Aumento na utilização do plástico pode extinguir vidro marinho
Talvez muitos não saibam, mas aquelas pedrinhas coloridas na areia da praia — que mais parecem pedras preciosas — são, na verdade, pedaços de vidro marinho. O material, apesar de comum, está perto de se tornar raro.
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Os primeiros registros do vidro datam de e aproximadamente 7 mil anos atrás. Os mercadores fenícios, ao fazerem uma fogueira na areia da praia, se tornaram os responsáveis pela descoberta, já que a junção de fogo com areia e nitrato de sódio resultou em… vidro.


A partir daí, locais como Egito, Grécia e Roma passaram então a utilizar o material para a produção de janelas, pratos, jarros e copos.
Durante muito tempo, o vidro foi o recipiente preferido de boa parte da população para armazenagem de líquidos e alimentos, como refrigerantes e leites. Após utilizado, o material é descartado em lixões ao ar livre, expostos à chuva e ao vento e próximos a cursos d’água.
Dessa forma, após o descarte, o vidro acaba colidindo com outros objetos e se quebrando em vários pedaços menores. Esses pedaços viajam pelos cursos d’água e chegam ao mar, em que a força das ondas faz com que os cacos rolem e deslizem no fundo do oceano, num movimento que arredonda suas bordas e o deixa fosco.
Assim surge o vidro marinho — as famosas pedrinhas coloridas encontradas na praia. Sua coloração é uma das principais responsáveis por fazer com que o vidro marinho seja utilizado na produção de joias, por exemplo.


Apesar disso, com o aumento do uso do plástico, encontrar pedras coloridas na areia da praia vai ser uma tarefa cada vez mais difícil.
Vale ressaltar que o plástico oferece um impacto ambiental muito mais perigoso ao ambiente marinho, devido à poluição por microplásticos, enquanto o vidro é 100% reciclável. Ativistas ambientais já têm exigido alternativas ao plástico, sugerindo, por exemplo, a reutilização do vidro e do metal, que podem ser reciclados mais facilmente.
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