Conheça a mini cidade submersa, abandonada por 40 anos no mar da França

Construída para set de filmagens de um filme, projeto nunca viu a luz do dia e cenário ficou esquecido

03/10/2023
Foto: Jeunes Aquanautes Montreuillois / Reprodução

Um lugar que raramente recebe visitantes, inabitado por humanos e que chama a atenção pelo tamanho de suas construções. Estamos falando de uma inusitada cidade submersa, que foi construída há 58 anos e está localizada na Riviera Francesa, perto de Cap d’ Antibes.

Sua peculiaridade começa pelo tamanho de seus edifícios, já que o seu mais alto mede apenas um metro de altura. Isso se dá pelo motivo da cidade em miniatura ter sido construída para um filme — embora este cenário nunca tenha sido utilizado e ficou abandonado por 40 anos.

 

 

A cidade submersa está a 30 metros de profundidade no oceano, e conta com cabeleireiro, supermercado, anfiteatro, praça — e acredite — , até escritório de advogado. Localizado na região de La Fourmigue, o que sobrou desta construção francesa subaquática ocupa 1.000m².

 

Ela foi construída há 58 anos, erguida em apenas dois anos por cineastas ao lado de um pequeno farol na costa francesa. Na época, a finalidade da construção era servir de cenário para o musical L’Enfant et la Sirène (A Criança e a Sereia), dirigido por Sylver Néjad Atzamba.

As filmagens do longa começaram em 1965, mas as evidentes dificuldades de gravar no fundo do mar complicaram a continuidade do projeto, que teve de ser encerrado. Como solução, os diretores optaram por um estúdio de animação em Paris, mas as gravações nunca viram a luz do dia.

 

Desde então, a cidade submersa ficou abandonada nas profundezas do mar, praticamente inabitada por humanos durante longos anos. Entretanto, atualmente o local não é mais negligenciado como nos últimos tempos — principalmente após seu esquecimento.

Foto: Youtube/ valentingopro/ Reprodução

Em 2007, a cidade costeira vizinha, Vallauris Golfe-Juan, finalmente recebeu a permissão para elaborar um projeto de renovação da cidade, que teria a restauração de algumas estruturas degradadas. Inclusive, não é descartado a possibilidade de adicionar alguns novos edifícios.

 

Enquanto isso, os únicos visitantes desta cidade submersa, na França, seguem sendo apenas cardumes de peixes e mergulhadores curiosos.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    1400 barcos em águas argentinas: saiba como foi a 49ª Festa Nacional do Surubim

    Tradicional evento argentino reuniu milhares de pessoas e embarcações em programação regada à pesca e cultura

    Nova técnica com pistola de ar comprimido pode revolucionar combate a coral invasor no Brasil

    Estudo mostra que novo método elimina tecido do coral-sol sem risco de regeneração. Tecnologia pode facilitar controle em marinas, cascos e áreas protegidas

    Teste Focker 370 GTX: uma lancha de respeito

    Com navegação rápida, cockpit inteligente e construção certificada, a lancha da Fibrafort mostra por que conquistou os brasileiros

    Qual é a sua desculpa? Jovem cruza rio de barco e encara 40 km para ir à academia

    Awá Pinho, de 18 anos, mora às margens do rio Tapajós (PA) e viralizou nas redes ao mostrar trajeto de quase 2h para ir treinar. Assista!

    1º navio da Marinha com nome feminino vai homenagear pioneira da enfermagem no Brasil

    O Navio de Assistência Hospitalar “Anna Nery” deve entrar em operação no 2º semestre e poderá realizar 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas