bariloche, na Argentina, para competir na classe ORC, uma das mais disputadas da SIVI