Designers japoneses projetam cidade flutuante para lidar com aumento do nível do mar

“Dogen City” terá capacidade para 40 mil pessoas, estádio esportivo, parques e hotéis residenciais

20/06/2023
Fotos: N-ARK / Divulgação

Ao longo dos anos, as mudanças no clima e o movimento das placas tectônicas tem feito o nível do mar subir consideravelmente, fazendo com que medidas de prevenção sejam cada vez mais imediatas. Um projeto japonês de cidade flutuante, batizado de Dogen City, é uma dessas alternativas.

A N-Ark, startup por trás da Dogen City, afirma que o local vai fornecer habitat autossuficiente para 40 mil pessoas (10 mil delas de forma permanente). Tudo isso em uma área equivalente a 4 km de circunferência, onde os moradores poderão chegar a qualquer ponto da cidade em uma hora.


Descrita ainda como “cidade médica no mar”, os habitantes da cidade flutuante teriam acesso a cuidados médicos e legumes frescos, cultivados em Dogen City por meio de um método de agricultura que incorpora água do mar.

 

Além disso, dentre as instalações do projeto japonês de cidade flutuante estão um estádio esportivo, parques flutuantes, locais de oração, hotéis residenciais e até cemitérios.

 

Por ano, estima-se que a Dogen City deve consumir um total de 2 milhões de litros de água e gerar 3 toneladas de lixo, enquanto a produção de alimentos chegará a quase 7 toneladas.

Entenda a estrutura da cidade flutuante Dogen City

Ao todo, três partes principais compõem a cidade flutuante. A primeira delas é um anel externo, que guarda as principais áreas de convivência e instalações de água, esgoto e energia. Dentro dele ficam edifícios flutuantes que podem se mover livremente, onde barcos transportarão moradores pela cidade.

A segunda parte fica abaixo da superfície da água, onde há um centro de dados submarino e instalações de pesquisa médica. A terceira, por sua vez, é a estrutura externa, que leva a forma do corpo de um navio para, segundo os projetistas, atuar como uma defesa contra tsunamis.


Comprometida com o New Ocean (inovação empresarial oceânica promovida pela indústria, academia e governo), o projeto japonês de cidade flutuante visa o impacto social, servindo de abrigo em casos de desastres naturais, melhoria do ambiente marinho e acomodação de refugiados climáticos.

 

A ideia dos designers japoneses, caso saia do papel, deve estimular a economia, através do uso de novas tecnologias e negócios, transporte marítimo, recursos e defesa nacional.

Segundo os projetistas, a Dogen City é uma cidade sustentável projetada para funcionar como uma cidade flutuante de assistência médica inteligente em “tempos de paz” e como uma cidade autônoma em casos de desastres naturais.

 

Os responsáveis pelo projeto japonês de cidade flutuante não divulgaram informações sobre o orçamento, localização proposta ou previsão de entrega da Dogen City.

 

E você, moraria em uma cidade flutuante?

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Inverno a bordo: confira 3 pratos leves para preparar em uma lancha

    Seleção considera praticidade ideal para ambientes a bordo, onde espaço, segurança, armazenamento e facilidade no preparo fazem a diferença

    Dia do Documentário Brasileiro: produções náuticas para assistir e navegar por grandes histórias

    Do pioneirismo de Reinaldo Conrad às travessias de Amyr e Tamara Klink, confira documentários nacionais que retratam aventuras e personagens marcantes

    Rota das Praias SP-Rio: projeto promete roteiro que conecta 15 cidades no litoral de SP e RJ

    Percurso que soma cerca 2.365 praias quer ampliar a permanência dos turistas e impulsionar economia dos municípios

    Ciclone-bomba não é o maior risco para navegação no Sudeste; alerta vem no domingo e segunda

    Segundo Guilherme Kodja, consultor técnico do Grupo Náutica, ventos fortes de noroeste já exigem atenção, mas o principal perigo para quem navega deve vir com a atuação de um anticiclone pós-frontal

    Parece Van Gogh, mas é a natureza: mapa das correntes oceânicas da NASA impressiona

    Modelo reconstrói, com base em décadas de dados, o comportamento dos oceanos e sua influência sobre o clima global. Assista!