Espumante brasileiro que passou mais de 1 ano no fundo do mar chega ao mercado; saiba o preço
A bebida, da vinícola gaúcha Miolo, foi submersa ainda em 2016 nas águas da Bretanha, na França


Você tomaria um espumante sabendo que ele passou parte de seu tempo de envelhecimento no fundo do mar? Se a curiosidade aguça os seus sentidos, saiba que já existe, no Brasil, a possibilidade de experimentar um desses — fruto de uma vinícola nacional, a Miolo, do Rio Grande do Sul.
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Batizado de Miolo Cuvée – Under The Sea, o espumante protagonizou um lote de 504 garrafas da vinícola que foram levadas à França, mais precisamente, para a ilha de Ouessant, na região da Baie du Stiff, sob as águas da Bretanha.


Por lá, as garrafas passaram cerca de um ano em uma “cave submarina”, entre outubro de 2016 e novembro de 2017, quando foram resgatadas. De volta ao Brasil, a bebida — que é de uma safra de 2014 — ainda permaneceu na cave subterrânea da Vinícola Miolo, no Vale dos Vinhedos (RS), onde completou 10 anos de envelhecimento.
Agora, já é possível adquirir no país uma garrafa do Miolo Cuvée – Under The Sea, por nada menos que R$ 3,5 mil.
Não é de hoje que espumantes envelhecem no mar
A prática de envelhecer espumantes no fundo do mar é mais comum na Europa. Acredita-se que tudo começou quando um grupo de mergulhadores, em 2010, descobriu um navio naufragado no arquipélago finlandês Åland, que continha 168 garrafas de champanhe ainda cheias.
Dessas, 11 foram vendidas em leilão por US$ 156 mil (o equivalente a mais de R$ 900 mil atualmente, em conversão realizada em novembro de 2024). Com o potencial, o setor começou a olhar mais atentamente à possibilidade, com empresas, inclusive, criando adegas subaquáticas no fundo do mar.


Especialista em champanhe e fundadora da revista Champagne Everyday, Lucy Edwards diz que o armazenamento subaquático “é a área de desenvolvimento mais rápida no champanhe, com a maioria dos grandes produtores e até mesmo pequenas casas tentando isso”.
Já conforme disse o sommelier Emanuel Pesqueira ao The International Wine Challenge, “os vinhos envelhecem mais lentamente debaixo d’água”, pois quanto mais fundo eles estão, maior será a pressão atmosférica — e a bebida mantém o frescor por muito mais tempo.
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