Por que a tocha olímpica não apaga debaixo d’água? Entenda

Tradicional revezamento que antecede os Jogos contou com trecho submerso na França, a 20m de profundidade no Mediterrâneo

Por: Redação -
25/06/2024
Foto: Jogos Olímpicos/ Twitter/ Reprodução

O tradicional revezamento da tocha olímpica, costumeiramente iniciado cem dias antes dos Jogos, ganhou um destaque a mais em Paris 2024, ao envolver um trecho debaixo d’água. Na terça-feira passada (18), a mergulhadora francesa Alice Modolo desceu vinte metros abaixo da superfície do Mar Mediterrâneo para resgatar a chama e iniciar a 34ª etapa do revezamento.

O momento foi filmado e publicado nas redes sociais oficiais das Olimpíadas de Paris.

Foto: Jogos Olímpicos/ Twitter/ Reprodução

‘Mas como isso é possível?’’, você pode estar se perguntando. Ao portal de notícias Metrópoles, o professor de física Diego Borges explicou que a resposta está no método usado para acendê-la.

Como ela é acesa por combustão [a gás], não é problema estar debaixo d’água. Alguns combustíveis têm energia de ativação muito baixa e nem a água consegue impedir quando alcançada– Diego Borges, professor de física, ao Metrópoles

Além disso, a tocha olímpica é projetada para permanecer acesa ao longo de todo o revezamento, independentemente das condições climáticas. Como o cartucho com gás inserido na parte inferior da tocha só tem combustível suficiente para 20 minutos, tochas cheias de gás substituem as que já estão com pouco.

 

 

Para reacendê-las  quando necessário, são transportados também quatro lampiões, sendo que cada um tem combustível para 15 horas.


Símbolo de unidade e paz, a tocha olímpica faz parte da tradição que começou nos Jogos de 1936. Neste ano, após ser acesa em Olímpia, na Grécia, seguiu para a França e passará por 65 territórios do país.

 

A ArcelorMittal foi a empresa responsável pela produção das duas mil tochas olímpicas em aço reciclado. Cada uma conta com 70 centímetros de comprimento e peso de 1,5 quilo.

 

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