Conheça a mini cidade submersa, abandonada por 40 anos no mar da França
Construída para set de filmagens de um filme, projeto nunca viu a luz do dia e cenário ficou esquecido


Um lugar que raramente recebe visitantes, inabitado por humanos e que chama a atenção pelo tamanho de suas construções. Estamos falando de uma inusitada cidade submersa, que foi construída há 58 anos e está localizada na Riviera Francesa, perto de Cap d’ Antibes.
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Sua peculiaridade começa pelo tamanho de seus edifícios, já que o seu mais alto mede apenas um metro de altura. Isso se dá pelo motivo da cidade em miniatura ter sido construída para um filme — embora este cenário nunca tenha sido utilizado e ficou abandonado por 40 anos.
A cidade submersa está a 30 metros de profundidade no oceano, e conta com cabeleireiro, supermercado, anfiteatro, praça — e acredite — , até escritório de advogado. Localizado na região de La Fourmigue, o que sobrou desta construção francesa subaquática ocupa 1.000m².
Ela foi construída há 58 anos, erguida em apenas dois anos por cineastas ao lado de um pequeno farol na costa francesa. Na época, a finalidade da construção era servir de cenário para o musical L’Enfant et la Sirène (A Criança e a Sereia), dirigido por Sylver Néjad Atzamba.
As filmagens do longa começaram em 1965, mas as evidentes dificuldades de gravar no fundo do mar complicaram a continuidade do projeto, que teve de ser encerrado. Como solução, os diretores optaram por um estúdio de animação em Paris, mas as gravações nunca viram a luz do dia.
Desde então, a cidade submersa ficou abandonada nas profundezas do mar, praticamente inabitada por humanos durante longos anos. Entretanto, atualmente o local não é mais negligenciado como nos últimos tempos — principalmente após seu esquecimento.


Em 2007, a cidade costeira vizinha, Vallauris Golfe-Juan, finalmente recebeu a permissão para elaborar um projeto de renovação da cidade, que teria a restauração de algumas estruturas degradadas. Inclusive, não é descartado a possibilidade de adicionar alguns novos edifícios.
Enquanto isso, os únicos visitantes desta cidade submersa, na França, seguem sendo apenas cardumes de peixes e mergulhadores curiosos.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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