Famosa ilha italiana só receberá turistas que agendarem visitas por aplicativo
Nova medida busca combater turismo excessivo na Sardenha, que sofre com superlotação no verão


Para quem já está acostumado a conhecer grandes destinos turísticos paradisíacos, a prática de reservar uma espreguiçadeira nas praias mais cobiçadas não é novidade. Entretanto, a Itália foi além: em breve, o turista que quiser ir à Praia de Tuerredda, na areia mesmo, precisará agendar sua visita por um aplicativo.
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Forte destino turístico italiano, a belíssima praia da região de Sardenha busca reduzir o excesso de turistas no local, que chega a superlotar durante o verão. A nova regra vem como parte de um esforço das autoridades para gerenciar as multidões e proteger o ambiente delicado de Tuerredda.


Desde 2020, a praia segue o limite de 1.100 banhistas por dia no verão, mas o conselho local planeja introduzir ainda mais regulamentações. Com essa atualização, os turistas não terão outra escolha a não ser agendar sua visita online pelo novo aplicativo.
Esperamos começar com o novo sistema em julho — Angelo Milia, prefeito de Tuelada
O aplicativo é uma tentativa de “melhorar a experiência do visitante e, ao mesmo tempo, proteger o meio ambiente”. Ele também deve agilizar o processo de agendamento para visitar a praia — além de incentivar o turismo sustentável em Tuerredda.


Os detalhes específicos de como o app irá funcionar ainda não foram divulgados. Contudo, espera-se que o sistema permita agendamentos, pagamentos e forneça informações sobre os regulamentos da praia.
Por um turismo mais equilibrado
Na Itália, a praia de Tuerredda não está sozinha na “batalha” contra o sobreturismo (congestionamento causado pelo excesso de turista). Numa cúpula sobre o tema, que contou com prefeitos de vários destinos turísticos do país, como Capri e Positano, o app foi uma das ideias discutidas.


Essas cidades são como ímãs para visitantes internacionais e, em muitos casos, a infraestrutura e os recursos locais ficam sobrecarregados pela multidão. Por isso, há quem defenda mais ações contra o sobreturismo.
Paolo Falco, prefeito de Capri — ilha italiana localizada no Golfo de Nápoles e conhecida por suas várias atrações turísticas — disse que gostaria, inclusive, de introduzir um limite de hora em hora no número de balsas. A ação teria efeito, por exemplo, na Marina Grande, principal porto da região.
É essencial que nosso município tenha voz ativa no cronograma de conexões marítimas — Paolo Falco


Em meados de 2024, Capri sofreu com falta de água e chegou a bloquear a entrada de turistas. O local tem dezenas de milhares de moradores, mas ultrapassa a barreira dos 2 milhões de visitantes estrangeiros durante as férias de verão.
Em Capri, queremos proteger ao máximo quem vem nos visitar e garantir uma experiência de qualidade para todos — Paolo Falco
Para Michele Cereghini, prefeito de Pinzolo, nos Alpes Italianos, o equilíbrio é tudo: “estamos bem cientes do valor e da importância do turismo para o crescimento de nossas áreas, mas estamos igualmente cientes da necessidade de garantir o bem-estar de nossos moradores.”
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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