Teste NHD 280: Lancha oferece desempenho e esportividade, acima de tudo

NÁUTICA testou a lancha, que faz brilhar os olhos com versatilidade da motorização e no desempenho da navegação

Por: Redação -
17/11/2022

A NHD Boats caprichou na receita da NHD 280, lancha cabinada repleta de soluções interessantes em relação às embarcações do seu porte. A começar pela plataforma lateral que se abre no costado, formando um espaço extra de convivência na popa, a área preferida pelos brasileiros quando o barco está parado.

Outro ponto forte da NHD 280 é o desempenho. A lancha do estaleiro catarinense oferece navegação estável e, consequentemente, confortável, passando bastante confiança a quem está a bordo. Sem contar a versatilidade da motorização, que tanto pode ser de popa quanto de centro-rabeta.

 

 

Esses detalhes credenciam o barco a ocupar lugar de destaque entre as lanchas de 28 pés, levando no casco um nome que, cada vez mais, funciona como um aval de qualidade.

 

Sucessora da extinta HD Marine (com mais de 1.500 lanchas entregues, a maioria ainda navegando em nossas águas), a NHD Boats é uma marca jovem, mas já com destaque no mercado nacional, em virtude da construção de cascos robustos, de altas qualidade e navegabilidade.

Em apenas quatro anos, de suas instalações na catarinense Itajaí já saíram cerca de 200 lanchas, de modelos que variam entre 27 e 37 pés.

 

Esta aqui, a cabinada NHD 280, é produzida em duas versões: popa e centro-rabeta. Ao lado da NHD 270 Open, é um dos carros-chefes do estaleiro comandado pela dupla André Maranhão e Eduardo Lacet.

 

Recentemente, além das nossas águas, a 28 pés passou a navegar por mares internacionais, já que com algumas unidades foram exportadas para a Turquia.

Com 8,35 metros de comprimento (27,4 pés), a NHD 280 é uma day cruiser— como o próprio nome diz, uma lancha voltada prioritariamente aos passeios diurnos, com excelente aproveitamento da área externa, embora tenha uma boa cabine para pernoites curtos ou descansos durante os passeios.

 

Seu cockpit acomoda bem até 12 pessoas. E ainda tem um algo mais na popa, que é o chamado open deck: uma abertura, de acionamento manual, a bombordo, que aumenta a largura da plataforma em cerca de 1 metro.

Já no embarque pela popa, percebe-se que a lancha ostenta uma bela área de lazer para uma embarcação do seu porte. A plataforma é ampla e se expande com o open deck abaixado, proporcionando um espaço agradável para quem gosta de ficar pertinho do mar.

 

Para deixar a passagem para o cockpit desimpedida, o espaço gourmet não fica centralizado e sim à direita da plataforma, ou seja, a boreste.

O móvel que protege a churrasqueira, uma pia pressurizada e uma tábua de corte é de madeira, com tampa equipada com amortecedor. Na frente do móvel há um extenso pega-mão; nos bordos, quatro porta-copos; embaixo, um armário na medida exata para guardar o material de salvatagem, além de outros itens.

 

A escada de acesso ao mar, de quatro degraus, tem um pegador de madeira que empresta um toque de requinte a essa área, em harmonia com a tampa do móvel gourmet. Por sua vez, a mangueira do chuveirinho, com água pressurizada, é bem comprida, permitindo a quem volta do mar não apenas lavar os pés como tomar um banho e até lavar o bote.

No cockpit (que tem uma targa com 1,87 metro de altura, na qual o sistema de som está distribuído) fica o espaço de confraternização, com dois sofás, sendo um em L, na popa, com uma mesa rebatível à frente, e outro, do tipo divã, ao lado do posto de comando.

 

Para aumentar o aproveitamento de espaço, embaixo dos assentos há um bom conjunto de paióis, sendo que um deles está dimensionado (já com travas afixadas) para a colocação de um cooler.

Entre os itens de conforto no cockpit, destaque para caixa de gelo, a bombordo, que é bem profunda e, portanto, oferece espaço para armazenar muita coisa. Ao lado dela há três porta-copos; na frente, um conveniente pega-mão; e embaixo, uma interessante cristaleira. Já a boreste, atrás do posto de comando, o projetista instalou outros dois porta-copos e uma segunda caixa, não tão profunda quanto a anterior, que pode ser usada como porta-trecos, além de uma lixeira embutida.

O banco do piloto, individual, tem regulagem de distância e pode ser rebatido, para pilotagem mais alta. O painel de comando tem espaço para um eletrônico multifunção e vários relógios para a leitura dos medidores do motor. Opcionalmente, todos os instrumentos podem ser digitais.

 

Compatível com a potência do motor, em relação ao tamanho do casco, a NHD 280 tem flapes como item opcional, recurso que combina bem com o barco (especialmente na hora de planar), além do trim da rabeta, controlado no manete.

O acesso à proa é feito por meio de degraus ao lado do posto de comando e de uma abertura no centro do para-brisa. Lá na frente, há um convidativo trampolim no bico de proa; o guarda-mancebo, de inox, está bem-dimensionado; o solário estofado faz uma curva, contornando a gaiuta; e o guincho de âncora tem comandos ao seu lado e também no painel do piloto.

 

A cabine, com 1,60 m de altura, se encaixa na proposta do barco, que é levar uma dúzia de pessoas para passeios diurnos, com opção de pernoite para um casal. Para isso, o sofá em V da proa, com mesa central, transforma-se em uma cama com 1,95 m de comprimento, com entrada de ar e luz através de uma ampla gaiuta e quatro vigias laterais (uma delas localizada no banheiro).

A iluminação ambiente, de led, é agradável. Tem ainda uma pia, uma cristaleira e um nicho para a instalação de uma pequena cozinha, com espaço para um micro-ondas.

 

Com 1,50 metro de altura, o banheiro é adequado, mas não permite ficar totalmente de pé. Contudo, oferece pia com torneira, vaso sanitário, ducha higiênica, espelho e degraus de teca.

 

Navegação da NHD 280

Testamos a NHD 280 em Balneário Camboriú, em um dia de mar não muito agitado, mas com ondas de 70 centímetros de altura e um pouco de vento. Seu casco não deixou nada a desejar em termos de navegabilidade, a começar pela agilidade, quase esportiva.

 

Equipada com um motor V8 de 300 hp, da Volvo Penta, a NHD 280 chegou a ótimos 36,2 nós de máxima, com duas pessoas a bordo. Na aceleração, foi de 0 a 20 nós em apenas 7,3 segundos, outra boa marca.

 

Além disso, ela se mostrou ágil e eficiente, fazendo curvas com excelente raio e apresentando respostas rápidas às investidas no manete e no volante. Mérito do casco bem projetado. Por conta de seu V profundo, ela aderna nas curvas fechadas, mas sempre mantendo o controle e o curso.

Outro detalhe que agradou bastante foi a navegação suave, sem nenhuma pancada forte. O conforto a bordo também surpreende. Cortando as ondas em alta velocidade, ou seja, acima de 30 nós, ela se mostrou bastante firme e sem jogar água para dentro do convés.

 

O acesso ao motor é feito com o levantamento do sofá de popa. Já por uma portinha no centro do cockpit alcança-se o tanque de combustível, de alumínio, com capacidade de 200 litros.

 

Versátil na motorização, a NHD 280 aceita tanto motor de popa quanto de centro-rabeta, a diesel ou gasolina, de 250 a 300 hp. A escolha por um ou outro depende de algumas variáveis, como o tipo de água (doce ou salgada) onde se pretende navegar, por exemplo.

Uma das vantagens do motor de popa é a possibilidade de navegar em lugares com menor profundidade, pois o piloto pode visualizar o trabalho do hélice próximo à superfície, o que facilita na hora de atracar em uma praia ou sair de um baixio, além de não angular a cruzeta, como o motor de centro-rabeta.

 

Além disso, o motor de popa é mais barato, deixa mais espaço a bordo e tem manutenção fácil. Já o motor de centro-rabeta é econômico, silencioso, facilita a atracação de popa, dá mais estabilidade à embarcação e dura mais. Diesel ou a gasolina? O consumo e a autonomia são bem melhores com diesel, mas o motor a gasolina é mais barato.

Em resumo, uma ótima combinação de lancha com desempenho quase esportivo com bom barco familiar. Começamos chamando a NHD 280 de Day Cruiser. Depois desse teste, é melhor mudar o conceito para “Sport Cruiser”, tal a sua agilidade e desempenho.

 

Enfim, é uma lancha com tudo para agradar a quem busca um segundo barco maior ou deseja entrar no mercado com uma cabinada de primeira-mão.

Saiba tudo sobre a NHD 280

Pontos altos

  • O desempenho esportivo
  • Abertura lateral na plataforma de popa
  • Amplo espaço gourmet

Pontos baixos

  • A altura da cabine
  • Banheiro compacto
  • Boca um pouco estreita

Características técnicas

Comprimento máximo: 8,35 m
Boca máxima: 2,70 m
Peso leve: 1.400 kg
Calado: 0,55 metro
Tanque de água: 130 litros
Tanque de combustível: 200 litros
Capacidade (dia): 12 pessoas
Capacidade (noite): 2 pessoas
Motorização: popa ou centro-rabeta
Potência: 250 a 300 hp

Quanto custa a NHD 280

A partir de R$ 445.700,00, com um motor de 250 hp a gasolina. Preço pesquisado em novembro/2022. Para saber mais sobre o modelo testado, acesse o site oficial da NHD Boats.

 

Consultor técnico: Guilherme Kodja
Edição de texto: Gilberto Ungaretti
Edição de vídeo: Luiz Becherini
Fotos: Victor Oliveira e Divulgação

 

 

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