Após quase 100 dias debaixo d’água, cientista afirma ter rejuvenescido
Joseph Dituri está vivendo em uma pousada submersa para realizar pesquisas sobre o corpo humano em situações extremas


Faz quase 100 dias que o pesquisador americano Joseph Dituri, 55 anos, está vivendo debaixo d’água. Agora, o cientista diz ter rejuvenescido neste processo.
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Submerso em uma pousada a nove metros de profundidade, Joseph segue sua vida normal. Ou seja, ele trabalha ao menos uma hora por dia durante cinco dias na semana. Além disso, ele pratica um ciclo de exercícios, com o intuito de cuidar do seu organismo.
Dituri já passou por diversos exames. Em um deles, foi comprovado que os cromossomos do cientista tiveram aumento de 20%. O esperado, com o passar dos anos, é uma diminuição de cromossomos. Desse modo, pode-se afirmar que ele rejuvenesceu cerca de dez anos.


Os exames de Joseph também revelaram que seu corpo já produziu dez vezes mais células-tronco do que comparado a três meses atrás. Seu sono melhorou, assim como seu colesterol — que agora está mais baixo. Segundo especialistas, todas essas mudanças aconteceram graças à pressão exercida pela água nesse ambiente.
Aposentado pela Marinha, o que cientista que diz ter rejuvenescido afirmou ter conseguido manter sua massa muscular e que seu metabolismo havia aumentado. Então, seu corpo ficou mais magro do que comparado ao tempo em que vivia na superfície.


O cientista está vivendo em uma pousada debaixo d’água, localizada a nove metros da superfície do Oceano Atlântico. Ele está hospedado na região de Key Largo, no Sul da Flórida. O projeto, batizado de Netuno 100, está em vigor desde março deste ano.


A Jules’ Undersea Lodge é uma estalagem toda feita de vidro e aço. Ela é abastecida com ar comprimido, assim inundações são evitadas. Só que vale pontuar, a única forma de chegar aos quartos é por meio de mergulho.
Estudos em Marte
Dentro da habitação do cientista que está vivendo debaixo d’água há um dispositivo que poderá ajudar os astronautas que, futuramente, forem para Marte. Este equipamento pode monitorar todo o corpo humano e também alertar, caso a pessoa precise de assistência médica.
Outra pesquisa que Joseph está desenvolvendo é tentar descobrir uma forma de evitar a perda de massa muscular durante o tempo que a tripulação estiver no espaço.
Por Felipe Yamauchi, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
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