Onda de calor extremo transforma mar da Flórida em banheira de hidromassagem

28/07/2023

A onda de calor que atinge a Europa e os Estados Unidos ganhou mais um episódio nessa semana, no estado americano da Flórida. Segundo medição, a temperatura da superfície do oceano na região subiu para níveis similares a banheiras de hidromassagem.

O governo americano registrou uma boia de temperatura da água, dentro do Parque de Everglades, com máxima de 38,44ºC nas águas de Manatee Bay. De acordo com outras medições feitas pelo governo dos EUA durante esta onda de calor, mais boias atingiram 38°C e 32°C.

Este é um recorde em potencial – George Rizzuto, metereologista.

Vale lembrar que os cientistas deixaram tom de incerteza sob o resultado das temperaturas. Entretanto, a mesma boia na noite anterior, também na Flórida, registrou máxima de 37,9°C, próximo do que foi levantado no dia seguinte na mesma região.

 

Segundo a Agência Natural Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) publicou nas descobertas do Centro Nacional de Informações de Boias, a média da água para a área durante esta época do ano deveria estar entre 23°C e 31ºC.

Caso esse resultado seja consenso, os 38,44°C de Manatee Bay quebraria o recorde e superaria as águas mais quentes já medidas até hoje. Atualmente, a maior temperatura já registrada foi no mar de Kuwait, no Oriente Médio, que atingiu 37,6°C no ano de 2020.

 

Os efeitos devastadores da onda de calor nas águas se refletem ao redor da Flórida, com branqueamento e até a morte de corais, no que foi um dos recifes mais resistentes do estado americano, o Cheeca Rocks.

Temperaturas fora de controle

Não é apenas a superfície do mar que está quebrando recorde de temperaturas altas. A onda de calor que os Estados Unidos e alguns países da Europa estão vivendo é sintomática do processo global de mudanças climáticas causado pelo homem, dizem especialistas.

 

No início deste mês de julho, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) das Nações Unidas afirmou que as temperaturas globais do mar têm atingidos recordes mensais desde maio. Segundo profissionais da área, a atual onda de calor deve persistir até agosto.

De acordo com estudos do cientista alemão Karsten Haustein, da Universidade de Leipzig, o mês de julho já está registrado como o mais quente da história. Em algumas partes de Sicília, na Itália, chegou a registrar 47ºC, enquanto o Vale da Morte, Estados Unidos e o noroeste da China já atingiram 50°C.

 

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