O barco Vestas 11th Hour Racing quebrou o mastro na manhã desta sexta-feira (30) durante a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. As primeiras informações indicam que toda a tripulação do veleiro dinamarquês/norte-americano está em segurança.
O time informou à Direção de Prova (Race Control) que o fato ocorreu às 10h59 (Horário de Brasília). A equipe foi forçada cortar parte do mastro para evitar danos ao casco.
O barco estava a aproximadamente 100 milhas náuticas das Ilhas Falkland. O Vestas 11th Hour Racing está a caminho da ilha a motor.
Na hora da desmastreação, o Vestas 11th Hour Racing velejava entre 25 a 30 nós direção norte com ondas de 3 metros. Outros barcos da regata estão próximos e se prontificaram em prestar assistência caso necessário.
A MRCC – Maritime Rescue Coordination Centre – foi avisada da situação, mas os tripulantes avisaram que não havia necessidade de apoio para seguir viagem até Falkland.
Barra de São Miguel, em Alagoas, deve ganhar uma nova marina ainda este ano. Com previsão de inauguração em novembro, o local contará com 50 vagas secas para embarcações de até 40 pés, e 40 vagas molhadas para barcos com calado de 2,5 m na maré seca. A descida das embarcações será feita por uma rampa de concreto.
A estrutura do empreendimento contará, ainda, com posto, pátio de serviços e heliponto, e a Stella Marina, como será chamada, está sendo construída nos moldes do programa Bandeira Azul, certificação concedida a locais que promovem informação e educação ambiental, gestão ambiental, segurança e serviços, e qualidade da água.
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Líder isolado da sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, o Team Brunel conquistou um ponto extra no campeonato ao contornar o Cabo Horn em primeiro lugar. A equipe holandesa passou pelo ponto mais icônico dos mares do mundo na manhã desta quinta-feira (29), mais precisamente às 10h01 (Horário de Brasília).
O Team Brunel mantém vantagem de quase 40 milhas náuticas para o segundo colocado na regata, o Vestas 11th Hour Racing. A perna da Nova Zelândia ao Brasil tem ao todo 7.600 milhas náuticas e deve ser concluída até a quinta-feira (5) na cidade catarinense de Itajaí, que receberá a Volvo Ocean Race pela terceira vez consecutiva.
“A tripulação está muito, muito cansada”, disse Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel. Não havia clima para comemoração a bordo em virtude de John Fischer (SHK / Scallywag), velejador que se perdeu no mar no início da semana. ”Não estamos felizes! A perda de John foi muito profunda e afetou as pessoas. Eu penso nele várias vezes a cada hora”.
E o holandês não está sozinho nesse pensamento! Os velejadores de todas as equipes da Volvo Ocean Race não digeriram a perda do atleta britânico.
”É o momento para mostrar nosso respeito”, disse o navegador Simon Fisher, do Vestas 11th Hour Racing. “O Cabo Horn é o mais difícil de dobrar. O vento sopra 35-40 nós e todos a bordo querem chegar logo.
O barco Sun Hung Kai Team / Scallywag, ainda em luto pela perda de seu atleta, continua se movendo em direção à costa oeste do Chile e deve chegar à terra no início da próxima semana.
Cabo Horn
O Vestas 11th Hour Racing contornou o Cabo Horn duas horas depois do líder Team Brunel. Na sequência passaram Dongfeng Race Team, Team AkzoNobel e Turn The Tide on Plastic.
O famoso Cabo Horn marca a passagem para o Oceano Atlântico e significa o fim do Pacífico para a flotilha da Volvo Ocean Race.
”É claro que a passagem pelo Cabo Horn é muito boa, e geralmente todo mundo ficaria muito feliz”, disse Charles Caudrelier, do Dongfeng Race Team. “Mas desta vez não podemos esquecer o que aconteceu com John Fisher no Scallywag, então não podemos ser felizes como uma passagem normal”.
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As águas de Búzios, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, ficarão agitadas neste fim de semana com o Campeonato Brasileiro de Windsurf 2018, organizado pela prefeitura da cidade. De 30 de março a 1º de abril, diversos atletas se reunirão no Búzios Vela Clube, na praia de Manguinhos, para as disputas nas modalidades Raceboard, Fórmula Windsurf, Fórmula Experience, Bic Techno 293, RS: One e Foil Windsurf.
Cada modalidade será disputada nas categorias Masculinas, Femininas e nas divisões Infantil até 15 anos, Ju-nior (15 a 18 anos), Sênior (21 a 35 anos), Master (36 a 49 anos) e Grand Master (acima de 50 anos). As inscrições podem ser feitas até as 10h da quinta-feira, dia 30, no local da competição, por uma taxa de R$ 250.
Programação:
30 de março 2017 – Sexta-feira
10:50 – Fim das inscrições
11:00 – Reunião de Velejadores
12:00 – Regatas
17:30 – Limite para largada
20:00 – Jantar de confraternização na UNIQ Geribá
31 de março – Sábado
11:00 – Regatas
17:00 – Limite para largada
17:30 – Cervejada Artesanal Trópica no BVC
1 de abril – Domingo
10:00 – Regatas
16:00 – Limite para largada da última Regata
18:00 – Entrega de prêmios e encerramento no Chez Michou
*Alterações na programação serão divulgadas no quadro de avisos.
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André Silva, gerente de pós-vendas da Azimut Yachts do Brasil, faleceu nesta quinta-feira (29) pela manhã, no Guarujá, litoral de São Paulo, durante recuperação após ter passado por cirurgia.
André tinha 44 anos e era apaixonado pelo mundo da navegação. Dedicou anos de sua vida para a náutica e contribuiu para a evolução do setor no Brasil. Depois de ter atuado como capitão de embarcações e técnico, ingressou na Azimut Yachts em 2014. Na empresa, cooperou significativamente para o desenvolvimento do setor de pós-vendas da fábrica no país como técnico, coordenador de área até chegar à gerência.
De acordo com a diretoria da empresa, André era querido por todos na profissão e certamente inspirou e continuará inspirando muitas pessoas pelo exemplo de ser humano. A Azimut Yachts sente profundamente essa partida precoce e presta a mais sincera solidariedade aos seus familiares e a todos os amigos.
O local e horário de velório e sepultamento do corpo de André Silva ainda não foram definidos. O Grupo Náutica lamenta a perda e expressa sentimentos à família e aos amigos de André.
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Pela primeira vez desde a criação do Fórum Náutico Paulista, uma reunião da câmara temática aconteceu fora da capital. O local escolhido foi a cidade de Timburi, que faz parte da região que está sendo popularmente conhecida por Angra Doce. Por ser banhada por um lago de 400 quilômetros quadrados, formado pelo reservatório da Usina Hidrelétrica de Chavantes com águas limpas e belezas naturais, a região possui um grande potencial para o desenvolvimento do turismo náutico de água doce no Estado de São Paulo.
No encontro o presidente do Fórum Náutico Paulista, Marco Antonio Castello Branco, fez uma apresentação onde destacou a necessidade de se instalar na região uma infraestrutura pública e privada para desenvolver e atrair o turismo náutico.
“Nós estamos levando o Fórum onde é necessário. Onde tem água é preciso ter rampa ou marina pública e segurança para atrair cada vez mais pessoas. Turismo não é passeio, turismo é desenvolvimento econômico que gera emprego, renda para a população local e aumento da arrecadação municipal”, disse Castello Branco.
O secretário de Turismo do Estado, Fabrício Cobra Arbex, destacou todo o potencial para o desenvolvimento econômico através do turismo para a região. “Na indústria o homem pode ser substituído pela máquina, no turismo isso não acontece. Em conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, iremos realizar um diagnóstico para o desenvolvimento do projeto Agra Doce e gerar mais emprego e renda para a população”, comentou Arbex.
Para o prefeito de Timburi, Paulo Minizzi, as águas que banham o município apontam o caminho para o desenvolvimento da região. “Precisamos aproveitar esse momento para fortalecer o turismo nos municípios da região, atraindo investidores e desenvolvendo nossa infraestrutura”, comentou.
Participaram também da reunião o presidente da UMMES – União dos Municípios da Média Sorocabana e prefeito de Ipaussu, Sérgio Guidio, presidente da Câmara Municipal de Timburi, Silvinho Polo, prefeita de Barão de Antonina, Maria Neres, prefeito de Fartura, Hamilton Bortotti, prefeito de Bernardino de Campos, Odilon Martins, tenente da Capitania Fluvial do Tietê-Paraná, Fabiana Cristina Romão Pereira, capitão de Mar e Guerra da Marinha do Brasil, André Luiz Pereira, secretários dos municípios, presidentes de associações e empresários.
Sobre Angra Doce
O Projeto de Lei nº. 3031/2015 busca instituir a região de Angra Doce como Área Especial de Interesse Turístico, composta por municípios dos Estados de São Paulo e do Paraná.
A iniciativa visa resguardar a riqueza natural da região e ampliar o potencial de Turismo dos rios e represas que banham os municípios.
O reservatório da Usina Hidrelétrica de Chavantes, localizada no Rio Paranapanema, a três quilômetros da foz do Rio Itararé, ocupa uma área de aproximadamente 400 km² que deu origem a um grande lago repleto de belezas naturais, o que permitiu aos municípios do seu entorno aproveitar o potencial para desenvolver entretenimento e lazer, com condições de se tornar um importante destino turístico do país.
A área Angra Doce abrange os municípios de Chavantes, Ourinhos, Canitar, Ipaussu, Timburi, Piraju, Fartura, Bernardino de Campos, Itaporanga e Barão de Antonina, no Estado de São Paulo e as cidades de Ribeirão Claro, Carlópolis, Siqueira Campos, Jacarezinho e Salto do Itararé, no Estado do Paraná.
Sobre o Fórum Náutico Paulista
O Fórum Náutico Paulista apoia, coordena e fomenta as ações voltadas ao desenvolvimento do setor náutico no Estado de São Paulo, integrando instituições públicas e privadas com o objetivo de promover os diversos segmentos relacionados ao esporte, turismo, indústria, comércio e serviços.
Sobre o setor náutico
Atualmente, a Região Sudeste possui 40 estaleiros que geram mais de 100 mil empregos diretos e indiretos. Os quatro estados são responsáveis por aproximadamente 50% da produção da frota náutica. Em 2014, o mercado movimentou US$ 700 milhões, importou 204 embarcações e vendeu 6.100 jets.
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Na segunda-feira, 26 de março, a equipe Sun Hung Kai / Scallywag perdeu John Fisher no mar do Oceano Antártico, a aproximadamente 1 400 milhas náuticas a oeste do Cabo Horn. Apesar de realizar uma extensa busca em condições extremas, ele não foi encontrado.
“Esta é a pior situação que você pode imaginar acontecendo com sua equipe”, disse Tim Newton, da equipe da SHK / Scallywag. “Estamos de coração partido pela família e amigos de John. Eu sei que David perdeu seu melhor amigo. É devastador”, completou.
Newton pediu à equipe que organizasse uma linha do tempo dos eventos para garantir uma informação precisa sobre o incidente. Confira:
Na segunda-feira, 26 de março, a SHK / Scallywag estava competindo na 7ª etapa da Volvo Ocean Race, de Auckland, Nova Zelândia, até Itajaí, no Brasil, a aproximadamente 1 400 milhas náuticas a oeste do Cabo Horn;
As condições meteorológicas foram de 35 a 45 nós, com mares de 4 a 5 metros com fortes ondas reduzindo a visibilidade. Faltavam 15 minutos antes do nascer do sol;
A equipe estava navegando com um único rizo na vela principal. A vela Fractional 0 (FR0) foi içada mas enrolada;
Por volta de 13h00 UTC, o SHK / Scallywag surfou em uma grande onda levando a um acidente;
John Fisher estava no convés, no cockpit. Neste momento, ele estava se movendo para a frente para retirar a capa da code zero e, por isso, soltou seu cinto de segurança como procedimento padrão ao se mover entre as posições;
Na surfada, John foi atingido e derrubado do barco. A tripulação a bordo acredita que John estava inconsciente por causa do golpe antes de cair na água;
Ele estava vestindo uma roupa de sobrevivência com capuz e luvas e um colete salva-vidas;
A bóia JON e a bóia de ferradura foram jogadas da parte de trás do barco para marcar a posição;
Demorou algum tempo para que o barco estivesse sob controle e, a motor, navegasse de volta para perto de onde ocorreu o homem ao mar;
Às 13h42 (UTC), a equipe informou ao Race Control, por e-mail, que havia um homem ao mar e eles estavam retornando à posição do MOB para iniciar um padrão de busca;
Com a contribuição do Centro de Coordenação de Resgate Marítimo e Controle de Corrida em Alicante, uma operação de busca e salvamento foi realizada por várias horas, mas não havia sinal de John, da bóia de ferradura ou da bóia JON;
Com as condições climáticas piorando, uma decisão difícil foi tomada para abandonar a busca e preservar a segurança da tripulação restante.
Segundo Newton, a equipe está perturbada, mas tem foco claro em levar a tripulação e o barco de volta à costa. “Esta situação ainda não acabou para a nossa equipe”, disse ele. “As condições são extremamente desafiadoras, com ventos fortes. Nosso único foco, com a ajuda do Race Control em Alicante, é levar a equipe ao porto com segurança. Uma vez que tenhamos conseguido isso, teremos que garantir que quaisquer lições que possam ser aprendidas com o que aconteceu com John sejam incorporadas pelo restante da frota no futuro”, completou. “Isso seria um tremendo legado para John, que passou muito tempo passando os ensinamentos de sua experiência no mar para os jovens marinheiros de nossa equipe”, finalizou Newton.
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O Grupo Ferretti lançou, no último dia 22, a nova Riva 110 Dolcevita na fábrica da marca em La Spezia, na Itália, onde são produzidos os modelos de 76 e 110 pés. O novo modelo combina design, funcionalidade, tecnologia e experiência marítima. Com perfil esportivo e design que inclui janelas de vidro com vigias integradas, a nova Riva é resultado de mais uma colaboração entre a Officina Italiana Design e o Grupo Ferretti.
“Para o maior modelo Riva, escolhemos o nome de uma época que ainda é dotada de brilho e charme. O Dolce Vita é uma indicação de estilo verdadeiramente italiano, a combinação feliz onde a boa construção e a boa vida se juntam. Este iate de 33 metros não é apenas um presente para os fãs da nossa marca, mas para todos os sonhadores que podem assim redescobrir o esplendor e a emoção de uma nova Dolce Vita”, afirmou Alberto Galassi, diretor executivo do grupo.
Riva 110 Dolcevita fará a sua estreia oficial durante um evento exclusivo a ser realizado em maio, em Montecarlo.
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A embarcação tida como a primeira ecologicamente autossustentável do mundo, Energy Observer, partiu nesta quarta-feira (28) do porto de Marselha, na França, para uma viagem de seis anos por 50 países, fazendo escalas em 101 portos, com o objetivo de promover temas como energias renováveis e mobilidade.
O barco é capaz de produzir seu próprio hidrogênio de combustível a bordo, a partir da água do mar, sem emitir gases de efeito estufa ou partículas finas. O Energy Observer é equipado, ainda, com painéis solares.
Foto: Jean-Paul Pelissier
O modelo é um antigo catamarã usado para corrida, construído em 1983, no Canadá, totalmente transformado em uma embarcação do futuro, impulsionado por propulsão elétrica graças à mistura de energias renováveis e ao sistema de produção de hidrogênio sem carbono.
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A Volvo Ocean Race 2017-18 segue sendo disputada rumo a Itajaí, no Brasil. Os barcos ainda navegam pelos mares do sul e se aproximam do Cabo Horn. O primeiro a contornar o local ganha um ponto de bônus. A previsão é que isso ocorra nesta quinta-feira (28) pela manhã.
O time do Sun Hung Kai / Scallywag não confirmou seus planos para a sequência do campeonato, mas deve utilizar algum porto na costa oeste do Chile para parar. O local é mais próximo nesse momento e conta com uma zona relativamente segura para as condições muito duras que ainda enfrentam. A equipe tenta se recuperar da devastadora perda do britânico John Fisher, na última segunda-feira (26).
As outras seis equipes continuam a avançar em direção ao Cabo Horn, com o Team Brunel de Bouwe Bekking na frente por quatro dias seguidos. A tripulação holandesa tem vantagem de 65 milhas náuticas.
As equipes continuam a enfrentar ventos com mais de 40 nós e mares pesados, enquanto navegam na direção do Cabo Horn, onde o Oceano Pacífico é forçado a atravessar a estreita zona compreendida entre a América do Sul e a Antártida.
O famoso Cabo Horn marca a passagem para o Oceano Atlântico e significa o fim do Pacífico para a flotilha da Volvo Ocean Race.
Atrás do Brunel estão Vestas 11th Hour Racing, MAPFRE (líder do campeonato) e o Dongfeng Race Team. Mais atrás aparecem Turn the Tide on Plastic e o AkzoNobel, da brasileira Martine Grael.
Mensagem dos velejadores ao amigo
A perda de John Fisher, do Scallywag, continua a pesar nas mentes dos velejadores. Vários deles manisfestaram a dor pelo ocorrido.
Dee Caffari, líder do Turn the Tide on Plastic
”Muitas lágrimas foram derramadas entre todos e em particular. Fish era um amigo, um fã e um grande apoiador do nosso projeto. Ele era um velejador talentoso que fazia oque amava, e é isto que nos consola neste momento difícil. Agora, quando olhamos para o céu, infelizmente, vemos outro espírito de um velejar perdido num albatroz olhando por nós aqui. Nossos corações e orações vão para sua família, amigos e ainda mais para a equipe SHK / Scallywag, bem como a restante família da Volvo Ocean Race que perdeu um ente querido”.
Simon Fisher, Navegador do Vestas 11th hour Racing
“Depois da devastadora notícia de ontem corremos para o Cabo Horn com corações pesados. Embora devamos tentar manter nosso foco na regata. Todos os nossos pensamentos e orações estão com John, sua família, seus companheiros de equipe e amigos. O Oceano Antártico tem sido especialmente difícil este ano, tem sido mais implacável”.
Xabi Fernandez, líder do MAPFRE
”Momentos muito tristes aqui no MAPFRE depois que a notícia veio do Scallywag ontem. Eu digo que todos os nossos pensamentos estão com a tripulação do Scallywag e toda a família de John e desejamos o melhor para eles”.
Simeon Tienpoint, líder do team AkzoNobel
”Todos do AkzoNobel a bordo queremos dar nossas condolências à família de John Fisher ou ‘Fish’, como o conhecemos. Mas também queremos dar força aos caras a bordo do Scallywag e a toda a equipe, claro, em terra. Pessoalmente, eu sei, infelizmente, o quão difícil é nesta situação. Eles têm que ficar juntos e esperamos vê-los em segurança em terra muito, muito em breve”.
Kyle Langford, Team Brunel
”Infelizmente, John Fisher foi perdido e isso é absolutamente devastador para todos a bordo e, obviamente, a moral está baixa e todo mundo está realmente sentindo por seus amigos, familiares e todos os companheiros de equipe que ele tem naquele barco. Eu não posso imaginar a dor que eles estão passando. Nossos pensamentos são em primeiro lugar para esses caras – e a regata é realmente secundária neste momento”.
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Com um cenário de sol, calor, águas calmas e praia cheia, o Aloha Spirit Festival 2018 realizou sua primeira etapa entre os dias 23 e 25 de março, na Praia do Perequê, em Ilhabela, no litoral norte paulista.
Provas de canoagem, Stand Up Paddle, Waterman, Apneia, Surfski e Natação, além do Desafio Gibbon de Slackline e do Festival Aloha de Cinema fizeram a alegria dos atletas e do público presente – estima-se que mais de 4 mil pessoas estiveram em Ilhabela durante o evento.
“Este tipo de evento deu continuidade ao fomento no turismo local. Ilhabela possui as condições ideais para a prática das mais variadas modalidades esportivas e o sucesso do Aloha não poderia ser diferente”, disse o prefeito de Ilhabela, Márcio Tenório, que compareceu na abertura e em diversas competições do Aloha Spirit.
A competição, que fez história ao criar no Brasil um novo conceito de esportes aquáticos, tornou-se o maior evento do gênero em toda a América Latina e um dos três principais do mundo (os outros dois são realizados no Havaí e na Califórnia – EUA). Esta edição, além das tradicionais competições esportivas, teve um diferencial para evidenciar ainda mais a comemoração dos dez anos: contou com atrações culturais na praia.
“Nos tornamos o maior do Brasil, da América Latina e um dos três maiores do mundo não só em esportes aquáticos, como também nos de praia. O Aloha criou esse conceito, fomos nós quem pensamos nisso e vimos que era possível! Essa é a história que merece ser contada”, destaca o idealizador e organizador do Aloha Spirit, João Castro.
O 10º Aloha Spirit terá três etapas e a próxima acontecerá em Brasília (DF), de 22 a 24 de junho.
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Após enfrentar fortes tempestades, pegando ventos com mais de 50 nós, o navegador Aleixo Belov atracou em Bali. Antes de desfrutar as belezas paradisíacas da Indonésia, o comandante decidiu fazer uma ponte aérea em Salvador, para resolver questões técnicas relacionadas ao seu barco, o Fraternidade, que teve velas danificadas.
Agora, de volta à Bali, Aleixo e sua tripulação aproveitam as ilhas do local, que possuem belas paisagens naturais; apreciam a gastronomia e estão aproveitando para conhecer os nativos, que são muito acolhedores. O próximo destino do veleiro é Durban, cidade da África do Sul. São mais de cinco mil milhas até lá, o que corresponde a 50 dias de viagem, sem escalas. Belov está fazendo o trajeto de retorno ao Brasil, após atingir a meta de chegar ao Alasca.
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Depois de três dias de competição iniciada no último domingo (25) e um total de seis regatas nas águas do Guaíba, no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, finalmente foi decidido nesta (terça-feira, 27) os quatro países que conquistaram vagas para os Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019: Brasil, Argentina, Porto Rico e Uruguai.
Campeão mundial em 2001, doze vezes campeão brasileiro, quatro no Sul-Americano e Medalha de Ouro no Pan-Americano do Rio, em 2007, e Prata em Winnipeg, em 1999, o multicampeão Alexandre Paradeda venceu quatro das seis regatas do campeonato, garantindo ao lado da jovem atleta Ana Júlia Tenório, de 17 anos, a vaga para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima.
Ele ficou com uma diferença de nove pontos do segundo lugar na categoria Misto, a campeã mundial Feminino Juliana Duque, em dupla com Rafael Martins, ambos da Bahia. A vaga para a Argentina foi conquistada pelo argentino Luciano Pesci e Bárbara Brotons, classificados em terceiro lugar.
A vaga de Porto Rico, foi defendida pelo campeão mundial Raúl Ríos, de 24 anos, e pela sua proeira Sofia Rivera, 7º lugar no Misto. Raul foi Medalha de Ouro no Pan-Americano de 2015, em Toronto, três vezes campeão norte-americano e campeão nacional nos Estados Unidos em 2013, 2014 e 2015.
O país vizinho Uruguai, também conquistou a sua vaga com o multicampeão, Ricardo Fabini, classificado no misto em 8º lugar ao lado de Florencia Panizari. Fabini foi campeão mundial em 1989, venceu o campeonato do Hemisfério Ocidental de Snipe em 1991, foi campeão sul-americano em três edições e Medalha de Prata no Pan-Americano em 1995.
O top 5 na categoria Misto foi completado com a dupla argentina Luis Soubie e Brenda Quagliotti, 4º lugar, e Mário Sérgio Júnior, da Escola de Vela de Ilha Bela, em dupla com Amanda Rodrigues, do Clube dos Jangadeiros, em 5º.
“Foi um campeonato bem difícil, longo, de vento forte, uma competição dura. Muita gente lutando pela vaga no Pan-Americano, com quatro campeões do mundo, para se ter uma ideia o cubano, bicampeão Pan-americano e mundial não conseguiu a vaga, para ver o nível de dificuldade do evento. Amanhã (quarta-feira), vou seguir correndo com a Ana até sábado no Sul-americano Aberto. E depois, vamos correr juntos todos os campeonatos dentro do Brasil para pegar entrosamento e ter chance de brigar pela vaga na eliminatória do Pan, em novembro”, diz Alexandre Paradeda.
Na categoria Master (timoneiros com idade acima de 45 anos, e com o timoneiro e proeiro atingindo o limite de 80 anos) o grande campeão foi a dupla Fernando Kessler e Rolf Peter Nehm, do Clube dos Jangadeiros.
Nos três dias de competição não faltou emoção e muita disputa entre os 120 atletas de oito países que buscavam as suas vagas para o Pan-Americano. A delegação cubana chegou uma semana antes para se adaptar aos rebeldes ventos gaúchos, que mudam com muita constância. As condições de tempo desde o primeiro dia foi de tempo nublado e chuva, com ventos que variaram muito, chegando ao limite máximo permitido de 23 nós.
Hoje, dia decisivo para as realizadas das duas regatas do dia, a chuva veio acompanhada de uma neblina que praticamente não deixava o presidente da comissão de regatas, Cuca Sodré, enxergar a boia na raia da Baía da Pedra Redonda. Mesmo assim, todos os atletas elogiaram a “beleza” da disputa da segunda regata, com ventos mais regulares e com os barcos em condições mais competitivas.
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A reputação de construir iates e lanchas sofisticadas e bem-feitas faz com que o mundo náutico sempre acompanhe de perto cada lançamento do estaleiro italiano Sanlorenzo, que está para os barcos de luxo assim como a Bentley para os automóveis. É, por si só, uma grife e garantia de extrema qualidade e bom gosto. Desta vez, porém, a tradicional marca se superou.
Com o casco de fibra de vidro e a superestrutura de fibra de carbono — e soluções inéditas para o aproveitamento do espaço interno —, o Sanlorenzo SX88 é simplesmente revolucionário. Tal qual uma obra de arte, o iate de 88 pés (26,7 metros de comprimento) arrancou ondas de suspiros durante o recente Miami Boat Show.
Antes, havia feito o mesmo no salão de Cannes. Tem sido assim em todos os lugares onde é apresentado. O motivo está, entre outros, na elegância de suas linhas e na popa aberta, que permite o contato direto com o mar, e em alguns outros detalhes: a ausência de comando interno e a flexibilidade dos espaços, que permitem diferentes configurações do convés principal.
Confira tudo sobre o modelo na edição do mês de Náutica, disponível nas principais bancas e livrarias do país, na loja online e, também, na versão digital.
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Em homenagem ao velejador John Fisher, que desapareceu no mar a 1,4 mil milhas náuticas a Oeste do Cabo Horn, em percurso entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí, Santa Catarina, durante a Volvo Ocean Race, a organização do Itajaí Stopover promoveu uma ação especial na manhã desta quarta-feira (28/3). No início do dia as equipes da Volvo Ocean Race internacional e da organização nacional do evento se uniram para um minuto de silêncio em frente à Vila da Regata, local que receberá os atrativos da “Fórmula 1 dos mares” entre os dias 5 e 22 de abril.
Foto: Jeremie Lecaudey
A Volvo Ocean Race iniciou em outubro de 2017 na Espanha, percorre 45 mil milhas náuticas ao redor do mundo, sendo que neste momento as equipes percorrem a etapa de número sete. A previsão é que os primeiros veleiros cheguem ao Brasil, na cidade de Itajaí, em 4 de abril.
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Velejadores de várias classes aderiram à iniciativa do Yacht Club Paulista (YCP) preenchendo a Raia 2 da Represa Guarapiranga nas três regatas deste fim de semana (24 e 25/3), abertura da Copa Vela YCP 2018. A competição, com quatro etapas previstas para o ano, reuniu 45 barcos das classes Snipe, Laser, Star, Finn e HPE 25, MT19 e Flash 165.
No sábado, o vento sueste, fraco, proporcionou apenas uma regata. Domingo, subiu para o quadrante norte e a intensidade chegou aos dez nós, permitindo que a Comissão de Regatas realizasse duas provas. A classe Snipe foi a mais numerosa, com 22 barcos, seguida pela Laser, com 11. A segunda etapa da Copa Vela YCP será em 19 e 20 de maio.
As regatas atraíram tripulações da maioria dos clubes em torno da represa, inclusive a equipe do HPE 25 Ginga, da Escola de Vela de Ilhabela (EVI), sempre favorita nas disputas da classe. “Aqui é bem diferente da ilha, com ventos rondados e mais fracos. As regatas ficam mais competitivas. A flotilha na represa já superou a de Ilhabela”, constatou o timoneiro do Ginga, Vicente Monteiro.
O Ginga ficará no YCP até maio. Nos dois primeiros finais de semana de abril (7 e 8, 14 e 15) a tripulação vai brigar pelo sétimo título paulista. “Neste ano pretendemos ganhar Paulista, Semana de Vela de Ilhabela e Brasileiro, em novembro, no Rio. Vamos pelo menos tentar, fazendo o melhor possível”, enfatizou o comandante Breno Chvaicer, vencedor da primeira etapa da Copa Suzuki (17 e 18/3) na HPE 25 em Ilhabela.
Bicampeão olímpico na raia – Aproveitando o nível profissional da Copa Vela YCP, Robert Scheidt utilizou a raia para treinar com Arthur Lopes, o Tutu, atual campeão europeu de Star, para o Campeonato Paulista, entre 30 de março a 1º de abril na Guarapiranga. Ganhador de cinco medalhas olímpicas, Scheidt vai se dedicar neste ano à classe Star e à vela oceânica. No início do mês, Scheidt conquistou a medalha de prata na tradicional Bacardi Cup, em Miami, ao lado do norte-americano Brian Fatih.
Entre os barcos da classe Star, os irmãos Marcelo e Renata Bellotti formaram dupla no Capatosta. “Foi fundamental para a retomada da vela na Guarapiranga, a iniciativa do YCP criando a Copa em 2015. Precisamos velejar e a Copa nos oferece a oportunidade. Estamos nos preparando para o Paulista, Hemisfério Ocidental (7/4 nos EUA) e Mundial de Star, também em junho nos EUA”, relatou Marcelo, atual campeão sul-americano com o parceiro Maurício Bueno.
Para as mulheres, a Copa Vela também possui significado especial, registrando presença maciça das Divas da Snipe do YCP. “A participação feminina é significativa, inclusive com duas proeiras na Star, o que é raro”, observou a vice-comodoro do YCP, Paola Prada Lorenzi, parceira de Georgia Bruder na Snipe.
Ambas se preparam para o Mundial Feminino de Snipe em Newport (EUA), em agosto. “Eu estava com saudades da Copa, com síndrome de abstinência, e também de trocar ideias fora da água em nosso tradicional brunch dos velejadores”, afirmou a filha do tricampeão mundial da classe Finn, o lendário velejador Joerg Bruder, do YCP.
Vencedores da 1ª Etapa da Copa Vela YCP
Snipe – Leonardo Prioli e Gabriel Chorociejus (YCP)
A Maya Bay, praia na Tailândia, ficou famosa depois que serviu de cenário para o filme A Praia, com Leonardo DiCaprio, no ano 2000 e, desde 2017, vem envolvida em boatos de um possível fechamento graças à intensa visitação ao local – segundo o jornal The Guardian, Maya Bay recebe cerca de 5 000 turistas diariamente, o dobro do recomendável.
Autoridades tailandesas estariam considerando o fechamento da praia como uma forma de fazê-la se recuperar do turismo intenso e consequente impacto ambiental. Segundo estudos, cerca de 80% dos recifes de corais da Tailândia teriam sido destruídos devido às âncoras de barcos, resíduos plásticos jogados no mar e a construção de hotéis pé na areia.
Em fevereiro deste ano, Maya Bay voltou a ser pauta quando jornais tailandeses e internacionais anunciaram que a praia seria fechada aos turistas, anúncio que teria sido feito por Worapoj Lomlim, chefe do parque nacional Hat Nopparat Mu Ko Phi Phi, onde Maya Bay está situada.
Mas as notícias eram desencontradas: no tailandês The Nation e no alemão Deutsch Welle, por exemplo, a restrição seria apenas para barcos, que ficariam proibidos de acessar a praia. Já nos britânicos The Independent e The Guardian, o local estaria completamente inacessível para os visitantes na baixa temporada, entre junho e setembro.
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A empreendedora Kristina Roth está colocando em prática a ideia de construir um resort apenas para mulheres em uma ilha privada situada a 90 minutos de Helsinque, capital da Finlândia. A “SuperShe Island” está se preparando para se tornar, a partir do verão europeu de 2018, um lugar onde as mulheres poderão aproveitar e descansar alguns dias, em um ambiente de paz, longe dos homens.
A ideia surgiu durante um feriado de descanso, quando Roth percebeu que algumas delas mudavam suas atitudes quando estavam no mesmo ambiente que o sexo masculino, ou seja, não se sentiam totalmente à vontade. Assim, a empresária pensou em criar um espaço exclusivo para as mulheres, onde elas pudessem relaxar sem qualquer preocupação.
Foi quando um amigo pessoal indicou a ilha, que estava à venda. Para fazer uma reserva, não basta ser mulher. É necessário se tornar membro do clube “SuperShe”, passar por uma entrevista no Skype e, só após isso, é possível confirmar sua estadia. Se hospedar durante uma semana na ilha privada custará cerca de 2 850 euros, com tudo incluso.
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Muita gente prefere a navegação noturna, porque não se sofre com o calor e o movimento de outros barcos é menor. Mas, será mesmo uma boa ideia sair para navegar após o pôr do sol? A resposta a essa pergunta frequente é: depende… Navegar à noite é uma experiência gostosa e, às vezes, necessária. Mas envolve riscos. Por mais romântico e inspirador que possa parecer, embute perigos e demanda uma atenção especial, que, infelizmente, nem todos os donos de barcos (lanchas, especialmente) costumam dedicar. Um acidente registrado no dia 3 de fevereiro deste ano ilustra bem esse comportamento: uma lancha na faixa dos 11 metros com a proa completamente arrebentada, depois de ter colidido, na noite anterior, com uma das balsas que fazem a travessia São Sebastião-Ilhabela.
Como se explica um acidente assim, se a tal lancha estava equipada com dois motores e com vários instrumentos eletrônicos de navegação? E colidir logo com uma embarcação de aço, carregada de automóveis, e ainda dentro de um canal. Resposta: a falta de preparo com uma grande dose de imprudência de muitos navegantes. “Navegar sem luzes a bordo é como atravessar uma avenida de olhos vendados”, definiu, certa vez, o delegado fluvial de Brasília, ao explicar a causa da colisão de duas lanchas, à noite, no Lago Paranoá — uma delas estava completamente apagada. Uma cena que vem perigosamente se repetindo em nossas águas. Como, então, encarar uma travessia noturna sem comprometer a segurança? Confira tudo sobre o assunto na edição do mês de Náutica, disponível nas principais bancas e livrarias do país, na loja online e, também, na versão digital.
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O estaleiro turco Turquoise Yachts acaba de lançar o seu maior projeto até o momento. Batizado de GO pelos seus proprietários europeus, o modelo mede 77 metros de comprimento e tem assinatura do estúdio H2 Yacht Design. Com linhas grandiosas, o superiate tem interior pensado pelo mesmo estúdio britânico, que trabalhou juntamente com os proprietários para alcançar a atmosfera desejada dentro dele.
Foto: Francisco Martinez
Foto: Francisco Martinez
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Oito camarotes de hóspedes estão dispostos pelos conveses superior e principal e podem receber até 18 pessoas, além de acomodações para 19 tripulantes. Um elevador central percorre a embarcação do convés inferior até o terraço. Algumas das características de GO incluem piscina de 5 metros no terraço, amplo clube de praia na popa com plataforma, bem como dois terraços laterais ao nível d’água.
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“Esta manhã, estou extremamente triste em informar, que um dos nossos velejadores, John Fisher, da equipe Sun Hung Kai / Scallywag, se encontra presumivelmente perdido no mar.
Isto é de partir o coração a todos nós. Como velejadores e organizadores de regatas, perder um tripulante no mar é uma tragédia que nunca queremos imaginar. Estamos arrasados e os nossos pensamentos estão com a família do John, amigos e companheiros da sua equipe.
Ontem, pouco depois das 13:00 UTC, a Direção da Regata da Volvo Ocean Race foi informada de uma situação de homem ao mar pela equipe Sun Hung Kai / Scallywag.
Imediatamente coordenamos com a equipe, bem como com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo, que localizou um navio e desviou para a zona do acidente. Mas, com a velocidade atual, ainda permanece a mais de um dia de distância.
Com o resto da flotilha da Volvo Ocean Race a cerca de 320 km e a favor do vento, enviá-los para trás contra o vento e com ventos fortes, não era uma opção viável.
A equipe Sun Hung Kai / Scallywag realizou uma busca exaustiva por várias horas em condições meteorológicas extremamente difíceis, mas não conseguiu recuperar seu companheiro de equipe.
Dada a temperatura da água fria e o estado extremo do mar, juntamente com o tempo que passou desde que ele caiu ao mar, devemos presumir que John foi perdido no mar.
Todos nós na organização Volvo Ocean Race enviamos nossas sinceras condolências à família do John, dos seus amigos e dos seus companheiros de equipe. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiá-los neste momento tão difícil.
O Team Sun Hung Kai / Scallywag retomou a direção nordeste.
Na verdade, a equipe está atualmente em uma posição difícil – as condições estão a deteriorar-se e a previsão é de que o dia de hoje seja seja bastante severo.
A tripulação está, naturalmente, emocionalmente e fisicamente exausta após o que acabaram de passar.
Agora, o nosso único objectivo é fornecer todo o apoio e assistência possível à equipe.
Temos a certeza de que haverá muitas dúvidas sobre como um de nossos velejadores foi perdido no mar ontem.
Poderemos esclarecer isto mais tarde, quando a equipe nos passar toda a informação.
Hoje, nossos os pensamentos e orações vão para a família do John e toda a equipa do Scallywag”.
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O Race Control da Volvo Ocean Race foi informado, na tarde desta segunda-feira (26), pela tripulação do Sun Hung Kai / Scallywag de um incidente com um tripulante da equipe que caiu no mar. O fato ocorreu às 13:42 UTC.
A equipe, juntamente com o Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC), estão realizando uma operação de busca e resgate para recuperar o tripulante desaparecido, John Fisher (Reino Unido). O velejador usava equipamento de sobrevivência quando foi ao mar.
O restante da tripulação está em segurança.
O incidente ocorreu aproximadamente a 1.400 milhas a oeste do Cabo Horn.
O vento na área de busca é de forte intensidade, 35 nós, e o mar está pesado. A temperatura da água é de 9 graus Celsius. Há luz do dia, mas as condições meteorológicas devem se deteriorar nas próximas horas.
Dadas as condições da força de vendaval, não é uma opção desviar qualquer um dos outros seis concorrentes da Volvo Ocean Race, que estão a pelo menos 320 km mais a leste e a favor do vento para auxiliar na operação de busca.
O MRCC identificou um navio a aproximadamente 400 milhas náuticas de distância e foi desviado para o local.
Naturalmente, estamos profundamente preocupados, especialmente dadas as condições meteorológicas, e o Race Control em Alicante, na Espanha, está apoiando a equipe Scallywag e o MRCC durante toda a operação. .
Nós teremos mais informações assim que estiverem disponíveis.
A Volvo Ocean Race é uma regata de 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo. As equipes estão atualmente no nono dia da sétima etapa. O percurso de Auckland (Nova Zelândia) até Itajaí (Brasil) tem 7,600 milhas náuticas
A Equinautic, distribuidora de equipamentos náuticos, inaugurou sua mais nova loja em Porto Alegre. Em atividade desde 1987, sob o comando de Marcio Lima, velejador apaixonado e entusiasta dos esportes náuticos, a empresa oferece peças e produtos para equipar lanchas e veleiros de lazer, assim como equipamento pesado para embarcações de trabalho. Os produtos provenientes do mercado externo perfazem 65% da linha e são importados pela própria empresa, que conta com um estoque de mais de 12 mil itens. A Equinautic fica na rua Ernesto Paiva, 139, na área comercial do Clube dos Jangadeiros.
Foto: Claudio Luiz Oliveira
Foto: Claudio Luiz Oliveira
Foto: Claudio Luiz Oliveira
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O frio é um dos principais adversários dos velejadores que disputam a sétima etapa da Volvo Ocean Race, regata que tem como destino Itajaí, no Brasil. Passando pelos mares do sul, as sete equipes que disputam a Volta ao Mundo precisam lidar com muitos fatores, incluindo as temperaturas baixas, durante quase todo os 7 600 milhas náuticas de percurso.
A brasileira Martine Grael, integrante do team AkzoNobel, relatou, nesta segunda-feira (26), que a navegação ocorre com neve! Os barcos estão beirando o limite de gelo, que a organização impôs para evitar contatos com icebergs.
“Nós estamos aqui se aproximando do Cabo Horn. As condições estão ficando cada vez mais extremas. Nós tivemos neve, pelo lado de fora. Várias tempestades de chuvas, então vento aumenta e nós temos que nos preparar, e cada um faz mais uma função. Com isso, fica até mais fácil de entreter. Realmente, estamos enfrentando ventos muito fortes e tem que se preparar para não quebrar o barco, pois precisamos seguir depois do Cabo Horn”, disse a atleta.
A campeã olímpica teve uma pequena lesão após bater o cóccix durante a velejada. Mas nada sério. O team AkzoNobel ocupa a sexta colocação por enquanto, mais de 60 milhas náuticas atrás do líder Team Brunel.
“Como brasileira, eu nunca vou conseguir me acostumar com esse frio. Está frio demais. Minha mão está congelada. No frio é mais difícil de lidar com lesão, então tudo está mais doloroso. Mas, hoje foi um dia incrível lá fora, com o sol. Nos outros dias estava chovendo”, disse Martine Grael.
Faltam menos de 1.400 milhas para chegar ao lendário Cabo Horn, que dará um ponto de bônus para quem o contornar primeiro. Os ventos estão acima de 40 nós, com ondas cada vez maiores e até neve, como citado acima pela campeã olímpica.
E assim continuará a ser pelas próximas 24 horas antes de uma nova pausa. Mas, à medida que os barcos se aproximam do Horn, as condições irão se deteriorar significativamente novamente, com previsão de ventos ainda mais fortes e ondas enormes.
O Team Brunel continua a liderar sob a batuta dos veteranos Bouwe Bekking e Andrew Cape, que já passaram pelo Cabo Horn algumas vezes.
“As pessoas mais jovens ajudam a tornar o barco mais rápido, mas nunca sofreram um sério revés e não queremos que experimentem isso”, disse Bouwe Bekking. “As coisas podem piorar rapidamente aqui. Em apenas um piscar de olhos, 30 nós podem se tornar mais de 40, e então qualquer coisa pode acontecer”.
A sétima etapa premia os barcos com pontuação dobrada! Os barcos partiram de Auckland no domingo (18) e devem chegar ao Brasil entre 4 a 6 de abril.
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Fazendo parte das comemorações dos 345 anos da capital catarinense, a Regata Cidade de Florianópolis foi realizada nesse sábado, na Baía Norte, consagrando a tripulação do Zeus Team como a grande vencedora do final de semana. A equipe conquistou o troféu Fita Azul, destinado a primeira embarcação a cruzar a linha de chegada, em um belo sábado com ventos nordeste de 12 nós, contando com o reforço do velejador Marcelo Gusmão em sua tripulação.
Comandante do Itajaí Sailing Team, Gusmão foi convidado para ser o timoneiro do Zeus Team na Regata Cidade de Florianópolis ajudando a equipe a vencer no geral e na classe IRC. Velejador olímpico e com vasta experiência em vela oceânica, Gusmão é considerado um dos principais nomes da Vela de Oceano no país e o reforço contribuiu para o bom resultado do Zeus Team.
“Foi muito bacana poder contribuir como timoneiro do Zeus. Um barco repleto de ótimos velejadores e que tornou a experiência ainda mais engrandecedora”, comenta Gusmão. “Esse intercâmbio de experiências é ótimo, pois consigo passar um pouco do que sei para a tripulação e ao mesmo tempo aprendo com outros velejadores’, concluiu o Comandante do Itajaí Sailing Team.
A segunda etapa da temporada contou com aproximadamente vinte embarcações e com dois tipos de percursos na Baía Norte. As classes IRC, ORC, C30, RGS A e Hpe-25 cumpriram um percurso barla-sota com seis pernas, enquanto as classes RGS Cruzeiro A e B, Multicascos e Bico de Proa realizaram um percurso triangular. Fita azul da competição, o Zeus Team faturou o título geral da etapa e levou a melhor na IRC, terminando a frente de Absoluto, vice-campeão, e Argonauta 4, terceiro colocado.
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O estaleiro italiano Sanlorenzo acaba de lançar a segunda unidade do seu modelo de iate 52Steel. A embarcação, construída na fábrica da marca em La Spezia, foi projetado pela Officina Italiana Design e traz como um de seus destaques uma grande piscina com fundo de vidro no convés principal, que ilumina o beach clube, localizado abaixo, e é espaçoso e arejado, com terraço e plataforma de natação. O clube de praia também pode ser usado para armazenar barco de apoio.
O modelo conta com três camarotes para hóspedes, duas suítes VIP e uma suíte no convés principal. A embarcação conta com layout que agrada por promover o bom uso de todos os seus espaços. O iate segue os passos de seu antecessor, Seven Sins, lançado em janeiro de 2017 e utilizado para charter no Mediterrâneo e no Caribe.
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O título da 6ª Porto Alegre Match Cup foi conquistado pela equipe Marinha do Brasil/VDS, formada por Geison Mendes/Gustavo Thiesen e Martin Rump neste domingo no Veleiros do Sul. Os gaúchos derrotaram na fase final a Arrivederci, do Iate Clube do RJ, com Victor Demaison/Fábio Pillar/Guilherme Hamelmann (RJ) por 3 a 0 numa série de melhor de cinco regatas. Na disputa pelo terceiro lugar, o time de Philipp Grochtmann/ Vilnei Goldmeier/ Rodolfo Streibel (Veleiros do Sul) venceu o trio Renata Decnop/ Fernanda Decnop e Tatiana Ribeiro, da Check Mate/Marinha/RJ por 2 a 1 na melhor de três regatas.
No último dia da Match Cup tensos duelos marcaram a competição no rio Guaíba. Nas três regatas da final, o time de Victor Demaison não completou nenhum dos matches por ter sofrido três pênaltis, em cada prova, dos árbitros que acompanhavam de um bote os confrontos. Foi uma final singular para a Arrivederci que tinha terminado em primeiro lugar na fase de classificação, mas isso faz parte do jogo. Após comemorarem a vitória, o timoneiro Geison Mendes falou sobre a participação na Porto Alegre Match Cup.
“A competição começou com vento fraco, mas a chegada da frente fria neste domingo criou-se uma situação muito boa para os matches. Os confrontos de barco contra barco ficaram mais intensos. Para nós valeu também para nos atualizarmos sobre as mudanças das novas regras para o match race”, disse Geison.
A semifinal foi difícil para os campeões. A equipe de Philipp Grotchmann teve boa atuação. Com o placar de 1 a 1 eles foram para o último match e venceram em cima da linha de chegada. A série final também foi de confrontos radicais antes mesmo da regata. Na primeira regata, o barco da Arrivederci prendeu a quilha no cabo da CR, conseguiu se desvencilhar, mas depois tomou mais dois pênaltis e bandeira preta. Os outros matches também seriam uma repetição de penalidades.
“Nos posicionamos bem em todas as pré-largadas e isso nos deu sempre vantagem na regata, porém não imaginávamos de vencer a fase final dessa forma, com nossos adversários desclassificados nas três regatas”, comentou o sargento Geison. Os campeões da Porto Alegre Match Cup também ficaram com o título brasileiro de Match Race 2018 da primeira etapa do circuito Sul-americano de Match Race.
A dupla da Marinha do Brasil/VDS segue nesta segunda-feira para Palma de Mallorca, onde disputarão o 49º Troféu Princesa Sofia na classe 470. Geison e Gustavo integram a Equipe Brasileira Olímpica da CBVela e estão em campanha olímpica para Tóquio 2020.
A 6ª Porto Alegre Match Cup contou com oito equipes do RS, DF, RJ e BA. A Copa foi o primeiro evento do circuito International da Match Race Super League, composto por 17 torneios em 14 países. A Super League está atrelada a Match Racing Association Inc que promove a modalidade de competição em todo o mundo.
No final do evento teve a entrega de prêmios no salão do Veleiros do Sul. O comodoro Eduardo Ribas saudou os presentes e destacou a presença dos comandantes da Marinha: Vice-almirante José Renato de Oliveira, comandante do 5º Distrito Naval, em Rio Grande, o Contra-almirante Cláudio Henrique Mello de Almeida, Diretor de Aeronáutica da Marinha e o Capitão de mar e guerra Amaury Marcial Jr. capitão dos portos em Porto Alegre.
O comodoro Ribas falou sobre a Porto Alegre Match Cup e o atual papel da Marinha no esporte olímpico brasileiro, destacando a vela e as tripulações que participaram da POA Match Cup. Ribas agradeceu aos árbitros do evento, em especial ao Nelson Ilha. “Sem participação do Nelson não teríamos conseguido realizar a Copa”, disse Ribas.
Como presidente da Associação Brasileira de Match Race (Abramatch), Nelson falou aos presentes sobre a participação da Super League no match race internacional e agradeceu o apoio e dedicação da equipe do Veleiros do Sul para a realização da Match Cup. O chefe dos árbitros, o argentino Flávio Naveira também falou aos presentes e convidou para a próxima etapa do Sul-americano de match em Buenos Aires.
Também estavam presentes na premiação o vice-presidente do Conselho Deliberativo Eduardo Scheidegger Jr., Geraldo Sperb, presidente da Soamar Porto Alegre e Maria Conceição Nogueira Pires, presidente da Federaclubes.
Classificação final
1º Geison Mendes – Marinha/VDS
2º Victor Demaison – Arrivederci
3º Philipp Grochtmann – Veleiros do Sul
4º Renata Decnop Check – Mate/Marinha
5º Felipe Rondina – Antigos/ICB
6º Juliana Duque – YC Bahia
7º Nicholas Grael – Marinha/ICRJ
8º Mauro Leite – YCPE
Match Races
Final
Geison Mendes (Marinha do Brasil/VDS) 3 X 0 Victor Demaison (Arrivederci)
Semifinal
Renata Decnop (Check Mate/Marinha) 1 X 2 Victor Demaison (Arrivederci)
Philipp Grochtmann (VDS) 1 X 2 Geison Mendes (Marinha do Brasil/VDS)
Disputa da terceira colocação
Philipp Grochtmann (VDS) 2 X 0 Renata Decnop (Check Mate/Marinha)
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A sétima etapa da Volvo Ocean Race completou uma semana e a regata segue com bastante equilíbrio rumo ao Brasil pelos mares do sul.
O Team Brunel aproveitou as melhores escolhas e assumiu a liderança com mais de 20 milhas de vantagem para o segundo colocado Turn The Tide on Plastic, que é seguido de perto por Dongfeng Race Team e Vestas 11th Hour Racing.
”Tivemos dias incríveis, mas também momentos muito estressantes”, escreveu Bouwe Bekking no seu blog da Volvo Ocean Race. A opção para o norte reduziu o número de manobras em comparação com a maioria da flotilha.
O Brunel liderava a regata quando passou pelo Ponto Nemo, a área mais remota do mundo. O Point Nemo está a quase 1.400 milhas náuticas da terra mais próxima, o que significa que as pessoas mais próximas dos tripulantes, além das outras equipes, são os astronautas da Estação Espacial Internacional, cerca de 220 milhas náuticas acima deles.
A etapa tem ao todo 7.600 milhas náuticas e teve início no domingo (18) em Auckland, na Nova Zelândia. Os barcos já percorreram mais de 4 mil milhas náuticas. Neste domingo (25), os ventos foram moderados de 20 a 25 nós. A previsão é mais um ‘vendaval’ nos próximos dias.
”Pegamos de 40 a 45 nós, o que não é nada divertido, na verdade é puro modo de sobrevivência. Mesmo assim ninguém tá aliviando”, contou o líder do Team Brunel.
Carolijn Brouwer sobre uma semana da sétima etapa
”A primeira semana não foi tão mal assim! As condições normalmente não são assim, mas o vento está aumentando – entre 30 e 40 nós. As condições estão piorando, inclusive com ondas grandes, e está difícil de controlar o barco”, revelou a holandesa Carolijn Brouwer, integrante do Dongfeng Race Team.
A velejadora, que morou no Brasil e fala português fluente, está em sua terceira Volvo Ocean Race e sua experiência pelos mares do sul pode fazer a diferença para a equipe chinesa. O Dongfeng ocupa a segunda colocação no campeonato.
Sobre os próximos dias, Carolijn Brouwer prevê mais ventos e dificuldades nos mares do sul. ”Temos que passar por uma área de baixa pressão nessa próxima semana. Estamos mais ao sul e o frio certamente vai nos tirar mais energia, pois trabalhamos com muita roupas, luvas, etc…Isso dificulta nessa mobilidade”.
”Temos que ser um pouco malucos pra fazer isso! Se eu tivesse medo para fazer isso eu não estaria aí. Temos momentos de muita tensão a bordo, mas ao mesmo tempo é um desafio. Quando passar pelo Cabo Horn em seis dias, a gente vai olhar pra trás e ver que tudo passou!”, contou Carolijn Brouwer.
Os barcos devem chegar de 4 a 6 de abril e Itajaí, Santa Catarina. A etapa vale pontuação dobrada e o primeiro barco a contornar o Cabo Horn leva um ponto de bônus.
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O presidente da Confederação Brasileira de Vela Marco Aurélio de Sá Ribeiro foi eleito para ocupar uma das vagas do novo Conselho de Administração do Comitê Olímpico do Brasil. A votação que elegeu os conselheiros foi realizada nesta sexta-feira, dia 23, em Assembleia Geral Extraordinária na sede do COB, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
“O Comitê Olímpico do Brasil deu hoje mais um importante passo rumo à cidadania e à boa governança. O Conselho de Administração, o Conselho de Ética e o novo vice-presidente do COB foram eleitos depois de um processo transparente e democrático, com participação livre de atletas e confederações. Gostaria de parabenizar todos os eleitos e agradecer a todos os que apoiaram a candidatura da CBVela. Nós todos somos um só”, afirmou Marco Aurélio.
O colégio eleitoral foi formado por 12 esportistas da Comissão de Atletas do COB, 35 representantes das Confederações Brasileiras Olímpicas e o membro brasileiro do COI, Bernard Rajzman.
Para o Conselho de Administração, foram escolhidos dez membros efetivos, sendo oito presidentes de Confederações Brasileiras Olímpicas e dois membros independentes. O presidente Marco Aurélio de Sá Ribeiro teve 30 votos, ficando em quarto lugar entre os 13 candidatos elegíveis.
A criação dos conselhos de Administração e de Ética descentraliza as decisões do Comitê. O Conselho de Administração atuará auxiliando na análise e tomada de decisões de temas diretamente ligados à gestão do COB.
“Agora cabe a nós, que fomos escolhidos, levar o esporte brasileiro a um novo patamar”, acrescentou o presidente Marco Aurélio de Sá Ribeiro.
Na mesma Assembleia, foi eleito o novo vice-presidente do COB, Marco La Porta, presidente da Confederação Brasileira de Triatlo, com 44 votos.
Confira os candidatos eleitos:
Vice-presidente
Marco La Porta – 44 votos
Conselho de Administração (Membros Independentes)
Sergio Rodrigues – 36 votos
Carlos Osso – 23 votos
Conselho de Administração (Membros das Confederações)
Judô – Silvio Acácio Borges – 39 votos
Golfe – Euclides Antônio Gusi – 33 votos
Desportos no Gelo – Matheus Bacelo de Figueiredo – 32 votos
Vela – Marco Aurélio de Sá Ribeiro – 30 votos
Boxe – Mauro José da Silva – 29 votos
Canoagem – João Tomasini Schwertner – 28 votos
Esgrima – Ricardo Pacheco Machado – 24 votos
Karatê – Luiz Carlos Cardoso do Nascimento – 21 votos (24 a 22 no desempate com o Levantamento de Pesos)
Conselho de Ética
Alberto Murray – 35 votos (membro independente)
Caputo Bastos – 26 votos (membro independente)
Ney Bello – 26 votos (membro independente)
Sami Arap – 24 votos (membro não independente)
Bernardino Santi – 23 votos (membro não independente)
A Volvo Ocean Race, considerada a “Fórmula 1 dos mares”, roda o planeta com um objetivo que vai muito além das práticas esportivas. O evento possui grande vocação ao estímulo de atividades sociais em prol da educação e sustentabilidade. O tema da edição 2017/2018 é o cuidado com os oceanos. Durante a sua passagem pelo Brasil, mais de 20 ações serão realizadas no Itajaí Stopover, entre os dias 5 e 22 de abril, para conscientizar a sociedade, empresas e governantes.
Uma das principais ações será a realização do Seminário Técnico Científico “O futuro dos oceanos: Combate ao lixo no mar” no auditório do Centreventos, em 18 de abril. Organizado pela Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai), Prefeitura de Itajaí, UFSC e com apoio da ONU, o evento contará com grandes nomes como o Procurador-Chefe do Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC), Darlan Airton Dias, a representante da ONU Meio Ambiente, Fernanda Daltro, o Professor Doutor da Universidade de Aveiro (Portugal), Armando da Costa Duarte, o Coordenador de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Régis Pinto Lima, entre outros.
No seminário será assinado um protocolo de intenções do município com a campanha global “Clean Seas”, em português: “Mares limpos”. Proposta pela ONU Meio Ambiente, alerta sobre a poluição dos oceanos, atividades poluidoras e orienta para o destino correto dos lixos. O Itajaí Stopover terá ações como projeções da campanha no ‘The Globe’, orientação aos visitantes, abordagem entre barcos de lazer e turismo e apoio de outras ações. A atividade da ONU Meio Ambiente conta ainda com o Team Clean Seas, um dos sete veleiros participantes da regata, que compete na Volvo Ocean Race com objetivo de recolher os lixos marinhos encontrados pelos quatro oceanos e cinco continentes.
Na Vila da Regata em Itajaí ainda há uma série de programação em favor do meio ambiente. Serão distribuídas sementes de árvores nativas e realizadas oficinas de sustentabilidade em que as crianças poderão transformar e dar reuso a materiais. Além disso, através das visitas guiadas, mais de 7 mil estudantes participarão de estações educacionais que manterão informações sobre práticas sustentáveis como o “Planetário”, o “Turn the Tide on Plastics Team Base”, entre outros. Outro grande foco das ações sustentáveis no local será a apresentação do Veleiro ECO, primeiro do Brasil desenvolvido para expedições e pesquisas oceanográficas que estará aberto para visitação a partir de 15 de abril.
Com propósito de promover um evento sem utensílios plásticos, a Vila da Regata em Itajaí terá apenas copos reutilizáveis em que os visitantes deixarão o valor caução de R$ 5 para retirada do material. Ao final da visita à Vila da Regata, a pessoa pode ficar com o copo ou devolver o objeto e pegar o dinheiro de volta. Já os pratos dos restaurantes serão biodegradáveis para que entrem em decomposição em menos de 30 dias, número bem menor se comparado com os plásticos que trazem 200 anos de agressão ao meio ambiente. No local ainda serão instalados bebedouros com fontes de água potável para que os frequentadores possam se refrescar sem a necessidade de comprar a bebida, evitando assim a utilização de garrafas plásticas.
A Volvo Ocean Race no Brasil ainda apoiará diversas atividades de conscientização como o “Encontro de Jovens pelos Oceanos”, que será realizado na tarde de 6 de abril no auditório, a limpeza da praia do Atalaia em 15 de abril, com a participação da comunidade, e o Campeonato de Surfe realizado no mesmo dia, em que os participantes utilizarão pranchas confeccionadas com garrafas plásticas. Serão promovidas visitas monitoradas ao Parque do Atalaia, que possui mais de 19 mil metros quadrados de área de preservação e é moradia de 200 tipos de árvores e cerca de 100 animais nativos.
Seleção e destino correto
Todos os dejetos gerados na Vila da Regata ganharão um destino correto. Durante os 18 dias de evento, uma cooperativa atuará ativamente dentro da Vila da Regata para seleção do lixo produzido. Tudo que poderá ser reciclado será levado até a sede do grupo que transformará os objetos. A conscientização ambiental se manterá até mesmo após o dia 22 de abril, quando a Volvo Ocean Race se despedirá do Brasil. Todos os materiais utilizados no evento, como bandeiras e objetos de divulgação, serão doados para entidades assistenciais que farão a transformação das peças para objetos de decoração, acessórios, entre outros, para obter lucro com a venda dos utensílios.
Antes da Volvo Ocean Race
Meses antes da chegada dos barcos ao Brasil, a região passou a respirar as propostas sustentáveis do evento. Desde a segunda quinzena de março são realizadas apresentações teatrais nas escolas de Itajaí e distribuídas cartilhas para conscientização ambiental em escolas e creches e são promovidas ações de engajamento social, como o mutirão “Juntos pelo Rio” que surgiu em 2012 e já retirou mais de 75 toneladas de lixo do Rio Itajaí-açu. A edição de 2018 está agendada para o sábado (24/3).
Programação Seminário Técnico Científico:
12h30min – Credenciamento
13h30min – Abertura Oficial
14h40min – “O lixo nos mares do Brasil” com Régis Pinto Lima, Ministério do Meio Ambiente
15h10min – Campanha “Mares Limpos” com Fernanda Daltro, ONU Meio Ambiente
15h30min – Projeto “Menos1Lixo” com Fe Cortez, YouTuber e criadora do projeto de redução de lixo
16h – Coffee Break
16h20min – Case: “Paraty sem descartáveis” com Anderson Terra da Associação Com. e Ind. de Paraty
16h50min – Case “Instituto Ecosurf e Projeto Route: ações de limpeza de praia,combate a poluição e métodos de mobilização social” com João Malavolta, Instituto Ecosurf
17h20min – “Plástico, o vilão dos oceanos” com Prof. Dr. Armando da Costa Duarte, Professor da Universidade de Aveiro (Portugal)
17h50min – Estratégias do Ministério Público Federal no combate ao lixo marinho com Dr. Darlan Airton Dias, Procurador Chefe da Procuradoria da República em Santa Catarina
Horário: De segunda-feira a sexta-feira das 12h às 24h, exceto a abertura, no dia 5 de abril que será a partir das 19h;
Fim de semana das 10h às 24h
Local: Vila da Regata – Centreventos Itajaí
Entrada gratuita
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