Conheça os esportes náuticos das Paralímpiadas de Paris e os brasileiros na disputa

Maior evento esportivo do mundo para pessoas com deficiência leva 15 paratletas do Brasil para as águas da França

30/08/2024
Fernando Rufino, atleta de paracanoagem. Foto: Alessandra Cabral/CPB

Depois de recordes batidos nas Olimpíadas de Paris, chegou a vez dos brasileiros desfilarem nas águas francesas nas Paralimpíadas de 2024. O maior evento esportivo do mundo para pessoas com deficiência começou em 28 de agosto e promete entregar muitas medalhas aos paratletas do Brasil até o dia 8 de setembro.

Considerado uma potência nas Paralimpíadas, o Brasil levou a Paris a sua maior delegação paralímpica da história: são 280 atletas, com brasileiros disputando em 20 das 22 modalidades.

Jairo Klug e Diana Barcelos, atletas de remo paralímpico. Foto: Alessandra Cabral/CPB

Nos esportes náuticos, estamos representados por 15 atletas: oito na paracanoagem e sete no remo paralímpico.

NÁUTICA te explica como funciona cada modalidade, quais condições são necessárias para competir nelas e quem representará as cores verde e amarela. Confira!

Paracanoagem

Esporte paralímpico que já rendeu quatro medalhas para o Brasil desde 2016 — quando a modalidade estreou, nos Jogos do Rio –, a paracanoagem estará pela terceira vez nas Paralimpíadas. Na primeira edição, apenas as provas de caiaque velocidade 200m foram disputadas, mas já há outras distâncias neste ano.

Aline Oliveira, atleta de paracanoagem. Foto: Alessandra Cabral/CPB

Na paracanoagem, podem competir os atletas com deficiência físico-motora, que são divididos em grupos de acordo com o grau de movimentação dos membros inferiores, superiores e tronco. As classes KL são para quem compete utilizando o caiaque, enquanto a VL é destinada aos que usam a canoa. Sendo assim:

  • KL/ VL1: usa somente os braços na remada;
  • KL2/ VL2: usa tronco e braços na remada;
  • KL3/ VL3: usa braços, tronco e pernas na remada.

É bom ficar de olho!

Em Paris, a canoagem do Brasil nas Paralimpíadas estará representada por oito atletas. Esperança de medalhas, a “caçula” Débora Raiza nasceu com má-formação que causou atrofia nas pernas e praticou atletismo até os 15 anos. No currículo, ela soma diversas medalhas em competições mundiais de paracanoagem.

Mari Santilli, atleta de paracanoagem. Foto: Alessandra Cabral/CPB

No masculino, temos dois medalhistas paralímpicos: Luís Carlos Cardoso (prata em Tóquio 2020) e Fernando Rufino (ouro em Tóquio 2020), que, além das medalhas, têm outros títulos em campeonatos mundiais.

Fernando Rufino, atleta de paracanoagem. Foto: Alessandra Cabral/CPB

Confira os paracanoístas do Brasil e suas categorias:

  • Adriana Gomes de Azevedo (KL1)
  • Aline Furtado de Oliveira (KL3)
  • Débora Raiza Ribeiro Benevides (KL2 / VL2)
  • Fernando Rufino de Paulo (KL2 / VL2)
  • Igor Alex Tofalini (VL2)
  • Luís Carlos Cardoso da Silva (KL1)
  • Mari Christina Santilli (KL3 / VL3)
  • Miquéias Elias Rodrigues (KL3)

Datas da paracanoagem

Anote na agenda: a paracanoagem começa em 6 de setembro e encerra no dia 8 do mesmo mês — último dia das Paralimpíadas de Paris.

Remo paralímpico

Desde 2008 nos Jogos de Pequim, o Brasil coleciona dois pódios no remo paralímpico: na estreia, em 2008, no double skiff misto, com Elton Santana e Josiane Lima; e em Tóquio 2020, com Renê Pereira no single skiff masculino.

Claudia Cicero dos Santos. Foto: Alessandra Cabral/CPB

O remo paralímpico consiste na prática do remo por pessoas com deficiência ou limitação física, visual ou déficit intelectual, que tenham mobilidade mínima de braços. Como na paracanoagem, as categorias da modalidade separam os atletas pelo seu tipo de deficiência. Confira.

  • PR1: Remadores com função mínima ou nenhuma função do tronco que impulsionam o barco, principalmente por meio da função de braço e ombro;
  • PR2: Atletas que possuem uso funcional dos braços e troncos, porém apresentam fraqueza ou ausência da função das pernas para deslizar no assento;
  • PR3: Remadores com função residual nas pernas que lhes permite deslizar no assento — esta classe também inclui atletas com deficiência visual.
Claudia Cicero dos Santos. Foto: Alessandra Cabral/CPB

Dá para sonhar?

Veterana no remo paralímpico, Cláudia Cícero dos Santos está na sua quarta Paralimpíada e em busca da primeira medalha. Com a perna esquerda totalmente amputada, a paratleta possui vários títulos no currículo, sendo campeã mundial e bicampeã brasileira de remo. Confira os remadores paralímpicos do Brasil!

Claudia Cicero dos Santos. Foto: Alessandra Cabral/CPB
  • Alina Dumas – PR3
  • Claudia Cicero dos Santos – PR1
  • Diana Cristina Barcelos de Oliveira – PR3
  • Erik Matheus da Silva Lima – PR3
  • Gabriel Mendes de Souza – PR3
  • Jairo Natanael Frohlich Klug – PR3
  • Priscila Barreto de Souza – PR3

Datas do remo paralímpico

Neste sábado (31), começa a repescagem da paracanoagem — e todos os brasileiros vão participar. A disputa começa às 6h50 (horário de Brasília) e vale duas vagas na final A, contra Coreia do Sul, Itália, Austrália, China e Espanha. As finais estão programadas para a manhã de 1º de setembro.

 

Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida

 

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