Imagens inéditas: submarino americano perdido na 1ª Guerra Mundial é encontrado

01/06/2025

A tecnologia não só deslumbra o futuro como descortina o passado, a exemplo do submarino americano USS F-1, que naufragou durante a Primeira Guerra Mundial e agora teve imagens inéditas reveladas.

Embora o naufrágio do submarino tenha sido localizado por acidente na década de 1970, só foi possível gerar imagens dele graças à uma expedição no início neste ano: um mergulho de treinamento nas águas de San Diego, nos Estados Unidos.

 

O resultado foram imagens de alta resolução da embarcação, alocada a 400 metros de profundidade. Participaram do mergulho pesquisadores da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) e membros da Marinha dos EUA.

Foto: Zoe Daheron, Woods Hole Oceanographic / Divulgação

O USS F-1 naufragou em 1917 após colidir com outro submarino, também dos EUA, em um acidente que resultou na morte de 19 tripulantes. Além dele, foram encontrados destroços de uma aeronave de treinamento da Marinha americana, que caiu nas proximidades anos depois, em 1950.

 

Bradley Krueger, arqueólogo subaquático do Comando de História e Patrimônio Naval da Marinha dos EUA (NHHC), contou à Live Science que o “USS F-1 estava realizando um teste de engenharia e desempenho de 48 horas, partindo de San Pedro e San Diego, na Califórnia, quando o acidente ocorreu”.

Rob Sparrock, oficial do programa de navios de pesquisa do Escritório de Pesquisa Naval (à esquerda); e Bradley Kreuger, arqueólogo sênior do Comando de História e Patrimônio Naval, dentro do Alvin. Foto: Zoe Daheron, Woods Hole Oceanographic / Divulgação

“Os submarinos da Marinha USS F-2 e USS F-3 estavam ao lado realizando testes semelhantes quando as três embarcações entraram em um banco de neblina. O USS F-3 colidiu com o USS F-1 e, após a colisão, o USS F-3 permaneceu no local para ajudar a resgatar os sobreviventes da água”, detalhou.

“Notavelmente intacto”

Como a profundidade em que se encontra o submarino americano é incompatível à capacidade humana, a inspeção foi realizada por operadores a partir do veículo subaquático (HOV) Alvin, e do veículo subaquático autônomo (AUV) Sentry, ambos baseados no navio de pesquisa Atlantis, da WHOI.

A força combinada das duas capacidades transformou a pesquisa e a exploração oceanográfica em águas profundas– destacou à Live Science Bruce Strickrott o gerente do Alvin no WHOI


Ainda de acordo com a WHOI, câmeras de alta resolução do Alvin capturaram vídeos e fotos detalhados do naufrágio, que os especialistas em imagens da instituição uniram em modelos fotogramétricos capazes de fornecer medições precisas do submarino e dos animais que colonizaram seus destroços ao longo do tempo.

 

Inclusive, mesmo após mais de 100 anos submerso, Stickrott afirma que o submarino americano está “notavelmente intacto”, deitado de estibordo com a proa para noroeste.

 

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