EUA vão usar IA para monitorar impacto de parques eólicos marítimos em baleias-francas

Mares norte-americanos são lar da espécie que está ameaçada, com apenas 360 delas no mundo

17/02/2024

Fontes de energia limpas e renováveis se fazem cada vez mais necessárias nos dias atuais, uma vez que o planeta sofre, cada vez mais, as consequências do aquecimento global. Os parques eólicos offshore são um exemplo dessas fontes, mas, nos Estados Unidos, esse sistema precisará passar por monitoramento comandado por inteligência artificial (IA), já que as baleias-francas da região podem estar em perigo.

Antes de mais nada, é preciso explicar duas coisas. A primeira delas é que os parques eólicos offshore são instalações de produção de eletricidade que usam turbinas eólicas colocadas em alto-mar. A segunda é que as águas norte-americanas são o principal lar das baleias-francas, espécie que está ameaçada, com apenas 360 desses animais no mundo.

Ou seja, o sistema, apesar de trazer muitos benefícios, não é isento de possíveis danos — principalmente à vida marinha. Contudo, a ideia do atual presidente dos EUA, Joe Biden, é que o país tenha 60 GW (um gigawatt equivale a 1 bilhão de watts) de energia eólica offshore até 2030.

 

Para que o plano se concretize sem prejudicar as baleias-francas, duas agências ambientais dos EUA, a Bureau of Ocean Energy Management (BOEM) e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), querem usar a IA para monitorar como os parques eólicos offshore afetam a vida animal.

A ideia da BOEM e da NOAA é usar IA e monitorização acústica para rastrear onde as baleias estão em um determinado momento e, depois, analisar como a instalação das usinas as impactou.


As agências ambientais têm ainda como estratégia medidas para evitar a construção dos parques eólicos offshore em locais onde as baleias podem estar, além de estabelecer limites de ruído durante a construção e desenvolver tecnologias mais silenciosas, diminuindo o impacto à vida marinha.

 

Em comunicado, Elizabeth Klein, diretora do BOEM, disse que a administração de Biden quer que o desenvolvimento seja feito de forma responsável. De acordo com ela, o projeto permite proteger a baleia-franca do Atlântico Norte ao mesmo tempo que cumpre os objetivos eólicos offshore do país.

 

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