De 4º maior lago do mundo a deserto: o que aconteceu com o Mar de Aral

Má gestão de recursos naturais tornou o Mar de Aral um dos maiores desastres ambientais do mundo

18/06/2024
Foto: Arian Zwerger / Flickr / Reprodução

A má gestão de recursos naturais pode trazer consequências tanto ambientais, quanto sociais. Bom exemplo disso é o Mar de Aral, que deixou de ser um dos maiores lagos do mundo para se tornar um grande deserto — mas não por vontade própria.

Localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, na Ásia, o Mar de Aral era considerado o quarto maior lago do mundo, com 20 metros de profundidade e uma área de 68 mil quilômetros quadrados. Entre as décadas de 1960 e 1970, contudo, a água, aos poucos, começou a dar lugar à areia.

Foto: Ismael Alonso / Flickr / Reprodução

Isso porque, nesse período, grandes projetos de irrigação desviavam os rios Amu Darya e Syr Darya — que alimentavam o Mar de Aral — para, principalmente, projetos de irrigação em larga-escala na produção de algodão. Dessa forma, a diminuição desenfreada da entrada de água fez com que o lago perdesse 90% de seu tamanho original.

 

Com a chegada da areia e a queda no nível da água vieram também outros problemas. O aumento da salinidade, por exemplo, acabou com a pesca, resultando em desemprego, dificuldades socioeconômicas e graves problemas ambientais, incluindo tempestades de sal e poeira.


Uma gota de esperança

Durante o processo de “secagem” do Mar de Aral, o lago começou a se dividir em partes menores, formando o Grande Aral (parte sul) e o Pequeno Aral (parte norte). A partir dos anos 2000, projetos de recuperação começaram a ser implementados, como a construção do dique Kokaral, em 2005, para tentar salvar as águas da parte norte.

Foto: Ismael Alonso / Flickr / Reprodução

A iniciativa conseguiu aumentar o nível do Pequeno Aral, melhorando parcialmente a situação ecológica e econômica dessa região. Em 2008, o nível da água já havia subido doze metros em comparação ao nível mais baixo, registrado em 2003. A salinidade caiu e, consequentemente, os peixes começaram a aparecer, dando esperanças para a pesca.

 

O Grande Aral, contudo, continuou diminuindo, com grande parte transformada em um deserto tóxico conhecido como Aralkum, um dos mais novos desertos do mundo. Para Ban Ki-moon, um dos ex-secretários-gerais da Organização das Nações Unidas (ONU), a região é “um dos piores desastres ambientais do planeta”.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Brasília Boat Show transformará a capital do país no epicentro do mercado náutico

    Primeira edição do salão no Centro-Oeste acontece de 14 a 18 de agosto, nas águas do Lago Paranoá; garanta seu ingresso!

    NX Boats desembarca nos EUA com sua maior lancha, a NX 50 Invictus

    Modelo de 50 pés com hardtop estreou recentemente em águas norte-americanas; estaleiro descreveu momento como “histórico”

    Professor larga tudo para dar volta ao mundo em veleiro de 8 metros

    Pelas redes sociais, Luke Hartley compartilha suas aventuras a bordo de uma 27 pés de 1976

    Mestra Boats exibirá grandes sucessos de 29 a 35 pés no Brasília Boat Show

    Estaleiro disponibilizará aos visitantes do evento náutico a Mestra 352 HT, seu maior modelo, e outros dois barcos bem resolvidos; confira

    No século 17, maior navio do mundo foi construído no Brasil e batizou o Aeroporto do Galeão

    Embarcação de guerra foi construída a pedido da coroa portuguesa, que buscava recuperar terras perdidas para a Espanha