Cromossomos sexuais mais antigos do mundo pertencem a polvos

Cientistas descobriram que animais marinhos possuem estruturas que datam de algo entre 248 milhões e 455 milhões de anos

Por: Redação -
15/03/2024
Foto: Linnaea Mallette/ Public Domain Pictures/ Reprodução

O universo científico já sabia que os cromossomos sexuais mais antigos do mundo pertenciam a uma criatura marinha, mas uma recente pesquisa provou que são os polvos e as lulas os responsáveis por esse feito – e que tais moléculas de DNA datam de milhões de anos antes do que o imaginado!

A descoberta pertence aos pesquisadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos. De acordo com os resultados, os cromossomos sexuais desses cefalópodes datam de algo entre 248 milhões e 455 milhões de anos.

Foto: Pia B/ Pexels/ Reprodução

Até então, acreditava-se que era o peixe esturjão o animal com as estruturas mais antigas, com idade de cerca de 180 milhões de anos.

O que são cromossomos sexuais?

Antes de mais nada, é importante deixar claro que cromossomos são estruturas que carregam o material genético nas células. Portanto, os cromossomos sexuais nada mais são do que os responsáveis por determinar o sexo dos seres vivos.

 

Nos seres humanos, essas estruturas são representadas pelas letras X e Y. Enquanto os homens apresentam um de cada, as mulheres possuem dois X.


No caso dos polvos, lulas e outros cefalópodes, ao longo de muito tempo os cientistas não souberam dizer se os machos e fêmeas eram definidos por meio dos cromossomos ou por fatores ambientais, como a temperatura, por exemplo.

 

Isso mudou em 2015, quando cientistas completaram o primeiro sequenciamento genético de um cefalópode – o polvo de duas manchas da Califórnia.

A pesquisa

A sequência realizada há nove anos deixou duas lacunas, e é aí que entram os pesquisadores da Universidade de Oregon. Liderada pelo biólogo Andrew Kern, a equipe definiu que as preencheria com sequenciamento de alta fidelidade.

 

Ao analisarem um polvo fêmea, eles logo notaram que o cromossomo 17 parecia menos preenchido com genes do que as demais estruturas da sequência. Ao compararem com um polvo macho, perceberam a possibilidade da existência de diferenças sexuais entre eles – assim como ocorre entre os humanos.

Foto: Departamento de Biologia, Universidade de Oregon/ Reprodução

Os cientistas, então, sequenciaram mais quatro polvos e confirmaram que as fêmeas possuem apenas uma cópia do cromossomo 17, ao passo que os machos contam com duas. Em vez dos XY e XX usado para os humanos, os polvos ganharam a nomenclatura ZZ (macho) e Z0 (fêmea).

E a idade?

Se você está se perguntando como foi possível descobrir que os cromossomos sexuais datam de milhões de anos atrás, saiba que os pesquisadores compararam os genomas dos animais estudados com os de outras três espécies de polvos, além de três espécies de lulas e com o náutilo-imperador.

Foto: PxHere/ Reprodução

Notou-se que o padrão ZZ/Z0 só não estava presente neste último, um animal mais distante dos demais. Isso mostrou que os cromossomos sexuais progrediram após a evolução da linhagem náutilo e da linhagem que deu origem às lulas e polvos atuais – fenômeno que ocorreu entre 248 milhões e 455 milhões de anos atrás.

 

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